sábado, 4 de fevereiro de 2012

CONHEÇA A USINA DE IRAPÉ, A MAIS ALTA DO BRASIL

DESAFIOS DE ENGENHARIA


A Usina Irapé representou uma das mais difíceis obras de engenharia realizadas no País. Tecnicamente, o projeto era complexo e arrojado por combinar características físicas e geológicas adversas com prazo de execução curto, inicialmente, de 40 meses.

Municípios atingidos pela Barragem de Irapé
O consórcio construtor, liderado pela Andrade Gutierrez, com participação da Odebrecht e Voith Siemens, ergueu a mais alta barragem do Brasil, com 208 metros de altura, o equivalente a três prédios de 70 andares.

A obra foi desafiadora, pois o rio, no local do empreendimento, possui um cânion profundo e sem acesso, o que complicou toda a logística de construção. Nessas condições, foi feito um grande movimento de escavações e aterro de solo e rocha, da ordem de 9 milhões de m³ de escavações e 10 milhões de m³ de aterro, além de perfurações de cerca de 9 km de túneis.

Os técnicos também se empenharam na construção de um vertedouro incomum: em vez de calha a céu aberto, ele foi construído dentro de três túneis escavados na rocha, cada um com mais de 600 metros de extensão.

Histórico: 43 anos entre planejamento e execução

1963 - Levantamento do potencial do Rio Jequitinhonha
1984 - Revisão dos dados
1998 - Cemig vence licitação de concessão de implantação realizada pela Aneel
2000 - Cemig assina contrato de concessão
2002 - Início das obras civis
2003 - Desvio do Rio Jequitinhonha e início da construção da barragem
2005 - Início do enchimento do reservatório
2006 - Inauguração e início da operação comercial
Características técnica
  • Município: Grão Mogol (casa de força) 
  • Localização: Rio Jequitinhonha, 2 km abaixo da foz do Rio Itacambiruçu, na divisa dos municípios de Berilo e Grão Mogol, no Alto Jequitinhonha 
  • Potência instalada: 360 MW inicial, com máquinas projetadas para alcançar 390 MW, energia suficiente para atender a população de uma cidade de 1 milhão de habitantes (3 cidades do porte de Montes Claros) 
  • Altura da barragem: 208 metros, a mais alta do Brasil e a segunda mais alta da América Latina 
  • Área do reservatório: 137 km² 
  • Início de construção: setembro de 2002 
  • Entrada em operação: julho de 2006
INVESTIMENTOS E BENEFÍCIOS

Marco para o desenvolvimento do Vale do Jequitinhonha, a Usina Irapé representou um investimento da ordem de R$ 1 bilhão, com aporte de cerca de R$ 120 milhões pelo Governo Estadual.

Usina de Irapé: A mais alta do Brasil
A construção da usina gerou cerca de 12 mil empregos diretos e indiretos e possibilitou também a dinamização da economia local e regional, devido ao aumento da demanda por bens e serviços. No seu pico de construção, no final de 2004, a obra empregou 3,7 mil pessoas, entre engenheiros, operadores de máquina, mecânicos, operários de construção e montagem, pedreiros, serventes, técnicos diversos e motoristas.

Em torno de Irapé, também houve uma grande movimentação em prestação de serviços nos setores do comércio, hotelaria, transporte e outros.

Benefícios

Além do impacto positivo na criação de empregos, a usina permite aumentar a disponibilidade e a qualidade da energia elétrica na região e propicia condições para a atração de novos investimentos em atividades sociais, comerciais, rurais e industriais.


Outro benefício está relacionado à geração de receita, por meio do pagamento de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Hídricos para Fins de Geração de Energia Elétrica aos municípios de sua área de abrangência.
Durante a obra, houve aumento da arrecadação do Imposto Sobre Serviços (ISS) para os municípios onde foram instalados o canteiro de obras da usina e outras atividades contratadas pela Cemig, como a infraestrutura dos reassentamentos.

O reservatório de 137 km² permite potencializar a vocação turística da região, criando uma área de lazer para a população. Além disso, o barramento de Irapé regularizou a vazão do Rio Jequitinhonha a jusante, fato que poderá ser utilizado para incrementar o abastecimento de água para os municípios próximos de sua margem. Significa, ainda, nova opção de travessia do Rio Jequitinhonha.

Sobre o Autor: Bernardo Vieira
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    Bernardo Vieira

    Sou mais um apaixonado pelo Vale do Jequitinhonha e suas riquezas. Venho, através deste blog, tentar expandir a cultura do vale, bem como trazer novidades e coisas úteis em geral. Formado em Administração pela UFLA - Universidade Federal de Lavras e Funcionário Público Estadual (TJMG). contato pelo email: nabeminasnovas@yahoo.com.br ou bernardominasnovas@hotmail.com.

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