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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

GOVERNO PUBLICA LEI QUE REGULAMENTA AS COTAS NAS UNIVERSIDADES FEDERAIS


Metade das vagas será destinada a quem estudou na rede pública. Lei prevê vagas para proporção de negros pardos e indígenas no estado.

O governo federal publicou nesta segunda-feira (15), no "Diário Oficial da União", o decreto que regulamenta a lei que garante a reserva de 50% das vagas nas universidades federais, em um prazo progressivo de até quatro anos, para estudantes que cursaram o ensino médio em escolas públicas. O critério de seleção será feito de acordo com o resultado dos estudantes no Exame Nacional de Ensino Médio (Enem). O decreto é assinado pela presidente Dilma Rousseff.

As universidades e institutos federais terão quatro anos para implantar progressivamente o percentual de reserva de vagas estabelecido pela lei, mesmo que já estejam adotando algum tipo de sistema de cotas na seleção. Atualmente, não existe cota social em 27 das 59 universidades federais. Além disso, apenas 25 delas possuem reserva de vagas ou sistema de bonificação para estudantes negros, pardos e indígenas. De acordo com a lei, 12,5% das vagas de cada curso e turno já deverão ser reservadas aos cotistas nos processos seletivos para ingressantes em 2013. Universidades terão 30 dias para adaptarem seus editais ao que diz a lei.

A lei afirma que as instituições federais vinculadas ao Ministério da Educação (MEC) que ofertam vagas de educação superior reservarão, em cada concurso seletivo para ingresso nos cursos de graduação, por curso e turno, no mínimo 50% de suas vagas para estudantes que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas, inclusive em cursos de educação profissional técnica.

Não poderão concorrer às vagas estudantes que tenham, em algum momento, cursado em escolas particulares parte do ensino médio.

Metade das vagas oferecidas será de ampla concorrência. Já a outra metade será reservada por critério de cor, rede de ensino e renda familiar (até um salário-mínimo e meio por pessoa da família). 

Em relação às cotas raciais, a regulamentação prevê que a proporção de vagas deverá ser no mínimo igual à soma da porcentagem de pretos, pardos e indígenas na população da unidade da federação do local de oferta de vagas da instituição, segundo o último Censo Demográfico divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que será reservada, por curso e turno, aos autodeclarados pretos, pardos e indígenas.

A cota de 50% deverá ser implantada por todas as universidades e institutos federais até o início do segundo semestre de 2016. A lei exige que, até lá, as instituições apliquem pelo menos 25% da reserva de vagas previstas no texto a cada ano. Isso significa que, a partir de 2013, uma instituição com mil vagas abertas deverá reservar 12,5% delas para estudantes de escolas públicas, sendo que 7,25% das vagas serão para estudantes de escola pública com renda familiar de até 1,5 salário mínimo per capita e uma porcentagem definida pelo Censo do IBGE para estudantes de escola pública que se autodeclarem pretos, pardos ou indígenas.

A regulamentação permite ainda que as universidades, se quiserem, instituam reservas de vagas suplementares ou de outra modalidade (como, por exemplo, para pessoas com deficiência, ou uma cota extra para indígenas), além desta cota já garantida por lei.

Um comitê formado por dois representantes do MEC, dois representantes da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República e dois representantes da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República será instituído para acompanhar e avaliar o cumprimento da lei das cotas.

Fonte: G1

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

COTAS RACIAIS E SOCIAIS PROVOCAM DISCÓRDIA NAS UNIVERSIDADES FEDERAIS


Projeto que reserva metade das matrículas em universidades gratuitas para alunos da rede pública divide opiniões, multiplica disputa por vagas de livre concorrência e adiciona preocupação para candidatos ao ensino superior

"A lei vai trazer mais igualdade para o vestibular da UFMG, que, apesar de pública, é a universidade mais elitizada de Minas. Quando pisei no pré-vestibular, vi matérias que nunca tinha visto em sala", Rubens Serafim, de 22 anos, aluno de escola pública em Sabinópolis, quinto vestibular.

A decisão do Congresso Nacional de aprovar reserva de metade das vagas nas universidades federais para estudantes que cursaram todo o ensino médio em escolas públicas ainda será enviada à sanção da presidente Dilma Rousseff, mas já divide opiniões e sinaliza com uma modificação muito clara: o acirramento na briga pelas vagas de livre concorrência, que tendem a tornar-se duas vezes mais disputadas. O vestibular ainda mais afunilado dobra as exigências para alunos que não se enquadram no perfil beneficiado. Do outro lado da conta estão os alunos de baixa renda e da cota racial, com expectativa de ver facilitado o até então distante sonho de ingressar em uma universidade pública.

A expectativa é de que o Projeto de Lei 180/2008 ganhe a assinatura presidencial sem muitas ressalvas, já que é defendido pelo Executivo. As universidades terão quatro anos para se adequar depois que as novas regras forem publicadas. Em 10 anos o sistema deve ser reavaliado. A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) informou que não pretende mudar seu processo de seleção no vestibular deste ano, cujas inscrições começam dia 13.

Em Minas, o projeto atinge 11 universidades federais, que oferecem 606 cursos com 30.003 vagas, de acordo com o Censo da Educação Superior de 2011, do Ministério da Educação (MEC). A medida também se aplica aos cinco Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia do estado e ao Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet/MG). O projeto garante metade das vagas para os candidatos que cursaram integralmente o ensino médio na rede pública, o que, em território mineiro, representaria 15 mil cadeiras. O segundo critério define 50% dessas vagas, em cada curso e turno, para quem vem de família cuja renda seja de até um salário mínimo e meio por pessoa. A outra metade desse universo se destina a candidatos vindos de escolas públicas, com qualquer renda. As instituições também terão o desafio de fazer com que essa parcela retrate as proporções raciais da população. Para isso, a proporção de estudantes que se autodeclaram pretos, pardos ou indígenas deve ser no mínimo igual à porcentagem desses grupos verificada no Censo de cada estado. No caso de Minas, o mínimo é de 53,6%, dado observado para a população mineira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2010.

O presidente do Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinep-MG), Emiro Barbini, prevê aumento em 100% na dificuldade para alunos de escolas particulares serem aprovados nas universidades públicas, o que vai exigir ainda mais preparo dos estudantes. Embora reconheça o cunho social da medida, Barbini a considera paliativa. “O problema de candidatos da rede pública ingressarem no ensino superior em instituições federais deveria ser atacado na melhoria da qualidade de ensino das escolas. As cotas ocultam a defasagem que tem que ser sanada na base. Os alunos deveriam concorrer de igual para igual”, afirma. Barbini ressalta que os bônus, ao contrário da reserva de vagas, seriam uma medida menos injusta. “Você melhora a nota de um aluno, mas não fecha as portas para outro”, avalia.

Professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Julvan Moreira de Oliveira, do grupo Antropologia e Imaginário da Educação, afirma que o país tem uma conta histórica para acertar com camadas mais desfavorecidas. “Pensando apenas nos negros, com o fim da abolição descendentes foram jogados às margens da sociedade. As cotas são uma forma de o país corrigir distorções históricas”, afirma o professor, que não concorda com a redução do nível dos profissionais formados. “Universidades que já adotaram o sistema observaram que esses alunos têm rendimento igual ou superior aos demais”, ressalta.

De lados opostos 

"Na minha opinião, o governo deveria melhorar o nível da escola pública desde a base, em vez de privilegiar os estudantes da rede pública. É um preconceito às avessas", Fábia Ciociola, de 19 anos, aluna de escola particular em Lavras, primeiro vestibular.

A divisão que as cotas registram entre especialistas se estende a vestibulandos. Aluno de uma escola pública de Sabinópolis, no Vale do Rio Doce, Rubens Serafim, de 22 anos, faz a quinta tentativa de ingressar no curso de medicina e é a favor da medida. Para melhorar sua chance e conquistar o sonho, faz pré-vestibular intensivo na capital. A rotina de estudo passa de 13 horas por dia. Aos domingos, Rubens concilia os livros e a monitoria em um bufê de festas infantis. “Para quem veio de escola pública, é um desafio passar no vestibular. Quando pisei no pré-vestibular, vi matérias que nunca tinha visto dentro de sala. No inglês do meu colégio, só aprendi as cores e os dias da semana. Lembro-me até hoje da professora, que falava do verbo ‘tóbi’ (verbo to be). Custei a entender o que era”, conta ele. “Essa lei vai trazer mais igualdade para o vestibular da UFMG, que, apesar de pública, é a universidade mais elitizada de Minas. Este ano, vou tentar para farmácia, porque já tenho pontos para isso, mas não vou desistir da medicina e continuarei no cursinho.”

Também candidata a medicina, Fábia Ciociola, de 19, se mudou de Lavras para a capital para fazer pré-vestibular. Ela é contra a mudança no sistema de cotas aprovada pelo Congresso e diz que o governo federal deveria voltar os olhos para a educação básica, para elevar a qualidade do ensino. “Na minha opinião, o governo deveria melhorar o nível da escola pública desde a base, em vez de privilegiar os estudantes da rede pública, que já entram com 50% de vantagem. Sinceramente, para quem estudou em escola particular e não tem direito a nenhuma cota está ficando difícil demais passar em medicina. É um preconceito às avessas”, afirma a jovem, que se dedica aos estudos de oito a nove horas por dia. “Já prestei o exame no Rio, em São Paulo e no Paraná, mas ainda não consegui a vaga. Vou tentar nas particulares, porque o acesso à UFMG ficou impossível.”
 
Por Flávia Ayer, Paula Sarapu e Sandra Kiefer, do Estado de Minas

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

DIVULGADO O GABARITO OFICIAL DO ENEM 2014

Provas foram aplicadas nos dias 8 e 9 em 1.752 municípios brasileiros. Resultado deve sair na primeira semana de janeiro, segundo MEC.


O Ministério da Educação divulgou na manhã desta quarta-feira (12) o gabarito oficial da edição de 2014 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Confira abaixo:
GABARITO DAS PROVAS DE SÁBADO
- PROVA AMARELA (sábado)
- PROVA ROSA (sábado)
- PROVA AZUL (sábado)
- PROVA BRANCA (sábado)
GABARITO DAS PROVAS DE DOMINGO
- PROVA AMARELA (domingo)
- PROVA ROSA (domingo)
- PROVA AZUL (domingo)
- PROVA CINZA (domingo)

Provas amarela e azul que foram aplicadas
no Enem 
2014 (Foto: G1)
Segundo o ministro da Educação, as notas do Enem 2014 devem ser divulgadas em janeiro de 2015.
O Enem foi realizado no sábado (8) e domingo (9) e bateu recorde este ano com a participação de mais de 6,2 milhões de candidatos, segundo dados divulgados pelo próprio MEC na noite deste domingo (9). No total, 8,7 milhões de pessoas se inscreveram para a prova, mas o índice de abstenção foi de 28,6%, abaixo da taxa de 29% registrada na edição anterior. O número de pessoas que fizeram as provas foi cerca de 24% mais alto que em 2013, quando 5 milhões de candidatos compareceram ao exame.
Em 2014, pelo menos 1.519 pessoas foram eliminadas durante a aplicação das provas. Desses, 236 foram eliminados por uso de celular, disse o ministro Henrique Paim. As provas foram aplicadas em 1.752 municípios.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

SEMINÁRIO DA UFVJM EM ARAÇUAI-MG DEBATEU IMPLANTAÇÃO DE CURSOS


Com uma participação ativa dos estudantes do ensino médio de escolas da cidade, o Seminário contou também com a presença de professores, técnicos, empresários e lideranças políticas locais e regionais, com representação de 10 cidades.

O seminário foi realizado no auditório do IFNMG. Foto: Blog do Banu
O Seminário “Vocações regionais e desenvolvimento”, organizado pelo Movimento a UFVJM é nossa!, teve debates acalorados sobre a concepção de campus universitário, cursos a serem implantados e exploração das potencialidades regionais.

Os cursos de Engenharia, principalmente Engenharia de  Minas, Hídrica e Geologia, são os preferidos pela maioria dos participantes do evento realizado dia 26 de novembro, no campus do IFNMG, em Araçuaí.

Com uma participação ativa dos estudantes do ensino médio de escolas da cidade, o Seminário contou também com a presença de professores, técnicos, empresários e lideranças políticas locais e regionais, com representação de 10 cidades.

As inscrições de participantes chegaram a  cerca de 400 pessoas.

Na parte da manhã, houve palestras do reitor da UFVJM – Universidade Federal dos Vale do Jequitinhonha e Mucuri, Pedro Ângelo de Abreu, do deputado federal Reginaldo Lopes, de professores universitários da UFMG, UFVJM e UFV.

A abertura do Seminário foi feita pelo diretor do IFNMG, campus Araçuaí, Pedro Mota.

Como representante do Movimento A UFVJM é nossa! Álbano Silveira Machado falou sobre a história da UFVJM, uma luta de mais de 30 anos, a criação da Nossa Universidade no Governo Lula, as grandes manifestações populares no Vale em protesto à criação de campus em Unaí e Janaúba, a inclusão de criação de campus em Capelinha, Araçuaí e Almenara e as novas tarefas do Movimento para a real implantação de campus  nas três cidades, o mais breve possível.

Ele propôs que o Reitor da UFVJM, Pedro Ângelo, publique em breve, Edital apara doação de terrenos dos campi de Capelinha, Araçuaí e Almenara e de Audiência Pública para a escolha oficial dos cursos a serem instalados em cada unidade universitária.

Respaldados com estes dois documentos, seriam apresentado os projetos técnicos de campus ao MEC e realizado pressões políticas para a liberação de recursos financeiros e humanos pelo Governo Federal para a instalação e funcionamento dos campi.

Cursos

Mário Fonseca, professor da UFV – Universidade Federal de Viçosa, expôs sobre os cursos de engenharia e as potencialidades regionais.

Natural de Virgem da Lapa, ele falou da ausência de infraestrutura regional e nacional, das grandes riquezas minerais encravadas no subsolo do Vale e do grande desafio de convivência no semiárido devido às dificuldades de captação de água para consumo doméstico e para a produção agropecuária.

Destacou os cursos de Engenharia de Minas e Geologia como fundamentais para formar profissionais e desenvolver pesquisas de tecnologias na exploração de minerais e pedras preciosas abundantes no Vale e em Minas Gerais.

Ressaltou a importância da Engenharia Hídrica nos estudos, pesquisas e usos da água no semiárido brasileiro, considerando este um dos principais cursos a serem implantados no campus m Araçuaí.

O professor José Renan da Cunha Melo, do curso de Medicina da UFMG, falou da emoção em retornar à sua terra natal, Araçuaí. Como membro de comissão especial do MEC para instalação de cursos de Medicina no país, relatou os grandes investimentos necessários para a criação de cursos na área de saúde e as dificuldades em mantê-los.

O Reitor da UFVJM, Pedro Ângelo de Abreu, fez uma exposição sobre a Nossa Universidade, destacando o objetivo estratégico em se tornar uma das maiores universidades do país, com o compromisso de contribuir com o desenvolvimento sustentável dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri, norte e noroeste de Minas. Ele frisou que é necessário gestões políticas junto ao MEC para que recursos financeiros e humanos sejam liberados para a efetivação do campus

O deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG), dissertou sobre a necessidade de reformulação do ensino médio, da formação tecnológica e da expansão e interiorização de universidades no Brasil, nos governos Lula e Dilma.

Ele disse que está solidário na luta pela implantação de campus em Araçuaí, Capelinha e Almenara, assim como na instalação de unidades do Instituto Federal de Educação Tecnológica em outras cidades do Vale.

Ele propôs que os três campi (Araçuaí, Almenara e Capelinha) deveriam ter, inicialmente, 5 cursos de ciências afins.

Assim, cada campus poderia ser de Engenharia, Ciências Sociais Aplicadas, de Saúde ou de Licenciatura, por exemplo. Que esta proposta seja discutida de forma solidária, sem concorrências entre as novas unidades, mas que sejam complementares em atender às carências de formação universitária na região.

O deputado afirmou que com a aprovação oficial dos cursos, escolhidos pela população, e a doação dos terrenos à UFVJM, a nova expansão de criação de Universidades e campus a ser anunciada pela Presidenta Dilma poderia contemplar as unidades universitárias de Araçuaí, Capelinha e Almenara. Colocou que esta autorização poderia se dar até 2015.

O professor Leonel, da UFVJM, campus Mucuri, fez uma explanação sobre a importância de controle social sobre as Universidades, e era isso que acontecia com o Movimento do Jequitinhonha.  Denunciou a falta de mais de mil professores de física, química e matemática na educação básica nos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, tendo necessidade de cursos de licenciatura na região.

À tarde, os participantes do Seminário apontaram a área de engenharia como a preferida para implantação de cursos no campus Araçuaí.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Correspondência entre Movimento "A UFVJM é nossa X Reitoria UFVJM: Parte II

Acompanhe pelo Blog do Jequi a resposta do Reitor da UFVJM sobre o movimento "A UFVJM é nossa"

quarta-feira, 6 de junho de 2012

MEC ANUNCIA 120 VAGAS EM CURSOS DE MEDICINA NA UFVJM

Serão 60 vagas para Diamantina e 60 para Teófilo Otoni. Até o final de 2013 todas as vagas já devem estar implantadas.

O Ministério da Educação (MEC) anunciou, nesta terça-feira, um plano para ampliar a formação de médicos no país. Serão criadas 2.415 vagas, algumas em cursos já existentes e outros em novos, tanto em universidades públicas como em particulares. O crescimento representa 15% das vagas de medicina do país. De acordo com o ministro, Aloizio Mercadante, parte das vagas estará disponível no segundo semestre deste ano.

O argumento do governo é que a relação de médicos por habitantes no Brasil é muito baixa em comparação a outros países. De acordo com o MEC, a média brasileira é 1,8 médico por mil habitantes, enquanto no Uruguai, por exemplo, o índice é 3,7 e na Espanha 4.

Mercadante reconheceu que o problema não é só de quantidade de médicos, mas da distribuição dos profissionais no território. Segundo ele, o Ministério da Saúde estuda medidas para estimular a permanência dos médicos em cidades do interior, principalmente do Norte e Nordeste do país.


"Não basta simplesmente uma política de interiorização das faculdades de medicina, é preciso uma política para atrais esses profissionais para onde há baixa disponibilidade de médicos no serviço de saúde".

Do total de vagas que serão criadas, 800 são em nove instituições privadas e 1.615 em 27 universidades federais. A maior quantidade será no Nordeste: 775. O Norte terá 310 vagas, o Centro-Oeste 270, o Sudeste 220 e o Sul 40.

O ministro disse que a ampliação será feita "com qualidade". Um dos critérios para autorizar a abertura de novas vagas foi o desempenho dos cursos nas avaliações do MEC.

Tanto o Conselho Nacional de Educação (CNE) quanto o Conselho Nacional de Saúde (CNS) precisam autorizar esses processos e um dos pré-requisitos é a disponibilidade de leitos no Sistema Único de Saúde (SUS) para que o aluno possa cumprir a parte prática do curso. De acordo com o ministro, novas autorizações de vagas estão sob análise do CNS.

"Para cada vaga são necessários cinco leitos do SUS. O aluno tem que ter a experiência prática médica concreta durante a faculdade".

A meta é chegar em 2020 com uma média de 2,5 médicos por mil habitantes. "Essas vagas [anunciadas hoje] continuam insuficientes, elas terão que ser ampliadas. As vagas que começamos a ofertar hoje só vão formar os primeiros profissionais daqui a seis anos e até lá existe uma carência muito grande de médicos".

De acordo com Mercadante, serão contratados 1,6 mil professores nas universidades federais, por meio de concurso. O investimento inicial alcançará R$ 399 milhões.

Veja a relação das instituições privadas que oferecerão novas vagas

Fonte: EM

sábado, 22 de outubro de 2011

UNIVERSIDADES PODERÃO DESENVOLVER PROJETOS DE INCLUSÃO DIGITAL DA JUVENTUDE RURAL

O Ministério das Comunicações, por meio da Secretaria de Inclusão Digital (SID), e a Secretaria Nacional de Juventude (SNJ), da Secretaria-Geral da Presidência da República, lançam edital para selecionar projetos de extensão propostos por universidades federais e institutos de ensino superior (Ifes) voltados para a inclusão digital da juventude rural. Ao todo serão investidos R$ 10 milhões em iniciativas inovadoras de todo o território brasileiro.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

ARAÇUAÍ ABRIGARÁ SEDE DE EMPRESA DE TECNOLOGIA VOLTADA PARA PEQUENOS AGRICULTORES


Além de Araçuaí, os municípios de Uberlândia, Patrocínio e Extrema também serão beneficiados com novos empreendimentos.

O município de Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha, será a sede da JMM Agro Technologic Indústria e Comércio de Softwares e Equipamentos Eletroeletrônicos Ltda. O projeto de um produto inovador para pequenos agricultores, que foi desenvolvido em parceria com várias universidades brasileiras e cuja versão comercial continua sendo acompanhada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), deverá ser concluído em 2014, mas com inicio da produção ainda em 2013.

O protocolo de intenções com o Governo de Minas, por meio do Instituto de Desenvolvimento Integrado (Indi), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), acaba de ser assinado pelo presidente da empresa, Ernani Jardim de Miranda Machado, e pelo presidente do Indi, José Frederico Álvares. A assinatura teve a participação dos secretários de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Elmiro Nascimento, e de Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e Norte de Minas, Gil Pereira.

Durante o evento, o presidente do Indi comemorou a implantação da empresa em uma das regiões mais carentes do Estado e lembrou que o Vale do Jequitinhonha pertence à área mineira da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). “As empresas que se instalarem naquela região contarão, além dos benefícios para projetos de implantação, modernização, ampliação ou diversificação de empreendimentos, com a redução de 75% do imposto de renda, com o apoio do Governo de Minas”, destacou.

Com investimento de R$ 1 milhão, a JMM instalará sua primeira unidade industrial destinada à fabricação e comercialização de aparelho eletroeletrônico automatizado para irrigação e veículo aéreo não tripulado, equipado com sensores e câmeras. Direcionado para o agronegócio, o equipamento, de baixo custo, irá possibilitar ao pequeno agricultor tanto o gerenciamento da produção e da propriedade quanto a análise do solo, permitindo o melhor aproveitamento da área.

A JMM é uma empresa de pesquisa e desenvolvimento de equipamentos eletrônicos e softwares com o objetivo de desenvolver tecnologia aplicável em diferentes campos do conhecimento, com foco no agronegócio.

O diretor da JMM, Ernani Jardim de Miranda Machado, explicou que a empresa terá duas áreas de atuação. A unidade de Belo Horizonte será destinada ao desenvolvimento dos softwares e protótipos dos produtos eletroeletrônicos, enquanto a de Araçuaí receberá a linha de montagem dos produtos e será responsável pela geração de mais de 100 empregos diretos e indiretos.

Posteriormente pretendemos expandir nossas atividades para outras áreas da Sudene. Nosso trabalho em pesquisa e desenvolvimento com as universidades continua e estamos negociando com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig)a criação de um laboratório de P&D no Norte de Minas e Vale do Jequitinhonha”, acrescentou.

SIG Combibloc

Também assinou protocolo com o Governo de Minas a SIG Combibloc do Brasil Ltda., que pretende estabelecer um centro de distribuição em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Com investimentos de R$ 4,89 milhões, a empresa quer importar e distribuir embalagens (caixinhas e caixas longa vida), tampas e canudos aos clientes de Minas e dos estados vizinhos de Goiás e São Paulo.

O diretor presidente para América do Sul da SIG, Ricardo Lança Rodriguez, informou que a empresa está no Brasil desde 2003 e que Minas Gerais se tornou o seu mercado mais importante. “O estabelecimento de um centro de distribuição no Estado é o início de uma parceria com Minas Gerais”, frisou.

A SIG Combibloc do Brasil Ltda. pertence ao Grupo SIG Combibloc, com sede administrativa na Suíça e com dez fábricas de embalagens e quatro de máquinas de envase em vários países do mundo.
Setor hoteleiro

A partir de um financiamento pleiteado junto ao Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), o Centro de Convenções e Hotelaria irá investir R$ 7,59 milhões na ampliação de sua atuação no setor de serviços, em Patrocínio, no Alto Paranaíba. “O nosso projeto consiste na construção de um hotel de 86 apartamentos e 134 leitos, área de lazer e restaurante, formando assim um Centro de Convenções. Estamos com foco nos profissionais ligados direta ou indiretamente às empresas da região”, explica o sócio administrador João Cláudio Vasconcelos Silva.

De acordo com o cronograma do projeto, as obras serão iniciadas em fevereiro deste ano e a previsão é de que em março de 2013 o novo hotel seja inaugurado. Com o empreendimento hoteleiro serão gerados 28 empregos diretos e outros 52 indiretos. “Entendemos que esse projeto é extremamente estratégico para região, tendo em vista que irá atender ao projeto da Fosfértil em Patrocínio”, comenta João Cláudio.

A estrutura do grupo, que é genuinamente mineiro, é composta por três empresas distintas e em atuações em mercados específicos. A primeira delas, fundada em 2006, atua no ramo de posto de combustível. Após a concretização e a consolidação desse negócio no setor, o grupo entendeu que havia necessidade e mercado para entrar no segmento de construção civil. Em 2011, entendidos que poderiam ainda atuar na cadeia produtiva, onde estava localizada a empresa de construção civil, decidiram por abrir uma loja de materiais de construção, com o objetivo de reduzir os custos na construção e também de comercializar produtos para o mercado. Em 2009, nasceu a ideia de construir um hotel na cidade de Patrocínio e o projeto foi arquitetado até que, em 2011, se solidificou e decidiu então iniciar a concretização desse novo empreendimento.

Ar Condicionado

Em Extrema, no Sul de Minas, a BHP Ar Condicionado irá instalar um centro de distribuição destinado ao comércio de eletrônicos (e-commerce) e televendas de aparelhos de ar condicionado, eletrodomésticos e eletrônicos. A empresa irá investir R$ 1,1 milhão no projeto, iniciado em outubro de 2011 e com conclusão prevista para abril deste ano.

A empresa irá gerar cerca de dez empregos diretos e outros dez indiretos com o novo empreendimento. Em atividade desde 16 de março de 1984, a BHP atende em diferentes segmentos do ar-condicionado: revenda, engenharia térmica, instalação e manutenção de aparelhos e sistemas de ar condicionado.

A BHP Ar Condicionado é representante comercial da Springer Carrier, Toshiba e Tempstar.

Fonte: Agência Minas

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO GARANTE: UFVJM ABRIRÁ CAMPUS EM CIDADES DO VALE


Uma grande notícia para todo o Vale do Jequitinhonha: nesta terça-feira, 06.12, o Secretário de Educação Superior - SESU do Ministério da Educação, Luiz Cláudio Costa, garantiu que a UFVJM – Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri terá sua expansão com abertura de campus na região, a partir de 2013.

Comitiva de Capelinha e Almenara entregam
projeto ao Secretário de Educação Superior
O anúncio foi feito a uma comitiva de 16 lideranças (5 prefeitos, 4 vereadores, líderes sindicais/partidários e representantes do Movimento A UFVJM é nossa!) das microrregiões de Capelinha e Almenara. A audiência foi marcada, acompanhada e coordenada pelo deputado federal e presidente do PT, Reginaldo Lopes. Também o deputado federal Leonardo Monteiro esteve presente.

O Secretário da SESU disse que conhecia bem a região, principalmente o Alto Jequitinhonha.
Estavam presentes na Audiência os prefeitos Pedro Vieira, de Capelinha; Carlos Magno Ferreira, de Água Boa; Zélia Cardoso de Souza, de Angelândia, do Alto Jequitinhonha; Fabiany Ferraz, de Almenara e Raniene Jose da Silva, de Santo Antônio do Jacinto, do Baixo Jequitinhonha; três vereadores de Capelinha, Cleuber Luiz, Wilson Coelho e Laerte Barrinha, além do presidente da Câmara de Água Boa.

O Movimento A UFVJM é nossa! estava representada por Álbano Silveira Machado, de Berilo, e Hélio Souza, de Capelinha. Terezino do Sindicato, Fátima Pimenta e Nicinha estiveram presentes como representantes sindicais, de movimentos sociais e partidários de Capelinha, e Aécio do Sindicato, de Almenara. A Comitiva de Capelinha foi liderada por Welito Vitor, Chefe de Gabinete da Prefeitura.

Após a fala de todos os presentes, o professor Luiz Cláudio Coutinho registrou a prioridade que o governo Lula deu à educação superior, realizando a sua interiorização com a criação de Universidades Federais. E arrematou: de 10 Universidades criadas, 9 tiveram a nota 4 no ENADE, em uma escala de 0 a 5, mostrando que os habitantes destas regiões esquecidas pelo Estado davam resposta positiva com o aproveitamento dos seus estudantes. Afirmou que a Presidenta Dilma dava continuidade à política educacional do Presidente Lula e que anunciaria nova criação de campus, em 2012.

Informou que não poderia precisar quantos campi seriam criados e em quais cidades. Somente no segundo trimestre de 2012 poderia divulgar os resultados de um estudo técnico que seria feito pelo MEC.

Critérios para instalação de campus
Adiantou alguns critérios, entre outros, que seriam necessários para a instalação de campus:

1 - Estar a uma distância de 200 km de outros campi já instalados;
2 - Ter uma densidade demográfica e educacional de ensino médio que justifique tal projeto;
3 - Possuir infra-estrutura urbana e operacional de serviços públicos e privados;
4 – Possuir uma facilidade de acesso às cidades vizinhas. Este acesso, segundo o REUNI, deveria contemplar um universo mínimo de 200 mil habitantes. A região com maior densidade populacional seria priorizada;
5 – Oferecer a contra-partida local com doação de terreno para construção da infra-estrutura do campus.
Luiz Cláudio disse que muitas cidades gostariam de ter um campus, porém os critérios técnicos acima deveriam ser seguidos e sua estrutura mínima inicial teria 5 cursos.
As cidades de Capelinha, Araçuaí e Almenara, no Alto, Médio e Baixo Jequitinhonha, respectivamente, já apresentaram seus projetos, mostrando viabilidade técnica e geopolítica em suas candidaturas. Estas cidades se candidatam a ser sedes dos 3 campi, conforme aprovação do CONSU – Conselho Universitário da UFVJM.

Os projetos atendem a todos os critérios exigidos pelo MEC e Reitoria da UFVJM.

Outras cidades do Vale do Jequitinhonha se movimentam para também apresentarem seu desejo de ter um campus. Itaobim, no Médio Jequitinhonha, também apresentou projeto técnico procurando se viabilizar como sede de campus.

Recentemente, nos últimos 15 dias, duas cidades do Alto Jequitinhonha, Minas Novas e Itamarandiba, também se apresentam como candidatas, fazendo manifestação pública nesta sexta-feira, 09.12, em prol de um campus da UFVJM.

Fonte: Blog do Banu

Comentário do Autor do Blog:

O povo dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri esperam ansiosos pela decisão do MEC sobre a criação de campi, inicialmente três no Vale do Jequitinhonha e um no Mucuri.

Estes vales são conhecidos mundialmente por ser um “bolsão da pobreza”, não tendo o povo expectativa de melhoria da qualidade de vida senão por um projeto que passa necessariamente pela educação.

A criação de campi nestes vales seria um marco na história não só dos vales do Jequitinhonha e Mucuri, mas do Brasil, haja vista representar um divisor de águas entre a extrema pobreza e a esperança de dias melhores, que com certeza trará resultados importantíssimos para a região.

Os Vales do Jequitinhonha e do Mucuri almeja a expansão da UFJVM – Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, e acredita ser este o caminho do desenvolvimento da região.


sexta-feira, 7 de outubro de 2011

VITÓRIA!!! UFVJM CRIA CAMPUS EM JANAÚBA, UNAI E EM MAIS TRÊS CIDADES DO VALE, A SEREM DEFINIDAS

O movimento “A UFVJM é nossa” saiu vitoriosa na reunião do CONSU, em Diamantina, na data de hoje (07/10/2011).

Consu da UFVJM
Em decisão por maioria, ficou aprovado a instalação imediata de dois campus, um em Unaí e outro em Janaúba, no norte de minas. Pelo que foi visto, a criação de pólos no norte era dada como certa, bastando, apenas, a aprovação pelo CONSU.
O Reitor Pedro Ângelo chegou a pedir a retirada dos representantes do Movimento "A UFVJM é NOSSA", interrompendo a reunião do CONSU. A atitude demonstrou autoritarismo. Após apelo do Movimento, bem como de Conselheiros da UFVJM voltou atrás da decisão.
Só que o movimento “A UFVJM é nossa” defendeu, com bravura, a expansão para o vale do Jequitinhonha, com a criação imediata de três pólos, no alto, baixo e médio Jequitinhonha, o que foi parcialmente acatado pelo CONSU, ou seja, o Conselho acatou também a proposta de incluir no Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) da UFVJM a implantação de mais três campi universitários em cidades do Vale do Jequitinhonha, tendo considerado, inclusive, a criação, em curto prazo, de um campus na cidade de Jequitinhonha, conforme as gestões que vêm sendo realizadas junto à Secretaria de Ensino Superior do MEC (SESu).

Participaram da reunião 30 conselheiros da UFVJM, além de caravanas das cidades do Vale do Jequitinhonha, como: Itaobim, Capelinha, Minas Novas, Pontos dos Volantes, Medina, Francisco Badaró, Jenipapo de Minas, Virgem da Lapa, dentre outras, além dos prefeitos de Janaúba, Jequitinhonha, Itaobim e Almenara. Participaram também estudantes e professores de Janaúba. O estranho foi a ausência de representantes da cidade de Unaí, que mesmo estando como certa a expansão a esta cidade, não mandou nenhum representante.

Dando inicio aos debates, o Reitor da UFVJM, Pedro Ângelo Almeida Abreu falou sobre a decisão de criação de Universidades e pólos em todo Brasil pela presidenta Dilma Rousseff, afirmando, ainda, que a decisão de criação de dois pólos (Janaúba e Unai) foi por parte do MEC e não da Universidade. Explicou ainda que foi o MEC quem ofereceu a expansão de pólos à UFVJM, e que, caso a mesma não acolhesse os pólos, o MEC iria repassar estes a outras universidades de Minas.

Após, o reitor disse que solicitou ao Secretario de Educação reunião reivindicando a expansão de outros pólos nas “capitais do vale”. Disse ainda que há encaminhamento para implantação que seria, em principio, em Jequitinhonha, por esta não possuir um IFET (Instituto Federal), como Araçuaí, por exemplo, além de Jequitinhonha estar em região estratégica, poderia ser possível ser implantado campus junto com Janaúba e Unaí.

O reitor continuou o discurso dizendo que os novos campus (Janaúba e Unai) terão, inicialmente, 07 cursos de graduação, com cerca de 140 professores. Porém, alertou que a criação dos campus não serão criados a “torque de caixa”, ou seja, não serão instalados sem um prédio próprio, sem estrutura para receber uma universidade.

Após, foi dada a palavra por somente dois minutos (o que gerou protestos) ao psicólogo Albano Silveira Machado, o popular Banu (Blog do Banu) de Berilo. O mesmo, com entusiasmo e conhecimento de causa, cobrou a implantação da campus não só em Janaúba e Unaí, mas também em mais três cidades do vale (médio, alto e baixo Jequitinhonha), sem a definição, ainda, das cidades que seriam contempladas. Requereu mais respeito com o povo do vale do Jequitinhonha. Citou a evolução na educação no governo do ex-presidente Lula, além de ter cobrado uma audiência pública para melhor debate da situação.
Álbano (Banu) reivindicando campus no Vale do Jequitinhonha
Em seguida, foi dada a palavra à enfermeira Maflávia Ferreira, de Itaobim, onde foi demonstrado ao CONSU um estudo para a implantação de campus no médio e baixo Jequitinhonha e que desde 2007 foi solicitado, através deste estudo, a expansão à Itaobim.


Após, uma das líderes do movimento “A UFVJM é nossa”, Maria do Rosário Sampaio, a Zara, de capelinha, representando o Movimento Mulheres Organizadas de Capelinha, cobrou explicação e respeito sobre os projetos já apresentados à Universidade. Cobrou ainda, com entusiasmo que lhe é peculiar, a implantação de pólos no Vale do Jequitinhonha.

Maria do Rosário (Zara Sampaio) reivindicou com
entusiasmo a expansão de campus dentro do Vale
Estudantes de Janaúba requereram a expansão a cidade por estarem em lugares estratégicos no norte de Minas.


Posteriormente, a estudante Aurizabete, de Itaobim, do movimento Vozes da Juventude, apesar de muito jovem, discursou com brilhantismo, requerendo mais respeito ao sofrido Vale do Jequitinhonha, além da implantação de pólos no Vale.

Estudante Aurizabete, de Itaobim, do Movimento Vozes da Juventude

Após, Hélio Souza, do Jornal A Cidade, de Capelinha, cobrou também a expansão à cidades do Vale, demonstrando as vantagens de se instalar o pólo em sua cidade, por diversos fatores.
Hélio Souza, do Jornal A Cidade, de Capelinha/MG
O reitor voltou a discursar dizendo que o movimento deveria cobrar a implantação de cursos junto ao MEC e não na universidade. Disse que a criação em Janaúba e Unai era fato consolidado.

Posteriormente, o vereador Pedro Paulo, de Itaobim, disse que esteve em 2007 requerendo a expansão à cidade de Itaobim, com um plano elaborado para tal.

O prefeito de Jequitinhonha, Roberto Botelho foi o único representante do vale que foi em contramão com a vontade de todos, tendo apoiado a criação de campus em Janaúba e Unaí e reiterou a fala do reitor dizendo que o movimento deveria cobrar junto ao MEC a expansão de campus. Falou ainda de uma visita do reitor à sua cidade, onde foi mostrado ao mesmo o terreno onde a universidade poderia abrigar seu campi.

Vereador Wilson Coelho, de Capelinha
O vereador de Capelinha, Wilson Coelho, reiterou a expansão da universidade para o vale. Demonstrou, ainda, as vantagens de se ter um campus em Capelinha. Cobrou uma pressão aos deputados federais e estaduais para a implantação de campus pelo MEC.
 O Dr. Jean Freire, de Itaobim, discordou do prefeito de Janaúba, que teria dito na ocasião que era melhor o vale dar o campus a Janaúba do que ficar sem. O suplente a deputado estadual pelo PT explanou que o vale precisa mais receber do que dar. Disse ainda, que não e contra a expansão à Janaúba e Unaí, mas que é de suma importância a expansão dentro do Vale. Requereu ainda dos conselheiros presentes que se juntem ao vale na luta pela expansão.

Houve manifestações contrarias a expansão por parte de alguns conselheiros, por entender que a universidade não consegue manter uma universidade (em Diamantina), o que dirá então se expandisse campus para outras cidades?

Outro diretor do CONSU requereu a inclusão no PDI (Plano de Desenvolvimento Institucional) 2011-2015, a inclusão de metas para que até 2015 a universidade crie 03 pólos no Vale do Jequitinhonha.

Dr. Jean Freire, de Itaobim, representou os interesse coletivo do Vale do Jequitinhonha
Após, foi realizada votação para a criação de pólos em Janaúba e Unaí, que foi aprovado por maioria.

Depois, foi aprovado também a inclusão no PDI que seja criado até 2015 a expansão de 03 pólos no médio, baixo e alto Jequitinhonha.

Comentário do Autor do Blog:

Durante toda a reunião do CONSU, ficou bem claro a intenção do reitor em expandir a universidade para as cidades de Janaúba e Unaí. Isto era questão de tempo. A pressão do movimento "A UFVJM é NOSSA" sobre os conselheiros surtiu efeitos positivos, pois foi incluído no PDI (Plano de Desenvolvimento Institucional) 2011-2015 a expansão ao baixo, médio e alto Jequitinhonha. O reitor, as vezes falando de forma autoritária, disse que "provavelmente" ocorra, de imediato, a criação de um campus em Jequitinhonha, juntamente com Janaúba e Unaí. 

O curioso é que Unaí, mesmo sem ter demonstrado nenhum interesse, até mesmo por não ter enviado nenhum representante à reunião, mereceu atenção especial, juntamente com Janaúba. O vale teve que se mostrar unido para que conselheiros fossem sensibilizados com a causa, o que surgiu efeito positivo.

O Dr. Jean Freire demonstrou ser um político "diferente" dos demais, por demonstrar clareza e nenhum apego político ou regional, defendendo sempre os interesse do Vale do Jequitinhonha.

Acredito que o Vale do Jequitinhonha deve ser lembrado, principalmente por parte do governo federal, não só para implantação de projetos sociais para o combate a pobreza, etc, (que é necessário), mas queremos educação para o Vale. Não podemos depender somente de "migalhas" por parte do governo. O VALE PRECISA DE EDUCAÇÃO!!!!

Texto e Fotos: Bernardo Vieira - Blog do Jequi

terça-feira, 4 de junho de 2013

COLETÂNEA MOSTRA COMO LAVRADORES DO ALTO JEQUITINHONHA LIDAM COM A ESCASSEZ DE ÁGUA

Publicação organizada pela UFMG será lançada durante o Seminário Nacional de Agricultura Irrigada.

O livro "Lavradores, Águas e Lavouras", organizado pela professora Flávia Maria Galizoni, do Instituto de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), busca entender a relação entre lavradores e o uso da água em condições de escassez e abundância. A coletânea, resultado de pesquisa com comunidades de lavradores do Alto Jequitinhonha, será lançada durante o Seminário Nacional de Agricultura Irrigada e Desenvolvimento Sustentável, promovido pelo Ministério da Integração Nacional, nos dias 6 e 7 de junho, em Belo Horizonte (MG). 
Coletânea busca entender a relação entre lavradores e o uso da água

Parceria entre o Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica (CAV), o Centro de Voluntariado Internacional (CeVI) e o Núcleo de Pesquisa e Apoio à Agricultura Familiar (Núcleo PPJ/UFMG), o estudo tinha como objetivo entender a relação das comunidades do Alto Jequitinhonha com o uso da água e as formas de enfrentar os períodos de escassez deste recurso. O livro mostra como esses camponeses criaram alternativas de uso da água que combinam velhos costumes e práticas inovadoras para construir formas sustentáveis ajustadas às bases culturais, ambientais e produtivas daquela sociedade.

A professora da UFMG acredita que o lançamento da coletânea no Seminário Nacional de Agricultura Irrigada valoriza ainda mais obra. "Lançar o livro em um seminário nacional é de profunda importância. Primeiro, pela envergadura deste seminário onde o uso da água e o desenvolvimento sustentável são os principais pontos de pauta", afirma.

O livro "Lavradores, Águas e Lavoras" está dividido em três partes. A primeira (Parceria) caracteriza a situação dos recursos hídricos no Alto Jequitinhonha e discorre sobre a rede tecida por comunidades rurais, organizações sociais e universidades para lidar com a temática da água. A segunda parte, Etnografias, composta por estudos técnicos realizados num período de 14 anos, sintetiza conhecimento que as comunidades de lavradores construíram sobre qualidade e a escassez de água.

Em Aprendizagens e inovações são mostraras experiências realizadas em conjunto por comunidades rurais e famílias de agricultores. Essa terceira parte, além de investigar os resultados dessas práticas, analisa como os conhecimentos disponíveis nas universidades e nas redes de cooperação internacional poderiam apoiar as famílias lavradoras

por Globo Rural On-line



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