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segunda-feira, 25 de junho de 2012

VALE DO JEQUITINHONHA ÁREAS INTEIRAS DE MATA ATLÂNTICA SÃO LIBERADAS PARA DESMATAMENTO

O Triângulo do desmatamento, formado pelos municípios de Jequitinhonha e Ponto dos Volantes (Vale do Jequitinhonha) e Águas Vermelhas (Norte de Minas) foi a região que mais desmatou esse tipo de bioma no Brasil.


Nos últimos dois anos, região desmatou cerca de 3 mil hectares de mata. Apenas 7% da área nativa desse bioma ainda sobrevive à ação do homem.

Na mata fechada é possível encontrar clareiras e fornos de carvão ainda acesos. No norte de Minas Gerais, o chamado Triângulo do  desmatamento é considerado pela ONG SOS Mata Atlântica como a região que mais destruiu esse tipo de bioma no país.

O triângulo é formado pelos municípios de  Jequitinhonha,  Ponto dos Volantes e  Águas Vermelhas. Nos últimos dois anos, a região desmatou cerca de 3 mil hectares de  Mata Atlântica.

Clique na imagem para ver o vídeo

Na entrada do município a placa indica que  Águas Vermelhas respeita o meio ambiente, mas o município foi responsável por quase 20% de todo o  desmatamento em Minas Gerais entre 2010 e 2011.

A ONG usou imagens de satélite e fez sobrevoos. Márcia Hirota é diretora da SOS  Mata Atlântica. As imagens servem de documento no relatório preparado pela fundação.

Parte de uma área no município de  Águas Vermelhas, no norte de Minas Gerais, que há menos de um ano era ocupada por mata nativa já tem o plantio de eucalipto.

A lei 11.428, de 2006, deixa expresso que o corte de vegetação primária no Bioma  Mata Atlântica só pode ser autorizado em caráter excepcional para obras de utilidade pública, pesquisa científica e práticas preservacionistas. No caso de matas em outros estágios de regeneração, caberá ao órgão estadual competente conceder a licença ambiental.

Não é difícil encontrar tratores derrubando e arrumando toras recém-cortadas. Trabalhadores de uma carvoaria que colocavam toras nos fornos confirmaram que retiraram a madeira de uma área de mata nativa. No local fica a fazenda Paty, que pertence ao fazendeiro Paulo Daniel Antunes Sposito, conhecido como Seu Dadá, que mora em Vitória da Conquista, na Bahia.

O fazendeiro Paulo Daniel Antunes Sposito não quis dar entrevista, mas por meio de nota informou que a propriedade foi o primeiro imóvel da região a conseguir autorização para a supressão da cobertura vegetal nativa com destoca para a produção de carvão vegetal nativo e o cultivo de eucalipto. Ele enviou ainda cópia dos documentos emitidos pela Secretária de Estado de Meio Ambiente de Minas Gerais. Um dos documentos, que vence em janeiro de 2014, permite a supressão de 50 hectares de mata nativa e outro para 90 hectares, que vence em agosto deste ano.

Em Minas Gerais, muitos fazendeiros têm licença para o desmate. Desde 2011, é a Supram, Superintendência Regional de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, o órgão que concede as licenças no estado. O escritório regional do Alto Jequitinhonha, responsável pela atuação na região, fica em Diamantina, distante quase 500 quilômetros de  Águas Vermelhas. Segundo a superintendente Eliana Piedade Machado, as autorizações são aprovadas por uma comissão formada por vários órgãos ambientais. De 2008 para cá, foram conseguidas 180 licenças de desmate na região, num total de 18 mil hectares.

“É uma região que tem um desenvolvimento socioeconômico muito precário. A gente tem que pensar também na realização de atividades econômicas. Por muitos anos, a economia local se baseou na cadeia produtiva do carvão. Hoje, a gente tem a citricultura chegando fortemente na região. É uma atividade econômica. A região precisa também se desenvolver. O grande desafio é conciliar esse desenvolvimento com a preservação ambiental”, justifica Eliana.

As autorizações concedidas no município de  Águas Vermelhas se basearam na avaliação que as áreas são de  Mata Atlântica Secundária, em estágio inicial de regeneração. Por isso, é exploração pode ser permitida. Para caracterizar o estado de uma vegetação são analisados fatores como o porte das árvores, a densidade das matas e a existência de espécies vegetais protegidas por lei.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

MUNICÍPIOS DO VALE LIDERA ESTATÍSTICAS DE DESMATAMENTO DA MATA ATLÂNTICA


Entre os municípios campeões de desmate, três estão em Minas, são elas: Águas Vermelhas (Norte de Minas), Jequitinhonha e Ponto dos Volantes (Vale do Jequitinhonha), 1º, 3º e 5º, respectivamente.

A taxa de desmatamento da Mata Atlântica voltou a apresentar uma leve queda entre 2010 e 2011, em relação à perda de cobertura florestal que havia ocorrido no biênio anterior (2008 a 2010), mas os dados levantam a bandeira vermelha de que o bioma mais devastado do Brasil continua sendo ameaçado.


Essa é a interpretação feita pela SOS Mata Atlântica e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que divulgaram nesta terça, 29, o Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica.

Olhando apenas a estatística, a devastação praticamente ficou estável. No biênio 2008- 2010, o desmate tinha sido de 31.195 hectares - cerca de 15.500 por ano. Entre 2010-2011 (período de um ano) foi de 13.312 ha ou 133 km². Mas houve aumento significativo na Bahia e em Minas, líderes no ranking do desmate (mais informações nesta página). E justamente esses Estados estiveram muito cobertos por nuvens durante a observação pelo satélite (cerca de 60% de visualização).

"Não posso afirmar que parou ou diminuiu o desmatamento porque grande parte de Bahia e de Minas não foi avaliada. Certamente se eu tivesse imagens - como esses são os Estados mais críticos - teríamos observado mais desmatamento ali", explica Marcia Hirota, coordenadora do Atlas pela SOS Mata Atlântica.

Além disso, no levantamento anterior haviam sido mapeados 16 dos 17 Estados originalmente cobertos pela Mata Atlântica e neste foram somente dez. Em Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Sergipe e Rio Grande do Norte, a análise foi impossibilitada pela ocorrência de nuvens. Piauí não foi avaliado em nenhuma ocasião. "Vimos queda em termos absolutos, mas se tivesse todas as informações, provavelmente esse total seria maior."

Segunda Márcia, a ameaça na Bahia e em Minas, onde o problema já tinha sido identificado no levantamento anterior, são os fornos de carvão. O alvo são sobretudo as regiões com as chamadas "matas secas", um tipo de vegetação que lembra a do Cerrado e por isso às vezes é confundida com ele. Mas pela lei da Mata Atlântica, de 2006, não é.

Entre os municípios campeões de desmate, três estão em Minas (Águas Vermelhas, Jequitinhonha e Ponto dos Volantes, 1º, 3º e 5º, respectivamente), formando o que especialistas chamaram de "triângulo do desmatamento". Lá, a pressão é dos fornos.

Para a equipe, apesar de o total de desmate parecer pequeno, os dados são significativos porque restam 7,9% de Mata Atlântica no País, quando analisados os fragmentos com mais de 100 hectares - tamanho considerado representativo para a conservação da biodiversidade.

Código Florestal. Mario Mantovani, diretor de Políticas da Mata Atlântica, alerta que o dado também é significativo diante da mudança do Código Florestal. Apesar de a lei da Mata Atlântica prevalecer sobre o Código, garantindo a proteção ao bioma, ele reduz a necessidade de recomposição de mata ciliar que tenha sido desmatada. Na avaliação dos especialistas, para a Mata Atlântica, a recuperação é até mais importante, visto que a maior parte já está destruída.

Isso põe em risco, segundo eles, o fornecimento de água das grandes cidades, como São Paulo.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

CAMINHOS DO VALE: MOVIMENTO POPULAR LUTA POR ASFALTO NO VALE DO JEQUITINHONHA

Movimento iniciado no Facebook lança abaixo-assinado eletrônico

Em campanha pela internet um grupo de internautas foi provocado por lideranças do movimento juvenil de Pedra Azul, em abri passado. Eles propuseram criar um movimento pelo asfaltamento das estradas intermunicipais que travam o desenvolvimento da região. Chamaram o movimento de Caminhos do Vale. 

Foi criada uma página no facebook. Várias pessoas foram aderindo, pouco a pouco. Clique aqui e acesse. Em pouco mais de um mês, mais de 5 mil pessoas debatem diariamente a situação da estradas que formam os Caminhos do Vale.


Hoje, sexta-feira, 01 de junho, o grupo registrou uma Petição Pública, abaixo-assinado que será entregue ao Governo de Minas Gerais, reivindicando o asfaltamento de vários trechos.
Conheça a petição Clicando Aqui

 
Ao
Governo de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas
DER – MG Departamento de Estradas e Rodagens de Minas Gerais

O Vale do Jequitinhonha é uma região rica em minerais, cultura popular e belezas naturais. O povo do Jequitinhonha é uma gente sábia e guerreira, que já confiou seus sonhos a muitos representantes políticos e os viram transformados apenas em votos. Votos que não se reverteram em compromisso com uma nova realidade de desenvolvimento social, educação, acesso e igualdade.

Com tanto potencial e riqueza, ainda é descrito mundialmente como o Vale da Miséria e segue carente das mudanças de que precisa para assumir sua vocação humana e de região singular. Este é, também, o caso das estradas MG que unem as cidades do Vale.

Exausto do descaso das classes dominantes e sedento de um desenvolvimento sócio-econômico, o povo do Vale do Jequitinhonha, aqui representado pelos signatários desta petição, o convida a conhecer e participar desta luta, que resultará em mais respeito e dignidade a esse povo.
Afinal, a luta é de todos aqueles que desejam um Brasil menos desigual.

Solicitamos-lhe: assine a nossa petição!

Grupo Caminhos do Vale

Relacionamos abaixo as estradas de chão batido ou “carreros” que os “mineiros” dos Gerais, em pleno século XXI, precisam enfrentar todos os dias, em busca das suas aspirações mais diversas:

No Alto Jequitinhonha:

MG 214 – Senador Modestino Gonçalves-Itamarandiba-Capelinha; MG 211 Setubinha-Capelinha; MG 217 Água Boa-Malacacheta; Minas Novas-Jenipapo de Minas; Minas Novas-Leme do Prado; Chapada do Norte-Leme do Prado; Santo Hipólito-Monjolos-Diamantina.

No Médio Jequitinhonha:

Araçuaí-Novo Cruzeiro; Virgem da Lapa-Lelivéldia-Ijicatu (José Gonçalves de Minas); Berilo-Lelivéldia-Grão Mogol; Berilo-José Gonçalves de Minas; Rubelita-Comercinho; Itinga-Comercinho; Itaobim-Estiva; Coronel Murta-Virgem da Lapa; Barrocão (Grão Mogol)-Adão Colares (Botumirim).

No Baixo Jequitinhonha:

MG 105 – Jequitinhonha-Pedra Azul; MG 406 – Almenara-Pedra Azul; Pedra Azul-Mata Verde; Águas Vermelhas-Cachoeira do Pajeú, Taiobeiras-Fruta de Leite; Mirandópolis -Curral de Dentro; MG 406 – Rubim – Rio do Prado; Mata Verde – Divisópolis ; Jordânia – Salto da Divisa ; Bandeira – Macarani-BA; Palmópolis – Jucuruçu – BA; Águas Vermelhas – Berizal; Rubim – Santo Antônio do Jacinto

OS SIGNATÁRIOS: Pelo Grupo Caminhos do Vale:

Alto Jequitinhonha


Médio Jequitinhonha


Baixo Jequitinhonha


Página no facebook:

terça-feira, 16 de julho de 2013

CAMPANHA "NOS AJUDE A ASFALTAR O VALE DO JEQUITINHONHA"

O Governo de Minas parece ter tido reação positiva as cobranças do povo do Vale do Jequitinhonha sobre suas estradas de terra. O povo do Vale acordou e agora cobra seus direitos!

Mas tudo isso ainda é pouco. Prova disso é o fato de trechos importantes ainda não fazerem parte do programa do governo estadual "Caminhos de Minas".

Todas as épocas são corretas pra população exigir seus direitos, mas a época mais propícia é a véspera de eleições. Nesse sentido, pedimos o apoio da população para que envie mensagem a SETOP/MG - Secretaria de Estado de Transporte e Obras Públicas de Minas Gerais no seguinte link http://www.transportes.mg.gov.br/fale-conosco com a seguinte redação:

Senhores,

Como cidadão do Vale do Jequitinhonha, reivindico a inclusão dos trechos listados a seguir no Programa Estadual "Caminhos de Minas", pois são rodovias importantes para desenvolver a economia local e facilitar o alcance a serviços públicos e privados essenciais a nossa dignidade de seres humanos como a educação. 

Reivindico também agilidade no asfaltamento dos trechos do Vale do Jequitinhonha já constantes no programa "Caminhos de Minas". Temos pressa em nossa solicitação, pois fomos deixados a margem durante muito tempo pelo poder governante estadual e federal que a tempos nos relegou e nos criou o esteriótipo de "Vale da Miséria"! Se nos falta educação é porque não temos instituições de ensino adequadas. Se não temos saúde é porque nos falta instituições de saúde adequadas. Se nos falta uma economia forte é porque os investimentos em infra-estrutura não chegam até nós, sendo um deles o investimento em pavimentação de nossas rodovias.

Certos da compreensão dos senhores, encaminhamos nossos trechos ainda não inclusos no programa de pavimentação do governo estadual.

BAIXO JEQUITINHONHA

Pedra Azul – Mata Verde – Divisópolis
Águas Vermelhas – Cachoeira de Pajeú
Jordânia – Salto da Divisa
Bandeira – Macarani/BA
Palmópolis – Jucuruçu/BA
Águas Vermelhas – Berizal
Rubim – Santo Antônio do Jacinto

MÉDIO JEQUITINHONHA

Berilo – Lelivéldia – Grão Mogol
Berilo – José Gonçalves de Minas
Comercinho – Rubelita
Itinga – Comercinho
Estiva – Itaobim
Barrocão (Grão Mogol) – Adão Colares – Botumirim

ALTO JEQUITINHONHA

Minas Novas – Leme do Prado
Monjolos – Santo Hipólito

Fonte: Blog Pedra Azul MG

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Projeto "Plantando Educação, colhendo cidadania" percorre o Vale do Jequitinhonha

Acreditando que os professores são atores transformadores da realidade local, o projeto “Plantando Educação, colhendo cidadania” visa enriquecer a qualificação de educadores para uma abordagem efetiva com seus alunos a respeito da importância da conservação dos remanescentes de vegetação nativa e dos recursos hídricos.


Público Alvo
Professores de 4º e 5º anos do ensino fundamental de 58 municípios situados nas Bacias dos Rios Jequitinhonha e Mucuri, nordeste de Minas Gerais.

Iniciativa e realização
O projeto é uma iniciativa da Coordenadoria Regional das Promotorias de Justiça de Meio Ambiente das Bacias dos Rios Jequitinhonha e Mucuri (MPMG) e será realizado pelo Instituto Biotrópicos (Organização Não Governamental) através do seu Centro de Educação Ambiental Conserva Mundi.


Nove cidades polo sediarão os encontros presenciais para a troca de experiências entre a equipe do Conserva Mundie os professores a partir de 15 de abril, conforme agenda divulgada em anexo.Os participantes também receberão material educativo especialmente elaborado para o foco do projeto no formato de Caderno do Professor, com sugestões de conteúdo e atividades didáticas de apoio às aulas.

Cerca de 850 professores de 500 escolas da rede pública municipal participarão do projeto. A expectativa é atingir mais de 11 mil alunos anualmente a partir daí contribuindo para a formação de multiplicadores de boas práticas ambientais.

Todos os passos do projeto podem ser acompanhados na página facebook/conservamundi


Contatos:
Instituto Biotrópicos, Pça JK, 25, Centro, Diamantina, MG Fone: 38.3531-2197
conservamundi@biotropicos.org.br

AGENDA DOS ENCONTROS COM OS PROFESSORES

15 de ABRIL – DIAMANTINA
Diamantina, Datas, Gouveia, Monjolos, Serro, Presidente Kubitscheck, Sto. Antônio do Itambé.

18 de ABRIL – São Gonçalo do Rio Preto
São Gonçalo do Rio Preto, Couto de Magalhães de Minas, Felício dos Santos, Senador Modestino Gonçalves eItamarandiba

26 de ABRIL – MINAS NOVAS
Minas Novas, Berilo, Chapada do Norte, Turmalina, José Gonçalves de Minas
eLeme do Prado

28 de ABRIL – ARAÇUAÍ
Araçuaí, Coronel Murta, Francisco Badaró, Itinga,Jenipapo de Minas e Ponto dos Volantes

29 de ABRIL – JEQUITINHONHA
Jequitinhonha, Felisburgo, Itaobim e Monte Formoso.

02 de MAIO – ALMENARA
Almenara, Águas Vermelhas, Bandeira,Cachoeira Pajeú, Mata Verde,Rubim, Salto da Divisa e Santo Antonio do Jacinto

03 de MAIO – ÁGUAS FORMOSAS
Águas Formosas, Bertópolis, Crisólita, Machacalis, Pavão e Santa Helena de Minas

04 de MAIO – TEÓFICO OTONI
Teófilo Otoni, Caraí, Itambacuri, Ladainha, Nova Módica, Novo Cruzeiro, Ouro Verde de Minas, Padre Paraíso, Pescador e São José do Divino,

06 de MAIO – CAPELINHA

Capelinha, Agua Boa, Angelândia, Aricanduva, Setubinha e Veredinha

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL COMEÇA A FUNCIONAR OFICIALMENTE EM TEÓFILO OTONI (MG)


Unidade irá ocupar sala do prédio da Justiça Federal, enquanto aguarda adequação do imóvel onde será instalada

A Procuradoria da República no Município (PRM) de Teófilo Otoni, unidade do Ministério Público Federal (MPF), inicia oficialmente suas atividades nesta segunda-feira, 20 de agosto. Até então, as atribuições do MPF naquela subseção judiciária eram exercidas por procuradores da República de Belo Horizonte e de Governador Valadares que se deslocavam até a cidade para as audiências.

A PRM irá funcionar provisoriamente em salas cedidas pela Justiça Federal, enquanto são finalizados os procedimentos de adequação do imóvel para a instalação de sua sede. O MPF será representado pelo procurador da República Thiago dos Santos Luz, que, até julho passado, atuava em Ponta Porã (MS).

Ele iniciará seus trabalhos já com 842 ações cíveis e penais em andamento e outros 415 autos extrajudiciais.

A subseção judiciária federal de Teófilo Otoni possui jurisdição sobre 62 municípios do Vale do Jequitinhonha e Vale do Mucuri, duas das regiões mais carentes do estado. No âmbito federal, preponderam os casos envolvendo irregularidades na utilização de recursos públicos, com destaque também para a questão indígena, já que ali reside um dos povos indígenas mais tradicionais e o segundo mais numeroso de Minas Gerais, os Maxakali.

Integram á área de atuação da PRM de Teófilo Otoni, além do município-sede, os municípios de Água Boa, Águas Formosas, Águas Vermelhas, Almenara, Angelândia, Araçuaí, Ataléia, Bandeira, Bertópolis, Cachoeira do Pajeú, Campanário, Capelinha, Caraí, Carlos Chagas, Catuji, Comercinho, Coronel Murta, Crisólita, Curral de Dentro, Divisa Alegre, Divisópolis, Felisburgo, Franciscópolis, Frei Gaspar, Fronteira dos Vales, Itaipé, Itambacuri, Itaobim, Itinga, Jacinto, Jequitinhonha, Joaíma, Jordânia, José Gonçalves de Minas, Ladainha, Machacalis, Malacacheta, Mata Verde, Medina, Monte Formoso, Nanuque, Nova Módica, Novo Cruzeiro, Novo Oriente de Minas, Ouro Verde de Minas, Padre Paraíso, Palmópolis, Pavão, Pedra Azul, Pescador, Ponto dos Volantes, Poté, Rio do Prado, Rubim, Salto da Divisa, Santa Helena de Minas, Santa Maria do Salto, Santo Antônio do Jacinto, Serra dos Aimorés, Setubinha, Umburatiba e Virgem da Lapa.

O endereço provisório da Procuradoria da República é Rua Dr. Reinaldo, nº 105, 1º andar, centro, Teófilo Otoni (MG). CEP: 39800-018.

Informações: Assessoria de Comunicação Social/MPFMG

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

PADRE SOFRE INFARTO E MORRE APÓS CELEBRAÇÃO DE MISSA NO DISTRITO DE GRANJAS DO NORTE


Padre nasceu em Araçuaí. Ele sofreu um infarto após celebração de missa no distrito do Granjas do Norte, Chapada do Norte-MG.

Faleceu na noite de sábado, 13 de setembro, o padre Nicanor Pereira de Oliveira, de 58 anos. De acordo com informações, ele celebrava uma missa de ação de graças pelo aniversário de 80 anos de uma moradora da comunidade de Granjas, no município de Chapada do Norte, quanto sofreu um infarto.

Padre Nicanor nasceu em Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha – Foto: Reprodução/Arquivo
O corpo foi velado na igreja matriz de Jenipapo de Minas e foi trasladado para Araçuaí, após a celebração de missa de corpo presente pelo bispo diocesano, Dom Marcelo. Em Araçuaí, o corpo foi velado na Igreja São José. O sepultamento foi realizado às 17 horas deste domingo (14/09), no cemitério de Araçuaí.

Padre Nicanor nasceu em Araçuaí e foi ordenado sacerdote em 1983. Ele trabalhava como pároco da paróquia de Jenipapo de Minas a cerca de três anos. O religioso também já atuou nas paróquias de Virgem da Lapa, Chapada do Norte, Ponto dos Volantes, Veredinha e Águas Vermelhas.

Via Gazeta de Araçuaí/Aconteceu no Vale

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Microrregião de Almenara participa de oficina sobre tabagismo

A Gerência Regional de Saúde de Pedra Azul realizou, no dia 3 de agosto, no auditório da faculdade Alfa/Unipac de Almenara, uma oficina que visa implantar as ações de tabagismo / projeto Travessia. O objetivo é capacitar as Estratégias Saúde da Família (ESF) dos 16 municípios da microrregião de Almenara para abordagem e tratamento ao fumante.

Allan Campos / GRS – Pedra Azul


O evento, que teve como público alvo médicos, enfermeiros, assistentes sociais e farmacêuticos, contou com a participação do enfermeiro do Hospital Deraldo Guimarães, de Almenara, Agnaldo Gomes que apresentou as bases para abordagem aos fumantes, enquanto o médico Paulo Bigatello, mostrou como os profissionais devem fazer a abordagem inicial ao paciente.

A coordenadora do Núcleo de Atenção à Saúde (NAS) da GRS Pedra Azul, Kátia Figueiredo, destacou que a melhor maneira de evitar que uma pessoa adquira a doença é através de ações educativas. “A GRS tem tido um papel fundamental na realização de eventos de promoção em saúde, porque sabemos que se conseguirmos sensibilizar a população iremos ter uma redução dos casos de morte em razão do cigarro. E para conseguirmos atingir o nosso objetivo, estamos propondo aos nossos municípios realizar uma ampla ação de mobilização no dia 29 de agosto, que é o Dia Nacional de Combate ao Fumo”, disse.

Também participaram da oficina a referência técnica do NAS, Clausi Oliveira, e o farmacêutico do Núcleo de Assistência Farmacêutica da GRS Pedra Azul, Marcelo Xavier, que explicou como é feita a dispensação do medicamento para tratamento ao fumante.

Profissionais capacitados

No mês de fevereiro deste ano a GRS Pedra Azul promoveu uma capacitação sobre tabagismo direcionada a médicos, enfermeiros, psicólogos e farmacêuticos para que fossem feitos o diagnóstico e o tratamento dos pacientes/fumantes dos municípios de Águas Vermelhas, Almenara, Itaobim, Itinga, Jacinto, Joaíma, Monte Formoso, Palmópolis, Pedra Azul e Pontos dos Volantes.

O evento havia abordado o apoio medicamentoso na abordagem ao fumante, a toxicologia, os fluxos de informação e instrumentos de avaliação e a abordagem cognitivo-comportamental do paciente.O diretor da GRS Pedra Azul, Gregory Fortunato, ressaltou que essas oficinas são importantes para que os profissionais estejam preparados para entender os problemas dos pacientes e possam ajudá-los.

Agência Minas, acesse aqui as notícias do Governo de Minas. 


Autor: Allan Campos / GRS - Pedra Azul

sábado, 27 de agosto de 2011

Governo entrega títulos de propriedade no Norte de Minas e Jequitinhonha

O Governo de Minas entregou mais de 1.000 títulos de regularização de propriedade nos municípios de Divisa Alegre, Divisópolis, Águas Vermelhas, Cachoeira de Pajeú, Pedra Azul, Medina, Comercinho, Itaobim e Itinga, localizados no Norte de Minas e Vale do Jequitinhonha, entre 23 e 25 de agosto. A meta da Secretaria de Estado de Regularização Fundiária (Seerf) e do Instituto de Terras do Estado de Minas Gerais (Iter-MG) é alcançar 40 mil títulos de legitimação de posse de terras devolutas em todo o Estado até o final do ano.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Polícia Federal realiza mega operação em prefeituras. Em Capelinha-MG, desvio foi de mais de 4 milhões

Uma operação para desarticular uma organização que desviou mais de R$ 70 milhões em pelo menos 11 prefeituras mineiras foi realizada na manhã de terça-feira (2) pela Polícia Federal (PF).
Sete pessoas foram presas, entre elas, Warmillon Fonseca Braga (DEM), ex-prefeito de Pirapora e ex-dirigente do consórcio que administra o Samu na região, e José Benedito Nunes, ex-prefeito de Janaúba e ex-delegado da Polícia Civil.

Outras duas pessoas, o ex-prefeito de Montes Claros, Luiz Tadeu Leite (PMDB), e o empresário Marcos Vinicius da Silva estão foragidos. Além disso, dois contadores e um advogado foram conduzidos para esclarecimentos.
Segundo a polícia Federal, os valores desviados – apenas dos municípios mineiros – ultrapassam os R$ 71 milhões (R$ 71.929.159,74). Para se ter uma ideia, em Capelinha, foram desviados R$ 4.537.413,91, o que ganha mais importância em razão do baixo Produto Interno Bruto do município de 35 mil habitantes: cerca de R$ 217 milhões, em 2010. Em Pirapora, R$ 2,8 milhões seriam pagos, o que foi suspenso em virtude da divulgação das irregularidades pela mídia em dezembro de 2012. “É dinheiro que se foi e não volta mais! Não tenho dúvidas que o grupo já ocultou o dinheiro”, lamenta Marcelo Freitas.
Fraudes
Batizada de “Operação Violência Invisível”, as investigações apontaram fraudes em processos licitatórios destinados à aquisição de precatórios judiciais em mais de 100 cidades.
A quadrilha formada por empresas, pessoas físicas, servidores públicos e ex-prefeitos, fraudava processos licitatórios, direcionando as contratações a uma das empresas integrantes da organização. Essa empresa vencia as licitações com o compromisso de fazer a compensação entre precatórios judiciais e as dívidas das prefeituras, sob o argumento de uma economia de até 30% sobre os valores devidos ao INSS, prática proibida expressamente pela lei.
Os municípios mineiros que sofreram com a ação do grupo foram: Águas Vermelhas, Capelinha, Caratinga, Ipatinga, Itambacuri, Janaúba, Montes Claros, Pirapora, Rio Pardo de Minas, Várzea da Palma, Varzelândia, além do Consórcio intermunicipal de Saúde da Rede de Urgência do Norte de Minas (CISRUN)
Recursos públicos também foram desviados nos estados do Espírito Santo, São Paulo, Pará, Sergipe, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Pernambuco, Paraíba, Maranhão e Bahia.
A lista com os nomes de outros municípios que surgiram durante as investigações bem como as provas colhidas serão compartilhadas com a Receita Federal do Brasil, Controladoria-Geral da União, Tribunal de Contas da União, Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, Tribunais de Contas dos Estados lesados, Receitas Estaduais, Polícias Civis e Ministério Público Federal, a fim de subsidiar os eventuais procedimentos administrativos, inquéritos e investigações, com a finalidade de se promover a recuperação do dinheiro público desviado.

FONTE:  O TEMPO

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Operação Bicho do Mato II prende 75 pessoas e aplica quase R$ 1 milhão em multas no Vale do Jequitinhonha

A Operação Bicho do Mato II, realizada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), terminou no último domingo (25/10/2015) com a apreensão de 880 animais, sendo 879 aves e um réptil, e a aplicação de R$ 901.828 em multas e 75 pessoas presas. Além dos animais, também foram apreendidos 49 gaiolas, seis viveiros, 126 alçapões, duas armas de fogo, 19 redes de pesca e 11 kg de peixes.

O objetivo da operação, que teve início no dia 19 de outubro, foi coibir o tráfico de animais silvestres nas regiões do Norte e Nordeste do estado. As fiscalizações ocorreram nos municípios de Águas Vermelhas, Almenara, Araçuaí, Cachoeira do Pajeú, Coronel Murta, Divisa Alegre, Itaobim, Jequitinhonha, Medina, Pedra Azul, Ponto dos Volantes, Rio do Prado, Rubim, Salinas e Virgem da Lapa.

Operação terminou com a apreensão de 880 animais, sendo 879 aves e um réptil, e a aplicação
de R$ 901.828 em multas e 75 pessoas presas – Foto: Divulgação / Sisema

A ação, planejada e coordenada pela Semad, contou com o apoio da Polícia Militar de Meio Ambiente, Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal e Secretaria de Estado de Fazenda (SEF). De acordo com o chefe de Fiscalização da Fauna da Semad, Daniel Sampaio Colen, todos os animais apreendidos foram examinados pelos veterinários da Semad, que também faziam parte das equipes de fiscalização.

“Após examinarmos os animais, concluímos que 592 deles estavam saudáveis e fisicamente preparados para serem reinseridos na natureza. Eles então foram soltos em áreas que passaram por uma avaliação dos nossos técnicos, consideradas aptas para receberem os animais”, acrescentou Daniel Colen.

Ele ressaltou, ainda, que entre os fatores levados em consideração para a escolha da área de soltura está a condição hídrica do local, uma vez que a água é fator preponderante para a sobrevivência dos animais.

Os 288 animais que foram considerados debilitados fisicamente foram encaminhados para o Centro de Triagem de Animais Silvestres de Belo Horizonte (Cetas-BH), onde receberão os cuidados necessários para completa reabilitação. O Canário da Terra foi uma das espécies encontradas em maior número pelos fiscais. De acordo com Daniel Colen, essas aves, ao contrário da maioria, que são adquiridas pela beleza do canto, são geralmente traficadas para rinhas.

O chefe da Fiscalização da Fauna destacou, também, que foi a primeira vez que as equipes da Semad flagraram o crime de adulteração e falsificação de anilhas para pássaros. “Os proprietários dessas anilhas foram autuadas em flagrante e encaminhados para penitenciária. Esse tipo de crime é inafiançável e tipificado como falsificação de selo público pelo artigo 296 do Código Penal”, concluiu.

A favor da fauna

Essa é a segunda grande operação de combate ao tráfico de animais silvestres realizada com a coordenação da Semad. “Desde 2011, a gestão da fauna vem sendo transferida do governo federal para os Estados, o que inclui a fiscalização do comércio irregular de espécies”, explica o superintendente de Fiscalização Ambiental Integrada da Semad, Heitor Soares Moreira.

Em 2014, a operação de fiscalização Bicho do Mato I apreendeu 724 pássaros e 675 gaiolas e aplicou R$ 788 mil em multas. O trabalho também foi realizado na região Nordeste do estado entre os dias 24 e 29 de outubro em 10 municípios e envolveu, ainda, o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

O tráfico de animais

Segundo a Organização Não Governamental (ONG) WWF-Brasil, há pesquisas que apontam que o comércio ilegal de animais movimenta cerca de 10 bilhões de dólares por ano em todo o mundo. Só o tráfico de drogas e armas é maior.

Ainda segundo a WWF, o Brasil possui um grande comércio interno de animais, que sustenta os traficantes que agem no país e servem como intermediários para os traficantes internacionais.

A principal rota do tráfico de animais silvestres no Brasil começa nas regiões Norte e Nordeste, com a retirada de espécies da natureza, e segue até o grande mercado consumidor da fauna no país, a região Sudeste.

De acordo com dados do Ibama, os estados brasileiros onde ocorre a maior parte das capturas de animais são: Maranhão, Bahia, Ceará, Piauí e Mato Grosso. Já os estados com o maior mercado consumidor são: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. O instituto também aponta que, no Brasil, as aves são as mais comuns em apreensões de tráfico.

Um dois principais documentos sobre o tema já publicado no Brasil é o Relatório Nacional sobre o Tráfico de Fauna Silvestre, lançado pela Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas), em 2002. O relatório aponta que 60% dos animais comercializados ilegalmente são para consumo interno, o chamado tráfico doméstico. Os outros 40% dos animais retirados da fauna brasileira seguem para destinos internacionais.

Os autores do relatório estimaram que todos os tipos de exploração ilegal seriam responsáveis pela retirada de 38 milhões de animais da natureza brasileira, número que não inclui peixes ou insetos.

Via Semad


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