quinta-feira, 21 de novembro de 2013

CHAPADA DO NORTE-MG: SOBE A RENDA NA CIDADE DOS NEGROS

Em Chapada do Norte, no Jequitinhonha, onde negros e pardos são 91,1% da população, a renda dos artesãos quadruplicou.

O faturamento do artesão Zé do Ponto passou de R$ 500 para R$ 2 mil
Euclides da Cunha (BA) e Chapada do Norte (MG) – A vida de Zé do Ponto, apelido do artesão José Sebastião Vaz, de 64 anos, mudou bastante em dois anos. “E como mudou para melhor!”, conta esse senhor, cujo apelido veio da época em que vendia cafezinho num ponto de ônibus em Chapada do Norte, no Vale do Jequitinhonha, a 430 quilômetros de Belo Horizonte. Em 2012, sua renda média girava em torno de R$ 500 mensais. Atualmente, ele leva para casa cerca de R$ 2 mil. O salto no faturamento lhe permitiu financiar uma moto zero quilômetro (R$ 7,4 mil) e comprar, à vista, uma televisão de tela plana (R$ 1,1 mil) e uma geladeira nova (R$ 1,2 mil). “Adquiri também um lote na cidade (R$ 12 mil)”. A melhoria de vida de Zé do Ponto retrata o aumento da participação dos afrodescendentes no mercado de trabalho, na renda média brasileira, na educação e em outras áreas que são o foco da série “A real abolição”, publicada desde ontem pelo Estado de Minas.

Chapada do Norte lidera o ranking de cidades mineiras com o maior percentual de população negra. Lá, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 91,1% dos pouco mais de 15 mil habitantes são pardos ou pretos. O lugarejo começou a surgir no século 18, em decorrência da descoberta de ouro no Rio Capivari. Com a escassez do metal na região e a abolição da escravidão, muitos escravos permaneceram no então povoado. Para se ter ideia, Chapada do Norte é também a cidade mineira com o maior número de comunidades quilombolas: 14 grupos.

Muitos dos moradores da região são artesãos, como Zé do Ponto. A vida dele e de outras 24 pessoas começou a mudar, há alguns anos, quando se uniram e fundaram a associação Arca. Com a ajuda de alguns parceiros, como o Sebrae, participaram de cursos para melhorar a produção de bancos feitos de madeira e couro. “Aprendemos a calcular o custo e o lucro, recebemos ensinamentos de como negociar com fornecedores e compradores e participamos de cursos para aproveitar melhor a madeira e o couro.”

O grande diferencial do grupo foi começar a participar de feiras em Belo Horizonte e outras praças. Resultado: representantes de redes varejistas de médio e grande portes conheceram os bancos e fecharam contratos com os artesãos. Agora, eles vendem para empresas como o Depósito Santa Fé, com quatro endereços em São Paulo, e o Balaio Artesanato, com sede no Rio de Janeiro. Nos próximos dias, devem fechar contrato com a Tok & Stok, presente em vários estados brasileiros.

“Eles encomendaram 300 bancos por mês”, conta, com orgulho, Zé do Ponto, para, em seguida, pensar alto: “Minha renda média, que em um ano passou de R$ 500 para R$ 2 mil, deve melhorar ainda mais”. Vários estudos, aliás, mostram que a renda média da população negra aumenta num ritmo mais acelerado do que a da branca. Um dos mais recentes, elaborado pelo Laboratório de Análises Econômicas, Históricas, Sociais e Estatísticas das Relações Raciais (Laeser), um instituto ligado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), apurou que de julho de 2012 a igual mês deste ano o rendimento da população economicamente ativa (PEA) branca subiu 0,2%, e a da negra, 5,2%.

DESVALORIZAÇÃO Apesar disso, os pardos e pretos ainda recebem um valor médio absoluto menor do que o dos brancos. Veja: a alta de 0,2% elevou a cifra dos brancos para R$ R$ 2.268,01. Já o crescimento de 5,2% dos negros fez com que seu rendimento médio atingisse R$ 1.345,69. Esses valores levam em conta tanto o rendimento de empreendedores quanto o de empregados. Levando-se em conta apenas o grupo de empreendedores de micro e pequenas empresas, o Sebrae apurou que de 2001 a 2011 o rendimento médio dos afrodescendentes donos do próprio negócio subiu 70%, de R$ 612 para
R$ 1.039.

Entre os brancos, o percentual foi menor, de 37%, mas o valor absoluto foi maior, de R$ 1.477 para R$ 2.019. É bom frisar que o estudo do Sebrae tem como ano base 2011. O do Laeser, 2013. O gerente da unidade de Gestão Estratégica do Sebrae Nacional, Pio Crotizo, avalia que disparidade entre o salário médio de negros e brancos ainda é uma consequência histórica da desigualdade racial no país. Ele argumenta, no entanto, que essa diferença caiu significativamente na última década.

“Essa diferença do rendimento vem diminuindo. Trata-se de um processo histórico. Não é uma mudança que ocorre rapidamente. Embora a situação não seja de igualdade, a evolução é enorme. Além disso, é importante destacar que o país cria condições para que eles (os afrodescendentes) sejam donos do próprio negócio”, completa Pio. Ainda assim, há empreendedores que nem sequer conseguem metade da quantia estimada pelo Sebrae ou pelo Laeser.

É o caso de outro José, o Zé Paixão, de Euclides da Cunha, no sertão da Bahia, região marcada por extensas faixas de terra com mandacarus. Na cidade que homenageia o autor do clássico Os sertões, José da Paixão, de 50, garimpa clientes com uma pesada caixa de papelão nos ombros. “São CDs e DVDs. As vendas estão fracas, porque a concorrência é grande”, disse ele enquanto tentava uma carona para a vizinha Monte Santo, onde conversaria com um rapaz que o convidou para se mudar para São Paulo.

“Estou seriamente pensando em ir-me embora. Lá no sul, acredito, vou ter melhor condição de vencer na vida. Sou desquitado e tenho uma filha de um ano. Minha menina, embora eu seja negro, é branquinha, branquinha. Puxou a mãe, sabe? Terei de levá-la comigo, porque minha ex-esposa se juntou com um cabra e ele a mandou escolher: ele ou a menina. Ela escolheu o rapaz. Para a menina não ficar jogada por aqui, vou carregá-la comigo”. 


Por Paulo Henrique Lobato, do Estado de Minas

terça-feira, 19 de novembro de 2013

PROJETO “BANDEIRA CIENTÍFICA” ATENDE CERCA DE 1400 PESSOAS GRATUITAMENTE EM PEDRA AZUL-MG

Cerca de 1400 crianças e adultos realizaram exames oftalmológicos gratuitamente, até o dia 18 de novembro, em Pedra Azul, Minas Gerais. Trata-se do projeto “Bandeira Científica”, existente há mais de dez anos e que proporciona atendimento médico à população carente. Durante a ação, professores do município, devidamente treinados, realizarão os exames nas crianças, nas próprias creches e escolas. Já os adultos serão avaliados por uma equipe composta por agentes comunitários de saúde, no Ginásio Peti, instalado especialmente para o projeto.
 
Foto: Divulgação
O objetivo é atender pessoas carentes, principalmente crianças, pelo impacto causado em seu desenvolvimento. Todos aqueles que necessitarem de correção visual receberão as lentes oftálmicas (lentes para óculos) doadas pelo Instituto Varilux da Visão, braço social da multinacional francesa Essilor, e as armações pela Miguel Giannini Óculos.

PROJETO PARA VALE DO JEQUITINHONHA GANHA PRÊMIO BRAZTOA POR PROMOVER TURISMO SUSTENTÁVEL

 É a primeira vez que o projeto se enquadra como finalista da premiação.
Em agosto, o EcoD noticiou a respeito do artesanato feito no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, e sua expansão por meio de um negócio social de desenvolvimento local que tem foco no turismo sustentável, por meio do conceito de comércio justo (fairtrade) de produtos artesanais e associativismo, promovido pelo projeto Raízes Desenvolvimento Sustentável. A iniciativa acaba de ;conquistar o terceiro lugar do Segundo Prêmio Braztoa de Sustentabilidade, na categoria Parceiros do Trade. O evento foi realizado no dia 12 de novembro em São Paulo.
Foto: Divulgação Eco Desenvolvimento
Voltado para empresas que têm a finalidade de desenvolver uma forma sustentável de turismo no Brasil, o Prêmio Braztoa (Associação Brasileira das Operadoras de Turismo)visa promover e incentivar o trade e oferecer produtos e serviços mais sustentáveis, além de reconhecer e valorizar as práticas ambientais, socioculturais e econômicas do mercado.É a primeira vez que o projeto se enquadra como finalista da premiação. Marianne Costa, uma das responsáveis pela iniciativa, não escondeu a felicidade: "Com certeza, esse prêmio vale muito pra gente. Nós trabalhamos bastante para chegar até aqui e, com muita alegria, conseguimos ficar entre os três primeiros. Parabéns a todos os vencedores, principalmente para o primeiro lugar da nossa categoria, a Aoka [empresa que oferece viagens de conhecimento para o mercado corporativo], e o segundo, Recanto Ecológico Rio da Prata".
A Raízes Desenvolvimento Sustentável destina 26% do preço final dos produtos para os artesãos, 22% para custos de embalagem, logística e manuseio, 6% para promoção de vendas, 30% para comissão de vendas (incluindo taxa de cartão de crédito), 6% para impostos, e 10% para margem própria de contribuição.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

CARNAVAL EM DIAMANTINA: FOLIÃO QUE URINAR NA RUA PODE PAGAR MULTA DE ATÉ R$1.000

Executivo pretende publicar decreto definindo o valor em dezembro.
Aquela sensação de festa o tempo inteiro e em qualquer lugar não será vivida ao pé da letra em um dos carnavais mais tradicionais do Brasil. Isso porque a Prefeitura de Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, promete endurecer as regras para a folia do ano que vem, em uma tentativa de preservar o patrimônio e também resguardar quem não participa do evento. Entre as novas medidas anunciadas ontem estão multas para foliões que urinarem na rua e mais rigor contra quem perturbar o sossego daqueles que estão fora do perímetro da festa, que acontece no centro histórico.
Lotado. Carnaval de Diamantina costuma atrair cerca de 70 mil foliões; cidade tem 45 mil habitantes
Segundo o coordenador de ação cultural da Prefeitura de Diamantina, Ricardo Luiz, a fiscalização contra os “mijões” será feita pela Polícia Militar (PM), Guarda Municipal e fiscais do próprio Executivo. Quem for flagrado nessa circunstância pode pagar uma multa que varia entre R$ 600 e R$ 1.000. Um decreto será publicado em dezembro com a definição do valor. “Esse é um problema sério que a cidade enfrenta no Carnaval e o que esperamos é que seja minimizado com essa nova regra”. Para isso, a oferta de banheiros será ampliada. A prefeitura vai aumentar de seis para 15 contêineres químicos (cada um possui 12 banheiros).
Já aqueles que perturbarem o sossego fora do limite da festa poderão ser penalizados em até R$ 1.000. “Essa multa para a perturbação já existia, mas quase não era aplicada. Desta vez, não teremos tolerância. Quem tiver com som alto em local impróprio após a meia-noite será advertido uma vez apenas. Se continuar, já será multado”, explicou Luiz. Antes, os foliões eram, na maioria das vezes, advertidos verbalmente.
Para os moradores, a mudança poderá criar mais consciência nos foliões. “A festa é linda sempre, mas eu moro aqui há dez anos e sempre fazem algazarra na porta da minha casa”, disse a comerciante Dávila Santos, 45. Os blocos caricatos também aprovaram as regras. “A cidade tem que ser preservada, e o Carnaval melhor estruturado para não prejudicar quem mora aqui. Só tem a acrescentar”, ressaltou a diretora de marketing do bloco Bartucada, Janaína Savato.
Incremento. A segurança também será reforçada. A quantidade de vigias particulares passará dos 48, contratados neste ano, para 80. Eles são responsáveis pela revista dos foliões com detectores de metais dentro do perímetro da festa.

Por LUCAS SIMÕEs, Jornal o Tempo

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

REVOGADO DESPACHO QUE AUTORIZAVA ESTUDOS DAS BARRAGENS NOS RIOS ARAÇUAÍ E JEQUITINHONHA

Em resposta ao Blog do Jequi, ANEEL diz que  não houve empresas interessadas em desenvolver os estudos de viabilidade técnico-econômica (EVTE).

A ANEEL divulgou através de edital (ver aqui) o despacho 2.161, revogando outro despacho, de nº 4.280, que se refere à “aprovação da Revisão dos Estudos de Inventário Hidrelétrico do Rio Araçuaí, afluente do Rio Jequitinhonha, localizado na sub-bacia 54, bacia hidrográfica do Atlântico Leste, estado de Minas Gerais”. 
 
Rio Araçuaí, em Berilo-MG. Foto: Ailza Souza/City Brazil
Tal estudo era para viabilizar a construção de importantes barragens no Vale do Jequitinhonha, conforme noticiado (ver aqui) no Blog do Jequi. A construção das barragens é vista como a salvação por muitas para os constantes problemas de seca ocorridos no Vale do Jequitinhonha, além do potencial turístico que as mesmas trariam para a região.

Edital que revogou o despacho que autorizava o
estudo nos Rios Araçuaí e Jequitinhonha (clique para ampliar)
O Programa de Geração Hidrelétrica em Minas Gerais (PGHMG), divulgado em 2007, prevê a construção de cinco Usinas Hidrelétricas no Rio Araçuaí:

1 - A UHE Aliança, cujo eixo se situa no município de Araçuaí, no Médio Jequitinhonha, nordeste de Minas, com potência de geração prevista de 53,8 MW e com área alagada prevista de 3750 hectares.

2 - A UHE Berilo, com eixo no município de Berilo, no Médio Jequitinhonha, potência geradora prevista em 51,8 MW e área alagada prevista de 1050 hectares.

3 – A UHE Ivon, na região de Funil, nos municípios de Virgem da Lapa/Francisco Badaró, vai gerar 46,9 MW, com lago de 4.400 hectares.

4 – A UHE Santa Rita, nos municípios de Chapada do Norte, Minas Novas, Leme do Prado, no Alto Jequitinhonha, com geração de 80 MW, formando um lago de 3.020 hectares.

5 – A UHE Turmalina, em Turmalina, no Alto Jequitinhonha, produzirá 60 MW, com um lago de 6.100 hectares.

Em resposta ao Blog do Jequi, a ANEEL divulgou a seguinte nota:

“Assunto: Solicitação de Ouvidoria nº 0100438251306

Senhor Bernardo Vieira Silva, 

Sobre o assunto de sua demanda passamos a tecer as seguintes considerações.

A CEMIG, em parceria com FURNAS e NEOENERGIA foi autorizada pela ANEEL para fazer os estudos de revisão do inventário hidroelétrico da bacia do rio Jequitinhonha. Esses estudos foram aprovados pela ANEEL e estão disponíveis aos interessados. Até o momento não houve empresas interessadas em desenvolver os estudos de viabilidade técnico-econômica (EVTE) dos aproveitamentos hidrelétricos que foram indicados nos estudos de revisão do inventário. 

Os aproveitamentos hidrelétricos de Almenara, Berilo e Santa Rita, que fazem parte desses estudos, também não tiveram empresas interessadas em fazer o EVTE e, portanto ainda não foram submetidas a leilão pela ANEEL para a definição do concessionário. Por esse motivo não passaram ainda pelo processo de construção das barragens e demais estruturas que compõem uma usina hidrelétrica.

No que concerne aos aproveitamentos constantes da partição de quedas do Rio Araçuaí, foi constatado em análises posteriores que os estudos hidrológicos utilizados na definição da partição de quedas desse curso d'água careciam de consistência técnica, o que comprometeu a definição do potencial ótimo do rio, motivando a publicação do Despacho n° 2.161/2013, que revogou parcialmente o Despacho n° 4.280/2011, que aprovou os referidos estudos de inventário.

Dessa forma, só poderão ser construídos aproveitamentos no Rio Araçuaí a partir do desenvolvimento de novos estudos de inventário para esse rio.

No que tange aos aproveitamentos correspondentes ao Rio Jequitinhonha, os mesmos encontram-se disponíveis para pedidos de registro para o desenvolvimento de EVTEs".

Orientações sobre a Ouvidoria Setorial da Aneel podem ser obtidas no endereço:
http://www.aneel.gov.br/arquivos/PDF/folder-ouvidoria.pdf

Atenciosamente, 

OUVIDORIA/ANEEL 
Superintendência de Mediação Administrativa, Ouvidoria Setorial e Participação Pública”


Cabe agora a pressão por parte da população, além do uso da força dos políticos da região para que todo esse imbróglio seja sanado.

Por Bernardo Vieira, do Blog do Jequi

terça-feira, 12 de novembro de 2013

UFVJM ABRE 160 VAGAS TÉCNICO-ADMINISTRATIVAS EM CAMPI E FAZENDAS EXPERIMENTAIS

A Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), Minas Gerais, anunciou para a próxima segunda-feira, 18 de novembro de 2013, o início das inscrições do concurso público 263/2013, no qual há 160 vagas técnico-administrativas, nas classes C, D e E. Desse total, 11 destinam-se para pessoas com deficiência.

Em comum, jornadas de trabalho de 40h semanais, contrato em regime estatutário e salários que podem ser de R$ 1.547,23, R$ 1.912,99 e R$ 3.138,70, conforme a classe. Além da remuneração, serão pagos auxílio alimentação e auxilio transporte.

Os profissionais contratados atuarão junto aos campi Diamantina, Mucuri, Unaí e Janaúba e Fazendas Experimentais do Moura e de Couto de Magalhães e as oportunidades são para as seguintes funções:

Classe C – Auxiliar em Administração, Operador de Máquinas Agrícolas e Assistente de Tecnologia da Informação;

Classe D – Assistente em Administração, Técnico Laboratório para as áreas de Anatomia e Necropsia – Anatomia Humana, Anatomia e Necropsia – Anatomia Animal, Agropecuária – Laboratório de Pedologia, Biologia, Biotério, Edificações, Eletroeletrônica, Eletromecânica, Física, Hidráulica, Informática, Veterinária – Patologia Clínica, Química e de Higiene Dental, Técnico em Agropecuária, Técnico em Contabilidade, Técnico em Enfermagem, Técnico em Tecnologia da Informação e Tradutor e Intérprete de Linguagens de Sinais;

Classe E – Administrador, Analista de Tecnologia da Informação, Assistente Social, Auditor, Bibliotecário/Documentalista, Biólogo, Contador, Enfermeiro, Engenheiro-Agrônomo, Engenheiro Civil, Engenheiro de Produção, Engenheiro Hídrico, Engenheiro Mecânico, Engenheiro Químico, Engenheiro de Segurança do Trabalho, Estatístico, Geógrafo, Jornalista, Médico/ Clínico Geral, Médico-Veterinário, Pedagogo, Psicólogo, Publicitário, Programador Visual, Relações Públicas, Revisor de Textos, Secretário Executivo, Tradutor Intérprete e Técnico em Assuntos Educacionais.

Para participar, além de atender às exigências da vaga (escolaridade) de interesse, deve-se realizar inscrição dentro do prazo estipulado – 18 a 29 de novembro de 2013, com início às 9h do primeiro dia e término às 20h do último. As taxas serão de R$ 50,00 para a classe C, de R$ 60,00 para a classe D e de R$ 100,00 para a classe E.

Será aplicada, unicamente, prova de conhecimentos gerais e de conhecimentos específicos, de caráter eliminatório e classificatório, dividida em duas partes. No caso de Tradutor e Intérprete de Linguagem de Sinais, também haverá prova prática.

A avaliação acontecerá em 22 de dezembro de 2013 em horário e local a serem divulgados oportunamente e o candidato deve comparecer com antecedência mínima de uma hora, munido de caneta esferográfica de tinta de cor preta ou azul, comprovante definitivo de inscrição e documento oficial de identificação.

O certame será válido por um ano, a contar de sua homologação e poderá ser prorrogado por igual período.

Fonte: PCI Concursos

sábado, 9 de novembro de 2013

ALUNOS DO VALE DO JEQUITINHONHA DESTACAM-SE XIX FEIRA NACIONAL DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Dos três projetos escolhidos para representar Minas Gerais na XIX Feira Nacional da Ciência Jovem, na cidade de Olinda - Pernambuco, dois foram do IFNMG- Campus Araçuaí. Eles foram apresentados pelos alunos Gabriel dos Santos Cardoso, Lauane Oliveira Freire (ambos da cidade de Araçuaí), Maria Laura Chaves Fernandes (Itinga) e Karolina Berg Pereira Chaves (Medina). Orientados pelos professores Magno Barbosa Dias e Natalino Martins Gomes, os alunos apresentaram um Irrigador Automatizado e um estudo sobre o uso de biofertilizante como base nutricional para diferentes culturas.


A XIX Ciência Jovem é um evento Nacional e que funciona a partir da participação das escolas públicas de ensino básico de todos os Estados da Federação. Há duas formas de participar, uma pela inscrição geral das escolas públicas e outra pelas feiras de ciências afiliadas. Segundo o professor Magno Barbosa, os alunos chegaram à Ciência Jovem a partir da 1ª MOSTRAR: http://www.youtube.com/watch?v=X4tgTJ9urkg 

Muitos deles participaram da Mostra Científica das Escolas públicas em Araçuaí, sendo levados até a feira Nacional. “A perspectiva era chegar até a feira internacional, mas estamos satisfeitos por ter conseguido apresentar o nosso trabalho em âmbito nacional. Por ser a primeira vez, serve como uma grande experiência para nós e os alunos”, comenta o professor Magno.

A comitiva partiu de Araçuaí - MG na segunda feira, 28/10/2013, com escala em Confins MG. Na terça feira, 29/10/203, a comitiva segui viagem, embarcando voo com escala em Brasília – DF e chegando à Olinda - PE, por volta das 12:00 horas. 

O Irrigador foi apresentado na categoria Desenvolvimento Tecnológico e funciona a partir de um sensor de umidade que é ligado ao solo. Os dados de umidade do solo são coletados, automaticamente, a cada intervalo de tempo e, assim que o solo atinge uma umidade crítica, o dispositivo aciona um registro que libera a água de um reservatório, repondo a água ao mesmo. No instante em que a umidade volta à capacidade de campo, o dispositivo eletrônico desenvolvido pelos alunos com a orientação do professor Magno desliga o sistema de irrigação. A utilidade do projeto é quanto ao uso racional da água. “Assim como nós, a planta precisa de uma quantidade certa de água, nem mais e nem menos. O sensor é para isso, ele vai detectar a umidade do solo e aplicar a quantidade certa de água “explicam as alunas Karolina Berg e Maria Laura. Este projeto chegou a se notícia no portal G1 de Pernambuco, conforme link:http://g1.globo.com/pernambuco/vestibular-e-educacao/noticia/2013/10/em-olinda-feira-de-ciencias-reune-320-projetos-de-escolas-de-todo-o-brasil.html

O projeto dos orientados do professor Natalino, também está voltado para o eixo da sustentabilidade ambiental, pois é uma alternativa para o controle de resíduos gerado pela intensa atividade agrícola brasileira. O trabalho do biofertilizante foi apresentado na categoria iniciação científica. Neste projeto, os estudantes de agroecologia (Gabriel e Lauane) estudaram desde a fase de produção de biogás até a avaliação de parâmetros vegetativos da cultura do feijão que recebeu diferentes doses de biofertilizante como fonte nutricional.

O Prof. Natalino relata que participar de um evento nacional deste porte é um motivo de satisfação e orgulho, principalmente porque permite uma troca de experiência e saberes entre os envolvidos, ao mesmo tempo que valoriza o trabalho de todos os participantes, desenvolvido nas suas escolas de origem. Comenta ainda que a participação neste evento despertará o interesse e motivará os estudantes do IFNMG – Campus Araçuaí a participarem dos projetos de pesquisa, pois novos eventos e possibilidades de participação estão por vir.
  
Fonte: Prof.º Magno Barbosa Dias / IFNMG – Campus Araçuaí

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

PREFEITOS DO ALTO JEQUITINHONHA DECIDEM FECHAR PORTAS POR 2 DIAS

Movimento tem como objetivo chamar a atenção contra a queda no repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e ainda contra o excesso de encargos assumidos pelas prefeituras com os convênios firmados com os governos federal e estadual.

A decisão foi tomada durante assembléia realizada em Diamantina. Foto: Acontece Regional
A principal proposta aprovada foi a paralisação, nos dias 12 e 13 de dezembro, das atividades municipais, em caráter simbólico e com todos os cuidados legais, como forma de chamar a atenção para a situação preocupante na qual os municípios chegaram neste final de ano.

O encontro foi realizado nesta quinta-feira (7) em Diamantina, na sede da Amaje (Associação dos Municípios do Alto Jequitinhonha), cujo presidente é o prefeito de Angelândia, Thiago Pimenta. A entidade reúne 21 municípios, dos quais 15 compareceram.

O objetivo da mobilização, conforme Thiago Pimenta, é garantir maior participação das cidades no bolo de recursos arrecadados pelo Estado e pela União e repassados por meio do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Atualmente, de cada R$ 100, apenas R$ 18,70 ficam com o município.

Por outro lado, os prefeitos têm assumido novas atribuições a cada dia, como é o caso do fim dos lixões e da manutenção dos equipamentos de iluminação pública. 

Em Capelinha, por exemplo, dos R$ 57 milhões previstos como arrecadação para 2013, apenas R$ 32 milhões foram obtidos até outubro. Ou seja: a apenas dois meses para o fim do ano, faltam R$ 25 milhões para o município fechar o ano dentro da previsão orçamentária. “É uma meta impossível de atingir dentro da realidade hoje de queda brutal nos repasses e na arrecadação como um todo”, admite o prefeito de Capelinha, José Antônio Alves de Souza, o Zezinho da Vitalina.

A proposta da Amaje é que os municípios de sua influência formem caravanas para juntar-se, no dia 13 de dezembro, ao ato público intitulado “Dia do Basta - Minas Quebra o Silêncio”, que ocorrerá em Belo Horizonte.

O ato está sendo organizado pela Associação Mineira dos Municípios (AMM).

PORTAS FECHADAS POR DOIS MESES E CORTE NA FOLHA

Diante da situação de queda na arrecadação, que se repete em todos os municípios do Alto Jequitinhonha, há casos em que os prefeitos estudam até mesmo a suspensão temporária de serviços municipais, como adianta o prefeito de Angelândia Thiago Pimenta. “Vamos manter apenas o serviço de urgência e emergência e a limpeza urbana, pois não há recursos para manter o funcionamento da máquina”, diz. 

No caso de Angelândia, o prefeito Thiago Pimenta informou que  publicará um decreto fechando a prefeitura assim que terminar o período escolar, por volta do dia 20 de dezembro, e somente a reabrirá na segunda quinzena de fevereiro de 2014. 

Já o prefeito de Senador Modestino Gonçalves, Hernane Araujo de Oliveira, disse não ter encontrado outra alternativa senão reduzir o quadro de funcionários. “Até agora conseguimos manter a folha em dia, mas fornecedores já estão em atraso e não sabemos até quando vamos ter recursos para pagamento de pessoal”, declarou ele. A lista de demissões incluirá funcionários comissionados e contratados. 

CANDIDATOS EM 2014 TERÃO DE ASSUMIR COMPROMISSO COM AUMENTO NO FUNDO DE PARTICIPAÇÃO.

A Associação dos Municípios do Alto Jequitinhonha (Amaje) se comprometeu, na reunião desta quinta-feira, 07/11, a cobrar de todas os políticos que fizerem campanha na região, nas eleições do ano que vem, que assumam o compromisso de rever a divisão das receitas, aumentando o Fundo de Participação dos Municípios (FPM), dentre outras formas de elevar os caixas.

A proposta da Amaje é que os municípios de sua influência formem caravanas para juntar-se, no dia 13 de dezembro, ao ato público intitulado “Dia do Basta - Minas Quebra o Silêncio”, que ocorrerá em Belo Horizonte. O ato está sendo organizado pela Associação Mineira dos Municípios (AMM).


Fonte: Acontece Regional

INSCRIÇÕES PARA A 4ª EDIÇÃO DO SELO UNICEF SE ENCERRAM NO DIA 14

Em Minas Gerais, mais de 140 municípios podem participar do projeto.

Selo UNICEF busca auxiliar gestores na melhoria da qualidade de vida de meninas e meninos. Quase 50 mil crianças e adolescentes mineiros já serão beneficiadas.


No dia 14 de novembro se encerram as inscrições para o Selo UNICEF Município Aprovado Edição 2013-2016. Realizado pelo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), o projeto busca auxiliar gestores na melhoria da qualidade de vida de crianças e adolescentes. Nesta edição, podem se inscrever cerca de 1.500 municípios da área de atuação do Programa Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAN Brasil), localizados em dez estados brasileiros. Em Minas Gerais, 142 municípios estão localizados nessa área.

A coordenadora do Selo UNICEF em Minas Gerais, Adriana Mitre, afirma que o projeto tem como objetivo reduzir as desigualdades regionais do país por meio do fortalecimento das gestões municipais da região semiárida brasileira e do alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e das Metas Pós-2015. Até então, já serão beneficiadas quase 50 mil crianças e adolescentes de municípios mineiros que aderiram à iniciativa, mas esse número ainda poderá ser ampliado.

As inscrições podem ser feitas pelos(as) prefeitos(as), por meio da assinatura e envio do Termo de Adesão para o escritório da secretaria executiva do Selo UNICEF em cada estado. Em Minas Gerais, o escritório se localiza na Oficina de Imagens, em Belo Horizonte.

Minas Gerais

No Semiárido mineiro, o Selo UNICEF é desenvolvido desde 2005, em parceria com a Oficina de Imagens. Na última edição, 2009-2012, 28 dos 123 municípios inscritos no Selo receberam a certificação internacional devido à melhoria de indicadores sociais na área da educação, saúde e assistência social. Entre cidades agraciadas, está Mata Verde, que foi certificada com o Selo pela primeira vez.

A articuladora de Mata Verde na última edição, Risélia Dias, afirma que o Selo UNICEF contribui para a sensibilização da comunidade e dos órgãos municipais para além dos três anos de duração do projeto.  “A mudança na consciência das pessoas, dos órgãos e a obtenção do próprio Selo fez o município mais responsável por suas crianças e seus adolescentes. Desde o fim da edição passada, o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Mata Verde já promoveu duas audiências públicas, participou da elaboração do Plano Plurianual, realizou a 1ª Semana do Conselho Tutelar, fomentou a criação do Programa Família Acolhedora, além de outras ações”, explica.

Como participar

Os(As) gestores(as) municipais interessados(as) em participar da iniciativa devem ler o Regulamento, preencher e assinar o Termo de Adesão, indicando o nome da pessoa que vai assumir o papel de Articulador(a) municipal, responsável por coordenar o Selo no município e fazer a interlocução com o UNICEF. É recomendável que o(a) presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) também assine o Termo de Adesão. Para ter acesso ao regulamento e termo de adesão basta acessar o site: www.selounicef.org.br.

O município que adere à iniciativa recebe capacitações, materiais e metodologias, que têm como proposta intensificar a atuação da gestão municipal, a comunicação e mobilização social para o fortalecimento das políticas públicas da área da infância e adolescência.

A nova edição do Selo UNICEF Município Aprovado no Semiárido será realizado com o apoio do Governo Federal, PETROBRAS, Fundação Telefônica, COELCE e CEMAR, em parceria com organizações não governamentais, responsáveis pela implementação das atividades em 10 Estados da região.

INFORMAÇÕES

Oficina de Imagens - Comunicação e Educação
Adriana Mitre /Reginaldo Alves
Telefone: (31) 3465-6800/6809
E-mail: selounicef@oficinadeimagens.org.br
Endereço: Rua Salinas, nº 1101, Floresta - Belo Horizonte, MG, CEP 31.015-365

Assessoria de Comunicação para UNICEF São Paulo
Adriana Alvarenga
Telefone: (11) 3278-5707

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

SENAR CAPACITA PRESOS EM ITAOBIM-MG

Quinze detentos do presídio de Itaobim, no Vale do Jequitinhonha, participaram do curso de Artesanato de Fibras Flexíveis do SENAR MINAS (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), promovido em parceria com o Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego) e a  Associação dos Produtores Rurais de Itaobim.


O curso de 160 horas, dividido em quatro módulos, foi iniciativa do diretor-geral do presídio, Clayton Regis Cardoso. Ele acredita que o curso é mais que uma ferramenta de motivação. “É uma inovação do sistema prisional, muito importante no processo de ressocialização dos detentos”, destaca.  

Produtos fabricados pelos detentos

P.R, ex-aluno do curso de horticultura do SENAR, em outro presídio, se mostrou muito interessado com o curso de artesanato. “Com esse conhecimento, estou pensando em criar um negocio quando sair daqui”, disse. Já P.D afirma que vai passar o que aprendeu aos filhos e aumentar a renda familiar.

O curso foi ministrado pela instrutora Guiomar Mendes Lourenço. “A turma estava bastante entusiasmada. Os alunos são atenciosos e interessados. É gratificante contribuir com o processo de ressocialização desses detentos”, ressalta.  Guiomar acrescentou que a fartura da matéria-prima na região é um fator facilitador para a continuação do trabalho fora da prisão.


Por Daniella Leite, de Araçuaí (http://www.sistemafaemg.org.br)

Meninos do Araçuaí lança projeto de resgate de memória em comemoração aos seus 15 anos

O trabalho reúne quatro CDs e apresentações de teatro em parceria com o grupo Ponto de Partida.

















O grupo Meninos do Araçuaí está assoprando velinhas em novembro. Ao longo dos 15 anos de existência, o grupo formado por meninos e meninas da região do Vale do Jequitinhonha, considerada por muito tempo uma das mais pobres do país, vem realizando apresentações com o melhor da cultura brasileira e uma musicalidade única. Para honrar essa bonita trajetória, o coro está lançando, junto com o grupo de teatro Ponto de Partida e com o apoio do Programa Natura Musical, o projeto Presente de Vô, composto por uma coletânea de quatro CDs e apresentações teatrais que passarão por cinco cidades brasileiras, entre elas Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.

A coerência do projeto está relacionada à temática da memória e do sonho, que serviu de inspiração para que os envolvidos fizessem uma extensa pesquisa de resgate das raízes brasileiras e até da própria cultura dos Meninos do Araçuaí. Tudo isso fez com que o trabalho tivesse uma mistura de povos indígenas e africanos, de ritmos tipicamente brasileiros e de grandes nomes da MPB, como Chico Buarque, Tom Jobim e Caetano Veloso.

A coletânea estará à venda a partir de novembro nas lojas e no site da Livraria Cultura, por R$ 89,90. Já os espetáculos custarão R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada) e estarão à venda na bilheteria de cada espetáculo. Em entrevista à CRESCER, a diretora do Ponto de Partida e organizadora do Presente de Vô, Regina Bertola, conta um pouco mais sobre a produção do projeto.

CRESCER: Como nasceu a ideia de, em vez de lançar músicas novas, mergulhar nas raízes brasileiras?

Regina Bertola: Isso já é um princípio que norteia todo o trabalho do Ponto de Partida. A cada álbum, temos o cuidado de fazer pesquisas extensas e trazer o que tem de melhor nessa memória da cultura brasileira. Com os 15 anos do grupo, resolvi ir atrás da ancestralidade da família daqui, da herança da região do Vale do Jequitinhonha, que é onde estão essas crianças, de ritmos genuinamente brasileiros, como é o caso do moçambique, por exemplo. É um ritmo dos escravos e está mesclado em algumas músicas dos CDs e do espetáculo. Claro que só um décimo da plateia vai saber disso, mas não importa, porque todo mundo vai beber dessa música, desse ritmo ancestral. Acredito que a gente, como nação, só enriquece se cuidar do legado, da herança e, ao mesmo tempo, acrescentar um pouco da gente para as próximas gerações.

C.: De que maneira os meninos do Araçuaí ajudaram na concepção e concretização do projeto?

R.B.: Nós estimulamos muito os meninos nessa questão da investigação do quem sou eu, como sou, para onde vou, o que me faz ser dessa forma, por que a música que eu canto é assim. É um trabalho de resgate da identidade mesmo, para que mergulhem na região deles e tirem tudo o que tem de bom lá. Eles moram em uma região que todo mundo diz que é a mais miserável do país. Você, criança, ouvindo isso, como vai reagir? Como coitadinho? Não, o nosso trabalho, desde o começo, sempre caminhou na contramão disso. Queremos que os meninos entendam que eles têm uma herança musical, de cantigas antigas, que é muito única. E isso é riqueza que precisa ser partilhada. No Presente de Vô, em especial, fomos com eles visitar as famílias e eles perguntaram para os avós de que músicas gostavam, que canções ouviam quando pequenos. Isso ajudou a entender o que deveríamos colocar no trabalho.

C.: Você pode explicar um pouco sobre a divisão dos CDs? Existe alguma ordem para ouvi-los?

R.B.: Foram oito meses de pesquisa. Ao final, percebemos que o material era tão extenso e rico que resolvemos fazer quatro CDs, os quais levaram mais seis meses para serem produzidos. Não tem uma ordem para ouvir e o legal é justamente isso. Você escuta cada um e entende uma história diferente. Eu aconselho ouvir primeiro a Oficina do Cambeva, que conta a história de um restaurador de memória, o neto e o ajudante, e o último, o Zalém e Calunga, que são dois catadores de lembranças conhecidos por catalogar as memórias do mundo inteiro. O Sonhambulantes fala de uma menina cujo defeito – ou qualidade – é sonhar acordada e é o que concentra mais músicas do pessoal do Vale do Jequitinhonha. O Temporina Já Foi Menina? é sobre uma mulher que perdeu suas memórias de infância e agora precisa recuperá-las. Este último concentra mais músicas originais, feitas especialmente para a coleção. É só uma sugestão, já que o legal é que cada personagem entra na história do outro e, quando acaba, você tem um grande quadro. O espetáculo é um resumo das quatro histórias que, na verdade, forma um quinto enredo.

C.: Ao longo desses 15 anos, muitas gerações de meninos do Araçuaí já passaram por vocês. Você, que acompanha todos desde o início, sentiu mudanças no perfil das crianças ou no jeito de elas encararem a música?

R.B.: Já estamos na 12ª geração de meninos. Muitos deles já são até pais e mães, estão formados, são professores. O que percebemos é que, entra grupo, sai grupo, a característica é a mesma. Eles entram cabisbaixos e saem com o nariz lá em cima. No palco, fazem parte do mundo, e isso melhora muito a autoestima. Quando acaba a peça, a plateia levanta e aplaude delirantemente. E não é porque são crianças, mas porque são muito competentes, é um reconhecimento do trabalho. Percebi que, ao longo dos anos de trabalho, conseguimos sistematizar uma metodologia para preparar as crianças no palco para cantar e atuar. A sonoridade muda de geração para geração, mas a qualidade nunca cai. E isso é o mais marcante.

Por Andressa Basílio, da Revista Crescer

terça-feira, 5 de novembro de 2013

MINAS NOVAS-MG: SOBRADO DÁRIO MAGALHÃES É RESTAURADO

O sobrado fica em Minas Novas. O imóvel teve obras pelo programa Minas Patrimônio Vivo.

O Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais, entregou a obra que estava sendo restaurada dentro do programa Minas Patrimônio Vivo. Trata-se da primeira etapa das obras de restauração arquitetônica do Sobrado Dário Magalhães, em Minas Novas.
 
Sobrado Dário Magalhães, em Minas Novas. Foto: Eduardo Borges
A intervenção no Sobrado Dário Magalhães começou em fevereiro deste ano, tendo sido concluída a primeira etapa no dia 22 de outubro. A obra, que custou até agora mais de R$ 820 mil, consistiu em restauro da cobertura, pisos, portas, janelas, estrutura predial e pintura.

Minas Patrimônio Vivo

O programa Minas Patrimônio Vivo foi criado pelo governador em 2011 e trabalha a proteção do patrimônio cultural de Minas Gerais, sendo executado pela Secretaria de Cultura do Estado através do Iepha/MG. O programa prevê uma série de ações simultâneas que tem como objetivo restaurar e conservar a estrutura física dos bens tombados e também garantir a segurança de obras artísticas a partir da instalação de sistemas contra furtos, de prevenção e combate a incêndios. Na primeira etapa estão sendo investidos R$5.686.405,49 para a recuperação de 16 bens. O prazo de conclusão dos contratos é de 3 a 5 meses, para projetos, e de 6 a 18 meses, para obras.

Outras obras


Em março foram finalizadas as obras de restauração arquitetônica do Sobrado do Inconfidente Domingos de Abreu Vieira, em Berilo, no valor de R$ 365 mil. Já no mês de abril, o Iepha-MG recebeu as obras da 2ª etapa de restauração da Igreja de são Francisco de Assis, em Pitangui, custando R$ 237 mil.

Via Estado de Minas (com alterações)

DIAMANTINA-MG REALIZA FESTIVAL GASTRÔ

De 8 a 17 próximo, acontece a 4ª edição do Diamantina Gourmet – Festival de Gastronomia e Cultura de Diamantina. Com o tema “Homenagem à Bossa Nova”, o evento vai reunir os temperos e os ingredientes ao melhor do gênero musical criado, no fim dos anos 50, por João Gilberto, Vinícius de Moraes e Tom Jobim.
 
Beco da Tecla.
Foto: http://casalgastromg.blogspot.com.br

Nessa 4ª edição, haverá oficinas gastronômicas gratuitas para moradores e visitantes, com duração de 60 minutos, assim como os cursos de culinária típica mineira e de bombons e trufas, de 16 horas cada. As inscrições podem ser feitas pelo e-mail dtnagourmet@gmail.com.

sábado, 2 de novembro de 2013

MINAS NOVAS LANÇA PLANO DE SANEAMENTO BÁSICO. PARTICIPE!

Seguindo as orientações da Lei Federal 11445/07, a Prefeitura de Minas Novas desenvolve o Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB), que representa um conjunto de estudos para averiguar os problemas de saneamento, apresentando as possíveis soluções – os prognósticos. O estudo tratará de quatro grandes temas: água, esgoto, lixo e água de chuva.


O PMSB será desenvolvido junto com a população minasnovense, que, durante as diversas reuniões públicas, poderá contribuir para seu desenvolvimento. Essa é sua chance de opinar como e onde deve ser gasto o dinheiro público.

Pesquisa - Os agentes de saúde irão a várias casas para verificação da prestação dos serviços de saneamento básico e colher opiniões dos moradores. Responda sinceramente e ajude o seu município a ficar cada vez melhor.

O estudo possibilitará o planejamento de “como, onde e quando” os gestores públicos deverão investir em saneamento básico nos próximos 20 anos.

Participe das reuniões, das audiências públicas e seja um delegado com direito a voto durante a Conferência Municipal de Saneamento Básico.

É a vez do minasnovense participar, não fique de fora!

Água: Leva a vida por onde passa 

O Plano Municipal de Saneamento Básico vai avaliar e planejar o abastecimento de água em todo o seu município. Como a distribuição da água é feita, se a água vem de poço, de cisterna ou nascente. Irá avaliar a qualidade desse serviço, se existe intermitência, falta d’água prolongada ou racionamento.

Esgoto: Para viver em comunidade e em harmonia com o meio ambiente 

O PMSB irá avaliar a existência de coleta de esgoto no seu município. Se ele é tratado, se corre a céu aberto. Se na sua casa existe fossa séptica ou negra, ou qualquer outra forma de destinação. Irá avaliar também se a rede de esgoto está ligada na rede de água de chuva e a qualidade da prestação do serviço.

Drenagem: Trabalhando a água da chuva para a segurança e sustentabilidade

O PMSB irá avaliar se existem áreas de inundações em seu município. Em que locais ocorre e qual a frequência. Se a sua rua alaga quando chove, se os bueiros entopem ou se existem ligações de água de chuva na rede de esgoto.

Lixo: Para uma vida limpa e um ambiente saudável 

Resíduos sólidos (lixo): O PMSB quer saber como é feita a coleta de lixo no seu município. Com que periodicidade o serviço é realizado, qual a destinação do lixo. Se existe coleta seletiva. Se é feita a varrição nas ruas. Se você está satisfeito com os serviços prestados e qual a sua contribuição.

*Com dica da Eng. Ambiental Fernanda Machado

PRODUTORES DE ITAMARANDIBA APRIMORAM CONHECIMENTOS DE APICULTURA

À medida que o instrutor passava as informações, Cidnéia Fernandes anotava cada detalhe no seu caderno. Ela foi uma das 12 participantes do Curso de Apicultura realizado em Itamarandiba, no Vale do Jequitinhonha. O evento foi uma promoção do Sindicato dos Produtores Rurais do município em parceria com Senar Minas.

Foto ilustrativa
Assim como a maioria dos participantes, Cidnéia Fernandes também estava em busca de mais conhecimento para um novo negócio. “Há algum tempo o meu irmão e eu nos interessamos pela apicultura e surgiu essa oportunidade de fazer o curso. Eu procurei anotar tudo para passar o aprendizado para ele. Vamos começar do zero, mas acredito que o conhecimento que adquirimos sobre as abelhas, o pólen, geléia real, própolis, a maneira correta de se trabalhar com o mel vai nos ajudar neste início. Cada detalhe foi importante.”

Além de ensinar aqueles que estão começando na apicultura, o objetivo do curso é também fortalecer a atividade, capacitando as pessoas que já lidam com a produção apícola, como explica o instrutor Gildásio Santos.

“Nesta região é grande o número de pessoas que trabalham na produção de mel, cera, geléia real, rainhas e própolis. Por isso, a maioria dos participantes deste curso já tem envolvimento com a apicultura ou tem algum familiar envolvido com a atividade. Espero que eles possam dar continuidade à produção que cresce a cada dia”, afirma Gildásio.

Empolgados com tudo que aprenderam no curso, os participantes afirmaram que vão se reunir nos próximos dias e dar início a criação de uma associação. “Acho que seria algo muito importante e saudável para esse grupo. Eles permaneceram atentos a tudo que foi dito, anotaram tudo e a criação desta associação com certeza vai fortalecer o trabalho deles”, ressalta o instrutor.

*Por Diego Souza, de Governador Valadares


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