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terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

PESQUISADOR DANIEL RENAUD REVELA PESQUISAS EM COMUNIDADES DO VALE DO JEQUITINHONHA

O pesquisador Daniel Renaud Camargo do Grupo de Estudos em Educação Ambiental Desde El Sur (GEASur) da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) desenvolveu um estudo ao longo dos últimos 6 anos que revelou detalhes sobre as relações entre o meio ambiente, a cultura e a história das comunidades de Cachoeira do Norte, Santa Rita do Araçuaí e São Sebastião da Boa Vista.

Trabalho do pesquisador Daniel Renaud Camargo.

A investigação que se iniciou no ano de 2012 durante sua graduação se aprofundou ao longo dos últimos anos resultando na pesquisa de mestrado intitulada "Lendas, Rezas e Garrafadas: Educação Ambiental de Base Comunitária e os Saberes Locais no Vale do Jequitinhonha" no qual desenvolveu uma proposta de Educação Ambiental contextualizada à realidade das comunidades a partir dos saberes e das memórias dos moradores da região.

O pesquisador esteve nas comunidades ministrando palestras sobre os resultados de suas pesquisas e destacou a urgência de projetos de recuperação ambiental para a região, apontando a técnica de agricultura sintropica e sistemas agroflorestais como uma alternativa viável para produzir alimentos, recuperar nascentes e promover uma melhoria nas condições da biodiversidade local.

Além disso, paralelamente às pesquisas de graduação e mestrado o pesquisador desenvolveu uma série de projetos centrados na cultura local, incluindo os projetos: Músicas e Cantigas do Vale (que documenta a musicalidade popular da região); bênçãos, rezas e orações (focado na cultura de benzedeiras e rezadores de Chapada do Norte); Contos, Lendas e Histórias do Jequitinhonha; Oficinas de Folclore e Cultura popular; além de exposições de arte produzidas pelo próprio pesquisador que retratam elementos da cultura, história e natureza das comunidades.

PROJETO CONTOS, LENDAS E HISTÓRIAS DO JEQUITINHONHA

Projeto que produz registros sobre Contos, Lendas e Histórias do Vale do Jequitinhonha


PROJETO BÊNÇÃOS, REZAS E ORAÇÕES


Projeto que documenta a cultura de benzedeiras e rezadores do Vale do Jequitinhonha.


​PROJETO MÚSICAS E CANTIGAS DO VALE

Projeto dedicado a auxiliar no processo de documentação e divulgação da musicalidade popular de comunidades do Vale do Jequitinhonha.



Quem é Daniel Renaud


Daniel Renaud Camargo é Bacharel em Ciências Ambientais e Mestre em Educação pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO).



​Desenvolve pesquisas sobre cultura popular, educação ambiental, educação popular e história de Comunidades do Vale do Jequitinhonha.

Atua com Educação Ambiental de Base Comunitária em uma perspectiva de proteção dos Saberes Locais.
Recentemente começou a produzir desenhos e ilustrações em Nanquim, Aquarela, Arte digital e Grafite.

Informações:
https://danielrenaudbr.weebly.com
https://facebook.com/bencaosrezaseoracoes
https://facebook.com/musicasecantigasdovale
https://www.facebook.com/contoslendasehistorias/
https://www.youtube.com/channel/UCceIClppNo4w_voy9vlNCNw

Texto base do Blog do Tim

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Rio Fanado corre risco de extinção

Ambientalistas e autoridades pedem o apoio de deputados para evitar desaparecimento da bacia hidrográfica.

O Rio Fanado, que tem cerca de 120 km de extensão e passa pelos municípios de Angelândia, Capelinha, Turmalina e Minas Novas, no Vale do Jequitinhonha, está secando e pode ser extinto em poucos anos. A denúncia foi feita por ambientalistas, prefeitos e vereadores da região aos deputados da Comissão de Participação Popular da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) nesta terça-feira (17/10/17).
Gestores das cidades impactadas evitaram apontar culpados, mas fizeram cobranças e sugeriram ações de recuperação do curso de água - Foto: Clarissa Barçante




O presidente do Movimento SOS Fanado, Daniel Costa Souza, explicou que a situação é crítica e pede providências urgentes. Ele defendeu que o Estado realize ações para recuperação e proteção de nascentes, assim como de fiscalização das outorgas de água.“O que se vê é irresponsabilidade na gestão. Pagamos taxa de esgoto, mas não temos contrapartidas. As cidades que vivem do rio clamam por ações concretas para a sua proteção”, disse.
O ambientalista também citou como causas para o quase desaparecimento do Rio Fanado a irrigação irregular de grandes lavouras de café e eucalipto, o desmatamento sem controle, as queimadas em grande escala e o despejo de esgoto sem tratamento.Ele acrescentou que a erosão causada pela abertura de estradas, as lavras de minério e a ausência de cercamentos de nascentes para preservação das matas ciliares também são entraves para a recuperação do curso de água.
“Temos que conscientizar as comunidades, cobrar o tratamento do esgoto e a construção de barragens, além da inclusão do rio no Plano Plurianual de Ação Governamental (PPAG)”, completou Daniel.
Prefeitos apontam caminhos para recuperação
Os gestores das cidades impactadas pela destruição do Rio Fanado evitaram apontar culpados, mas fizeram cobranças e sugeriram ações de recuperação da bacia hidrográfica.
O prefeito de Turmalina, Carlos Barbosa Xavier, por exemplo, destacou que a crise hídrica é mais grave no Vale do Jequitinhonha. Para ele, apesar da responsabilidade ser de todos, existe omissão dos agricultores e do governo, que não faz a fiscalização necessária. “Vivemos uma situação de calamidade pública”, lamentou.
O prefeito de Angelândia, João Paulo Souza, e o vice-prefeito de Minas Novas, José Felipe Mota, afirmaram que é preciso buscar novas formas de captação de água, assim como de construção de barragens. Já o prefeito de Capelinha, Tadeu Fernandes de Abreu, cobrou ações efetivas do Estado, no sentido de recuperar nascentes e matas ciliares.
Copasa reconhece passivo, mas garante mais recursos
O diretor de Operações Norte da Copasa, Gilson de Carvalho Queiroz Filho, entende que o problema deve ser resolvido por diversos atores, entre eles a concessionária de água e esgoto.
Gilson (centro) disse que houve uma significativa queda nos volumes de chuva nos últimos três anos - Foto: Clarissa Barçante
Ele destacou que a mudança climática mundial levou a uma significativa queda nos volumes de chuva nos últimos três anos. “A água é usada para beber e também para a agricultura. Por isso, temos que encontrar um equilíbrio no uso. A monocultura de eucalipto, por exemplo, deve ser mais bem regulada pelo Estado”, salientou.
Gilson citou os programas estaduais Cultivando Água Boa, o Pro-Manaciais e o Plantando o Futuro como ações de recuperação de bacias hidrográficas e nascentes. Ele reconheceu que a Copasa e sua subsidiária Copanor têm um passivo no que se refere ao recolhimento de esgoto, mas, conforme disse, hoje existem mais recursos para o incremento de iniciativas e investimentos ambientais.
“Podemos e queremos trabalhar nas diversas regiões do Estado, inclusive na Bacia do Rio Fanado”, garantiu o representante da Copasa.
Deputados propõem grupo de estudos no Jequitinhonha
Após os debates, os parlamentares sugeriram ações e medidas de gestão das águas no Vale do Jequitinhonha e na Bacia do Rio Fanado. Os deputados Rogério Correia e Doutor Jean Freire (ambos do PT) propuseram formar um grupo técnico para avaliar o que é necessário para salvar o rio.
"Esse grupo traçaria um diagnóstico e, a partir disso, programas de execução e intervenção da crise hídrica. Seriam ações de curto, médio e longo prazo", afirmou o deputado Rogério Correia.
O presidente da comissão e autor do requerimento que motivou o debate, deputado Doutor Jean Freire, lembrou a ameaça de extinção de outros rios do Vale do Jequitinhonha. Ele alertou que, somente agora que as cidades sofrem com a falta de água, os órgãos de governo estão sendo responsabilizados.
O parlamentar teve, ainda, diversos pedidos de providências referentes ao debate aprovados na comissão.
Fiscalização – Os deputados Tito Torres e Gustavo Valadares (ambos do PSDB) cobraram mais intervenções do Governo do Estado na gestão dos rios mineiros, tendo em vista a escassez de água. Para ambos, é preciso verificar como estão sendo usados os recursos hídricos pelo agronegócio e pelas indústrias.
O deputado Gustavo Santana (PR) defendeu a elaboração de uma política pública baseada na preservação das nascentes, com a fiscalização do uso da água tanto pelas comunidades ribeirinhas como por agricultores e indústrias. 
Ao final, a deputada Marília Campos (PT) e o deputado Geraldo Pimenta (PCdoB) manifestaram seu apoio à defesa do Rio Fanado e a uma melhor gestão das bacias hidrográficas mineiras.
Via ALMG

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Primo de Aécio Neves tinha propriedade milionária em Minas Novas, no Vale do Jequitinhonha

Fred faz parte do círculo íntimo dos Neves há mais de 20 anos e ganhou benefícios do governo de Minas
Preso na última semana depois de ser flagrado pela Lava-Jato carregando malas de dinheiro da JBS para o senador Aécio Neves (PSDB-MG), Frederico Pacheco é primo distante do tucano. Mas a relação de confiança e a cumplicidade estabelecida em mais de 20 anos com o parente sempre o colocou no círculo mais íntimo dos Neves. Nos anos 90, Pacheco era sócio do então marido de Andrea Neves em uma empresa de comunicação, relação que se fortaleceu quando virou secretário parlamentar na Câmara dos Deputados presidida por Aécio (2001 e 2002).

A eleição do tucano ao governo de Minas, em 2003, elevou-o ao cargo de secretário-adjunto de Estado, sob tutela de Danilo de Castro, o principal operador político dos anos Aécio. Esteve no cargo até 2006, quando assumiu o posto de secretário-geral do governador (2007-2010). Sua função era cuidar da agenda do tucano.

Dados oficiais apontam que seu salário no governo variou entre R$ 7,5 mil e R$ 10 mil. Mas ele, segundo O GLOBO apurou, enriqueceu plantando eucalipto no norte de Minas e sendo beneficiário de um programa do próprio governo, na mesma época em que era secretário de Aécio.

No estacionamento da JBS, Mendherson, assessor do senador Zeze Perrella, recebe a mala das mãos de Fred. Os dois foram flagrados pela PF - Agência O Globo

Pacheco recebeu de graça mudas, insumos e assistência técnica para plantar eucalipto em sua fazenda por meio de uma ONG credenciada no estado para realizar projetos de reposição florestal, financiados por isenção fiscal da indústria madeireira.

Em seu primeiro ano no cargo, ele investiu R$ 33 mil na compra de um terço de fazenda da Agropecuária Rancho do Campo, localizada em Minas Novas, na região do Vale do Jequitinhonha. Dez anos depois, ele vendeu por R$ 2,4 milhões sua participação a um grupo de investidores.

A ONG Apflor, que plantou eucalipto de graça na fazenda, funcionava no mesmo de endereço de outra empresa de Frederico, a Tropical Timber Agro-Florestal, que também investiu na produção de eucalipto. O gestor da ONG, Ricardo Vilela, confirmou ter realizado projetos de reposição florestal na fazenda de Pacheco. Segundo ele, os investimentos da ONG em várias propriedades implicaram em renúncia fiscal para empresas equivalente a R$ 29 milhões, entre 2004 e 2010.

No seu período no governo, Pacheco adquiriu outras cinco propriedades rurais, algumas delas em sociedade com Frederico Lodi, dono da Topus Construtora, fornecedora do governo de Minas. Entre 2005 e 2013 a empresa recebeu R$ 61 milhões em contratos com o estado. Lodi não retornou os contatos do GLOBO. Pacheco comprou ainda, no período, pelo menos 1,4 mil cabeças de gado, investiu em café e na aquisição de terrenos em Cláudio (MG), sua terra natal. Lá ele construiu fazenda vizinha à de Aécio Neves, com cave e campo de futebol. O defensor de Pacheco, Ricardo Ferreira de Melo, informou não se posicionar sobre o cliente, por não conhecer nem mesmo “a decisão que decretou a custódia cautelar".

Por meio de nota, a assessoria do PSDB de Minas informou nesta segunda-feira que "programas de incentivo à atividade de cultivo florestal não atenderam a um produtor específico", e geraram "centenas de empregos, garantindo a reposição florestal no Estado". A assessoria não comentou eventual conflito de interesses de Pacheco ao exercer o cargo de secretário-adjunto de Estado e ser beneficiado por programa sob gestão do Executivo.

Em 2011, Aécio passou o bastão à Anastasia e Pacheco virou diretor de gestão empresarial da Cemig, estatal de energia. Coordenador financeiro de Aécio na disputa de 2014, cuidava de questões práticas e de logística, principalmente envolvendo dinheiro.


Em raro momento de aparição em frente às câmeras, Pacheco aparece cantando ao lado de Aécio, em uma roda de viola, a música preferida do tucano, “Tocando em frente”, de Renato Teixeira. Gravado em 2006, o vídeo está no YouTube. “Ando devagar, porque já tive pressa/ Levo esse sorriso, porque já chorei demais (...) Todo mundo ama um dia/Todo mundo chora/Um dia a gente chega/E no outro vai embora”, diz a canção.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Eliezer Gonçalves Lança Novo Clipe "Aqui Abaixo do Sol", Gravado no Vale do Jequitinhonha

Para os amantes da musica feita no Vale do Jequitinhonha existe uma opção nova, um moço que vem fazendo musica com a nova cara musical do vale, Eliezer Gonçalves é de Coronel Murta e já falamos dele aqui no Blog (ver aqui), mas dessa vez ele esta de produção nova e vídeo clipe novo.

Eliezer acaba de gravar um vídeo clipe da musica "Aqui abaixo do sol" que está em seu primeiro trabalho, clipe gravado em terras do Jequitinhonha, entre Coronel Murta e Rubelita.

Acompanhe o novo clipe musical:


Eliezer Gonçalves tem feito shows pelo Vale, pela capital mineira Belo Horizonte e atualmente esta tocando por países da América Latina. Há um mês, gravou seu novo trabalho intitulado "O moço" onde ele mostra a nova roupagem das suas composições, sua textura intimista e profunda tem chamado atenção dos ouvintes e promete continuar nesse caminho.

Em breve teremos show dele pelo Vale. Por enquanto, podem escutar suas musicas em todas as plataformas disponíveis, bem como acompanhar sua trajetória pelo seu facebook.

Acompanhe o Novo CD:


Vídeo Clipe Clique Aqui

Disco Novo  Clique Aqui

sexta-feira, 5 de maio de 2017

MINAS NOVAS E JOSÉ GONÇALVES DE MINAS JÁ CONTAM COM A COBERTURA DA OPERADORA VIVO

Operadora Vivo já estava funcionando em vários distritos, comunidades rurais e sedes municipais do Vale do Jequitinhonha. Meta é expandir para outros municípios.

Por Bernardo Vieira, Blog do Jequi

Minas Novas e José Gonçalves de Minas, ambas do Vale do Jequitinhonha, já contam desde o início deste mês (maio-2017) com o sinal de celular da operadora Vivo. Os distritos e algumas comunidades rurais destes municípios já possuíam cobertura da Vivo. Agora, o sinal já atinge as sedes dos municípios.

Edifício Sobradão, em Minas Novas-MG
Ainda em fase de testes, os usuários já podem experimentar o sinal da operadora. Por não ser oficial o seu lançamento, pode ser que o sinal pare por algum momento, apesar de ser raro.

A cobertura oferecida, segundo a operadora, é de 3G e 4G. A população será beneficiada com a tecnologia, que possui velocidade de conexão de internet mais rápida do que a oferecida atualmente pela operadora TIM, que ainda opera somente com 2G em Minas Novas, por exemplo.

A Vivo, que atualmente lidera o mercado de internet móvel 4G no Brasil, com 36,9% dos mais de 13 milhões de usuários brasileiros de redes LTE, fazendo seus acessos por meio dos planos de dados da empresa. Considerando o serviço 4G como algo “estratégico”, a companhia afirmou já ter investido R$ 3,2 bilhões apenas com a aquisição de licenças em leilões promovidos pela Anatel nos últimos anos.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Leme do Prado/MG: Após pressão popular, vereadores desistem de aumento de salário para R$4300,00

Aumento em mais de 22% já valeria para o próximo ano. Salário sairia de R$3.500,00 para R$4.300,00.

A Câmara Municipal de Leme do Prado-MG, Vale do Jequitinhonha, votou no dia 04/10/2016 o Projeto de Resolução n. 02/2016, que previa aumento de 22% nos salários dos vereadores para a próxima legislatura, em 2017.

Revoltados com o elevado aumento, moradores criaram em uma rede social o grupo “Não à corrupção em Leme do Prado” (ver aqui). Segundo relatos de alguns membros, o aumento, além de imoral é ilegal. Isso porque, segundo o artigo 28, §1º, da Lei Orgânica Municipal (ver aqui), “A remuneração de que se trata este artigo deverá ser fixada até o dia 30 (trinta) de agosto do último ano da legislatura e será admitida a atualização dos valores conforme índice de inflação do Governo Federal”. Ou seja, a votação, que ocorreu em 04/10/2016, foi posterior à data limite, de 30/08/2016.


Resolução n. 02/2016, que previa o aumento dos Vereadores. 
Fonte: Divulgação Facebook. Clique para ampliar

Outro ponto polêmico foi quanto ao quórum da votação. Segundo a citada Lei Orgânica Municipal, para aprovação do reajuste salarial, obrigatoriamente, conforme determina o artigo 28, deveria ter a maioria absoluta, o que não houve. Votaram a favor da aprovação da Resolução 4 vereadores, sendo eles: Benedito Celestino Esteves (Bené), Gilvan Nunes Xavier (Russo), Geraldo Magela Figueiredo (Magela) e Marcelo Alvimar Pereira Barroso. Votou contra o aumento o vereador José Geraldo Figueiredo (Deca). Houve três ausências: Alan Henrique Figueiredo Barroso, Alexandre Severino Santos (Xanda) e Juvenal de Oliveira Rocha.

Após a pressão popular, os vereadores voltaram atrás e no último dia 26/10/2016, em sessão extraordinária, a Câmara Municipal revogou a resolução, mantendo o salário em vigor, de R$3500,00.


Em contato com a Câmara Municipal por e-mail informado na página desta (ver aqui), esta não se manifestou.

Por Bernardo Vieira, Blog do Jequi

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Policial civil baleado em Turmalina morre após sete dias internado. Polícias prende um dos suspeitos

Allan Ferreira, de 30 anos, foi atingido na cabeça durante operação policial.

Polícia prendeu um jovem em Araçuaí, suspeito de ter praticado o crime.


Allan Ferreira Couto tinha 30 anos (Foto: Reprodução/Redes sociais)Allan Ferreira Couto tinha 30 anos (Foto: Reprodução/Redes sociais)













A assessoria de comunicação do Hospital João XXIII, em Belo Horizonte (MG), confirmou na tarde desta quarta-feira (12) a morte do policial civil Allan Ferreira Couto, de 30 anos. O policial estava internado na unidade de saúde desde o dia 6 de outubro, quando foi baleado na cabeça, durante uma operação conjunta das polícias Civil e Militar na zona rural de Turmalina, no Vale do Jequitinhonha. Ele estava internado no CTI do hospital, onde passou por cirurgia na cabeça.
O policial apurava um roubo que aconteceu na zona rural de Araçuaí. Ele, e outro policial militar, receberam informações de que os suspeitos estariam em Turmalina. Quando faziam a abordagem, houve uma troca de tiros e o escrivão Allan Ferreira foi atingido na cabeça. A vítima foi socorrida e levada em coma, inicialmente, para o hospital da cidade. Devido a gravidade do ferimento, o policial foi transferido no mesmo dia para Belo Horizonte.
Prisão
Jovem é considerado um dos suspeitos de ter praticado o crime (Foto: Polícia Civil/Divulgação)Jovem é considerado um dos suspeitos de ter
praticado o crime (Foto: Polícia Civil/Divulgação)
Na tarde desta terça-feira (11), as polícias Civil e Militar de Araçuaí conseguiram prender um dos suspeitos, um jovem de 24 anos, de ter praticado o crime. Segundo a polícia, o rapaz já vinha sendo procurado por ser um dos autores do roubo ao carro que foi o motivo para a realização da operação envolvendo Allan Ferreira no dia 6. De acordo com as investigações, o veículo foi usado em vários roubos na região.
O grupo de policiais chegou até o rapaz após levantamentos que deram conta do seu endereço residencial, em Araçuaí. No quarto do jovem foi encontrado um revólver calibre .38, com numeração raspada, municiado com cinco cartuchos intactos, um punhal, e uma bucha de maconha.
A polícia segue em rastreamento para encontrar outros autores do crime. Segundo a polícia, enquanto as equipes faziam as buscas na casa do jovem preso, um outro indivíduo, que estava escondido em um matagal próximo da casa, fugiu. A equipe chegou a fazer rastreamento nas margens do Rio Araçuaí, mas o suspeito não foi encontrado.
O jovem foi preso e levado ao Presídio de Araçuaí, autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo e também por mandado de prisão preventiva em aberto. O rapaz tem passagem por homicídio e furto. Inquérito vai apurar se o jovem realmente teve participação na morte de Allan Ferreira.
Via G1

domingo, 11 de setembro de 2016

AÇÃO DA COMUNIDADE RECUPERA CEMITÉRIO E PRAÇA NO VALE DO JEQUITINHONHA

Comunidade se organizou e recuperou cemitério abandonado há mais de 40 anos. Houve reforma em parte de praça pública.

A comunidade de São João do Vacaria, em Virgem da Lapa, no Vale do Jequitinhonha, cansada de ver o descaso de mais de 40 anos com o cemitério local, resolveu se organizar e o reformaram completamente. Houve a reforma de parte do antigo muro, além da ampliação em mais de 80% do espaço do cemitério. Foi realizada a construção de 120 metros de muro, bem como iluminação de toda área do cemitério, bem como da rua em torno deste.

Antes e Depois da reforma comunitária no Cemitério

Outra providência foi a limpeza de toda área, pintura dos muros e placas, reforma de portão, tudo através de doação.

Segundo o morador de São João da Vacaria, Sr. João Pereira dos Santos, líder comunitário e um dos responsáveis pela ação, “a reforma do cemitério era aguardado pela comunidade há mais de 40 anos, estava superlotado. É preciso mostrar que a união faz acontecer”, afirmou o Sr. Santos.

Além da reforma, os moradores ainda conseguiram iluminar a rua de uma praça pública, tudo por iniciativa da comunidade.


No perfil do Facebook do Sr. João dos Santos, é possível acompanhar toda a mudança ocorrida, além de consultar a “prestação de contas” de toda reforma, lista de doadores, etc.

Mais fotos:







sábado, 3 de setembro de 2016

FESTUR 2016: DE 08 A 11 DE SETEMBRO, EM TURMALINA-MG. SKANK SERÁ ATRAÇÃO PRINCIPAL

Considerado um dos mais tradicionais Festivais da Canção do Vale do Jequitinhonha, o Festur ocorrerá este ano de 08 a 11 de Setembro de 2016.

Turmalina e região já vive a expectativa da realização da 31º FESTUR, o Festival da Canção de Turmalina, que ocorrerá de 08 a 11 de Setembro de 2016, na praça pública, no centro de Turmalina-MG.

Tendo a banda mineira Skank como a principal atração, o festival, que já revelou diversos talentos da música mineira, traz outra vez programação cultural e artística que faz jus ao sucesso do evento.

Cartaz: Divulgação Oficial


Confira a programação completa:
08/09 (Quinta-Feira)
19h – Noite de Talentos
21h – Ministério de Teatro Metanóia
21h30 – Show Gospel Edmeia Oliveira
22h – Show Gospel André e Felipe
23h30 – Apresentação das Igrejas Evangélicas locais
09/09 (Sexta-Feira)
20h - Abertura
20h15 – Corporação Euterpe H. Maciel
20h45 – Apresentação de Músicas Concorrentes
22h30 – Show com Don & Ruan
01h Show com Gang Lex
03h Show com Banda Ritmia
10/09 (Sábado)
15h – Mostra das Oficinas
22h30 – Show com Skank
01h – Show Com Misturasom
03h - Show com Banda Vinil
11/09 (Domingo)
14h – Manifestações Culturais
17h – Violeiros do Médio Paraopeba
19h – Músicas Classificadas
(*Tributo a Vander Lee e Prêmio Anual do Patrimônio Cultural)
21h – Premiação
21h30 – Show com Pagodão S/A
00h – Show com Banda Batukaê

MÚSICAS CLASSIFICADAS PARA O 31.º FESTUR / 2016.
1 - Ivan Pestana: Alma Pura – Minas Novas/MG.
2 - Thais Almeida: Fanadeiro – Minas Novas/MG.
3 - Taquinho de Minas: Nação – Belo Horizonte/MG.
4 - Zequinha Coelho: Dia a Dia – Teresina/PI.
5 - Banda Capitália: Partes – Turmalina/MG.
6 - Aislan Rodrigues: Desconstrução – Padre Paraíso/MG.
7 - Ivan Pestana: Cordel da Flor – Minas Novas/MG.
8 - Laécio Beethoven: Melodias e Jardins – Salvador/BA.
9 - Miguel Devine: No Vale... nas montanhas – Capelinha/MG.
10 - Ronaldo Tobias: O vendedor de pipas – Montes Claros/MG.
11 - Taquinho de Minas: O sonhador – Belo Horizonte/MG.
12 - Laécio Beethoven: Viajante – Salvador/BA.
13 - Élen Eliziário: Canção dos Loucos - Turmalina/MG.
14 - Banda Capitália: Capitália – Turmalina/MG.
15 - Ronaldo Tobias: Virou Lenda – Montes Claros/MG.

Obs: As músicas classificadas já estão em ordem de apresentação.

sábado, 23 de julho de 2016

Ponte em Barra Mansa e Parque Popular em São Paulo. O Que o Jequitinhonha Tem a Ver com Isso?

*Por Douglas Ribeiro Soares

Alguns meses atrás, os brasileiros foram surpreendidos com uma notícia inusitada. Os moradores da cidade de Barra Mansa no estado do Rio de Janeiro, cansados de esperar pela prefeitura construir uma ponte que ligaria dois bairros, fizeram uma ação de ajuntamento de dinheiro (a popular ''vaquinha'') e construíram, eles mesmos, a ponte!

Durante 20 anos a prefeitura se negou a fazer a obra, essencial para a qualidade de vida dos moradores. Alegou que não tinha dinheiro pra fazer a ponte, que havia orçado em 270 mil reais.


Cansadas de esperar, duas donas de casa se juntaram ao restante da população, conseguiram R$5 mil em doações, compraram o material e construíram a ponte!

Em São Paulo aconteceu algo parecido.

Os moradores do bairro do Itaim Paulista não gostaram dos planos que a prefeitura tinha para o bairro.

Por iniciativa própria, se juntaram em um mutirão, capinaram um matagal e transformaram o local em parque comunitário, com direito a academia ao ar livre e pista de bicicross.

Ainda foram além. Estão criando, em um terreno anexo, um centro cultural para atender as demandas da comunidade local.


Mas... O que as cidades do Vale do Jequitinhonha tem a ver com isso?
Tem a aprender!

De 2 em 2 anos, a cena se repete.

Candidatos à governador, vereador, prefeito e até a presidência do Brasil vêm ao Vale pedir o voto com a promessa que vão transformar as cidades do semi árido mineiro em um paraíso cheio de empregos e prosperidade.

Desnecessário dizer que essas promessas não se cumprem nunca.
Cabe à nós, povo do Vale, seguirmos o exemplo dos moradores de São Paulo e Barra Mansa e fazerem o trabalho nós mesmos!

As lideranças comunitárias podem muito bem se organizarem com os moradores e sem a ajuda de político nenhum, buscarem ajuda da iniciativa privada para as suas respectivas cidades, seja em forma de doação ou em forma de investimento.

Uma empresa que queira construir um galpão, uma fábrica, uma indústria em uma cidade do Vale, vai gerar empregos naquela cidade. Com os cidadãos empregados, os pais e mães podem sustentar suas famílias, pagar suas contas e movimentar a economia do próprio município, criando assim um ciclo de riqueza.

Mesmo com a burocracia brasileira impedindo os cidadão e líderes comunitários de negociarem a instalação de empresas nas cidades, nada impede, DE FATO que um líder comunitário vá até uma grande companhia e negocie, em nome da comunidade que um empreendimento seja instalado ali usando mão de obra local, gerando empregos e renda.

Nada impede que os moradores, através de doações construam creches para que as mães possam deixar seus filhos para irem trabalhar.

Nada impede que os moradores construam cooperativas para gerar empregos e movimentar a economia das cidades, sejam elas cooperativas de agricultores, costureiras, agentes de material de reciclagem.

Marco Túlio Cícero foi um filósofo, escritor e advogado que viveu em Roma nos anos de 106 até 46 Antes de Cristo. O mesmo proferiu uma célebre frase que serve pra toda humanidade até hoje: ''Todo governo é inimigo de seu povo"!


Cabe aos moradores do Vale a aprenderem com os exemplos dos estados vizinhos do Rio e São Paulo e com a frase acima.

* Douglas Ribeiro Soares é mineiro, reside no município de Betim e escreve para o Blog do Jequi de forma apolitica e apartidária. É simpatizante do movimento libertário, o que ajuda a analisar a política e a economia do Estado de Minas Gerais de forma independente em colunas periódicas aqui no blog.


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