segunda-feira, 4 de abril de 2016

Com status de estrada federal, BR-367 lembra trilha com buracos, valas e poeira

Suas más condições fazem de Chapada do Norte, Jacinto e Salto da Divisa três dos únicos cinco municípios mineiros sem ligação asfáltica.

Berilo, Chapada do Norte e Minas Novas – O Fiat Uno de lataria maltratada, tanque de combustível, peito de aço e cárter com várias soldas e remendos é um guerreiro das estradas. Nele, o motorista João Soares de Mendonça, de 56 anos, faz o que muitos no Vale do Jequitinhonha temem: leva gestantes, doentes, idosos, estudantes e trabalhadores de Chapada do Norte para Minas Novas (20 quilômetros de distância) ou para Berilo (21 quilômetros). Com experiência e disposição, mergulha na poeira da BR-367, desviando-se de buracos, controlando a trepidação sobre pedras, as quedas em valas, os atoleiros e os lamaçais escorregadios. Mas, às vezes, nem mesmo o Uno batalhador de João Soares consegue vencer a degradação dessa rodovia federal, que é considerada uma das piores do estado – sobretudo quando chove por mais de dois dias ou quando o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) deixa de dar manutenção nos trechos de terra que fazem de Chapada do Norte um dos cinco municípios mineiros ainda isolados por falta de asfalto.
BR-367 é uma das piores do Brasil: confira o vídeo
Apesar de não ter um título – como a BR-381, conhecida como a “Rodovia da Morte” pelo grande volume de vítimas de suas curvas fechadas – nem concentrar um número acentuado de acidentes, como as BRs 040 e 116, a BR-367 figura no grupo de vias que não precisam de problemas pontuais em pontes e barreiras para se tornar intransitável. A reportagem do Estado de Minas acompanhou os dramas e as dificuldades de quem precisa trafegar por rodovias que são consideradas as mais precárias de Minas Gerais para mostrar que o abandono e a falta de melhorias para caminhos que são importantes ligações regionais paralisam atividades econômicas e impedem o desenvolvimento social em vários municípios, que só podem recorrer a essas estradas.

O maior aperto que o motorista João Soares já passou foi quando uma mulher teve de dar à luz dentro do Uno. “Fiquei preso no barro de um morro quando levava a moça para o hospital, em Chapada. A sorte é que passou uma caminhonete traçada (com tração nas quatro rodas) da Polícia Militar e o guarda fez o parto dentro do meu carro. Não fosse isso, corria o risco de a mulher e de o bebê morrerem, porque não tinha ninguém para fazer nascer a criança”, lembra. “Desde que tinha 8 anos escuto falarem que o asfalto vai sair, mas não sai nada. E a gente fica aqui, se arrebentando nesse mundo véio (sic) de pedras e barro dessa rodovia”, desabafa.

No meio da estrada, surge uma placa que indica início do asfalto a 300 metros. Parece um alento. Mas o que deveria ser um alívio engana quem desconhece a estrada. São apenas 700 metros de asfalto, que compreendem duas curvas, até uma nova placa alertar para o fim do pavimento a 300 metros. Joaquim Santana, de 47, motorista de escolar, lembra quando construíram aquela parte. “Aquilo (o pequeno trecho pavimentado) é um tapa na nossa cara. Vieram uns engravatados aqui, mediram, trouxeram máquinas, fizeram um quilômetro de asfalto e depois foram embora. Deixaram a gente aqui, destruindo os carros.

A suspensão quebra, os pneus cortam; temos pneus novos na garagem que já estão cortados por causa das pedras. E, pior, os alunos vivem chegando atrasados. Uma viagem que levaria menos de 40 minutos é feita sempre em mais de uma hora”, calcula. Por causa dessas condições, uma linha de ônibus que fazia o itinerário de Minas Novas a Chapada do Norte parou de circular desde janeiro. Segundo o especialista em transporte e trânsito Silvestre de Andrade Puty Filho, asfaltar um segmento tão pequeno no meio de uma estrada de terra não faz sentido do ponto de vista da engenharia.
Juarez Rodrigues/EM/DA Press
Asfalto, quando existe, é em trecho de 700 metros que só aumenta a indignação dos motoristas (foto: Juarez Rodrigues/EM/DA Press)

Uma das pontes de madeira do caminho para Berilo já cedeu duas vezes, com caminhões caindo no Rio Capivari. O limite de peso chegou a ser estabelecido em 12 toneladas, mas veículos de transporte de carga mais pesados do que isso continuam a passar pelo local, comprometendo ainda mais a segurança e a vida útil da estrutura já precária. Os mesmos problemas afligem outros municípios sem ligações asfálticas, como Jacinto e Salto da Divisa, também na BR-367, além de São João das Missões e Montalvânia, na BR-135, no Norte de Minas.

Via Estado de Minas

sexta-feira, 18 de março de 2016

CACHOLA EMPREENDEDORA ABRE INSCRIÇÕES NO VALE DO JEQUITINHONHA

Projeto vai reunir jovens para propor e desenvolver ideias de empreendedorismo social em suas comunidades

Estão abertas, até o 27 de Março, as inscrições para o projeto Cachola Empreendedora – Laboratório de ideias. Durante o ano de 2016, o projeto vai promover encontros entre jovens de municípios do baixo e médio Jequitinhonha e estimular o desenvolvimento de soluções para demandas locais. O Cachola é uma iniciativa da Fundação Telefônica (SP), em parceria com o Cededica-Vale (Pedra Azul), a Casa da Juventude (Itaobim) e a organização Monsa (Almenara).


Podem se inscrever jovens de 15 a 29 anos, moradores de Pedra Azul, Almenara, Itaobim, Ponto dos Volantes, Itinga, Bandeira e Jequitinhonha.  O principal critério para a participação é o interesse e a disposição para propor ideias transformadoras. Serão selecionados 500 jovens, que vão participar de encontros presenciais em Pedra Azul, Almenara e Itaobim (conforme proximidade da cidade do participante) e atividades à distância por meio de grupos do Facebook.

A partir de um diagnóstico das demandas dos municípios, os jovens vão propor ideias para solucionar problemas ou potencializar iniciativas de suas comunidades. As ideias serão testadas e desenvolvidas ao longo do ano, com o apoio de educadores e profissionais. Para isso, o grupo terá formações em empreendedorismo, tecnologia, mobilização social e direitos das juventudes. Ao fim do projeto, a  ideia poderá ser escolhida para receber apoio da Fundação Telefônica.
O projeto, que está sendo desenvolvido no Vale do Jequitinhonha pelo segundo ano,  é parte da Plataformmasa de Desenvolvimento de Empreendedores da Fundação Telefônica, que desenvolve iniciativas semelhantes nos estados de São Paulo e Pará.
A inscrição pode ser realizada por meio do formulário disponível online ou presencialmente nos endereços abaixo:

Almenara: Rua Deraldo Guimarães, 85 – Centro (Monsa)
Pedra Azul: Praça Hormino de Almeida, 214 – Centro (CEDEDICA-VALE)
Itaobim -  Rua 02, 171 – São Cristovão (Casa da Juventude)

Serviço:

O quê: Inscrições abertas para o projeto Cachola Empreendedora – Laboratório de ideias
Para quem: jovens de 15 a 29 anos, moradores de Pedra Azul, Itaobim,  Almenara, Bandeira, Jequitinhonha, Ponto dos Volantes e Itinga.
Quando: até o dia 27 de Março
Onde: online www.cededica-vale.com.br  ou presencialmente nos endereços
Almenara: Rua Deraldo Guimarães, 85 – Centro (Monsa)
Pedra Azul: Praça Hormino de Almeida, 214 – Centro (CEDEDICA-VALE)
Itaobim -  Rua 02, 171 – São Cristovão (Casa da Juventude)

sexta-feira, 11 de março de 2016

ELIEZER GONÇALVES: CLIPE MUSICAL DO VALE É PREMIADO EM FESTIVAL NACIONAL

Natural de Coronel Murta, Eliezer Gonçalves venceu na categoria “Prêmio do Público para Videoclipe de Música Própria”.

O Clipe “All Star”, faixa 2 do cd "Afinal, tudo é subjetivo?", lançado em 2015, pelo murtense Eliezer Gonçalves, foi premiado na 4ª edição do Festival de Clipes e Bandas. O estudante de Geografia, que se declara “apaixonado por musica”, compõe desde a adolescência. A música vencedora, inclusive, foi composta na sua adolescência. O festival de clipes e bandas é o maior festival de clipes do Brasil e conta com um acervo que vai de Tom Zé a Marcelo Jeneci.

O mineiro define a música “como uma musica simples, com uma guitarra complexa e um contrabaixo marcante”. A critica belorizontina avaliou sua voz como "Canto de sussurro".

Atualmente morando em Belo Horizonte, a carreira de Eliezer está despontando, tenho feito participações em programas de TV e rádios, além de tocar em eventos dentro e fora de Belo Horizonte.

Eliezer Gonçalves no Clipe All Star

“Sou extremamente fã do Vale, das pessoas do Vale. Amo o Jequitinhonha, estudo a questão indígena no Vale e sou apaixonado pelos cantores do Vale, como Paulinho Pedra Azul, Rubinho do Vale e Pereira da Viola”, afirma Eliezer.

Perfil no Facebook: Eliezer Gonçalves
Página no Facebook: Eliezer Gonçalves
Canal no Youtube: Canal Eliezer Gonçalves

Acompanhe o Clipe All Star:

quinta-feira, 3 de março de 2016

MORRE, AOS 55 ANOS, TICO NEVES, JORNALISTA E EX-PREFEITO DE CAPELINHA

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Faleceu no início da tarde desta quinta-feira, 3 de março de 2016, aos 55 anos, o jornalista, ex-vereador, ex-prefeito e secretário de comunicação social da Prefeitura de Capelinha, Valmir Sebastião Neves, de 55 anos. Tico Neves, como era conhecido, lutava contra um câncer desde junho de 2014 e veio a óbito no Hospital Felício Rocho, em Belo Horizonte.

A Prefeitura Municipal decretou luto oficial de sete dias. O mutirão de limpeza e combate ao mosquito Aedes Aegypti, marcado para esta sexta-feira, 4 de março, foi cancelado.



Tico Neves no estúdio da Rádio Aranãs FM – Foto: Arquivo / Tico Neves


Trajetória


Tico Neves nasceu em 29 de dezembro de 1960 e fez parte de uma prole de oito irmãos. Casou-se com Maria Geralda Neves (Preta Vieira), com quem teve três filhas (Maria Tereza, Maria Luíza e Ana Beatriz). Formou-se em jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG) em 1985 e no ano seguinte fundou o jornal Voz do Jequitinhonha, o primeiro impresso profissional de Capelinha.

O jornalista participou da criação da Festa do Capelinhense Ausente, promoveu eventos e era animador de todo tipo de festa que acontecia em Capelinha e várias cidades da região.

Em 1988 se elegeu vereador e continuou na carreira política até 2008. Coordenou algumas campanhas políticas, foi candidato a prefeito em 2000 e a deputado estadual em 2002. Tico Neves assumiu a administração municipal de Capelinha no período de 4 de março a 3 de dezembro de 2004.

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Nos anos 80, participou ativamente da Semana da Cultura e foi presidente da Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de Capelinha (ACIAC), por vários anos. Teve uma atuação marcante na Rádio Aranãs FM, desde a sua fundação em 1991, sendo seu gerente e depois diretor geral. Na emissora criou o programa Canta Minas, voltado para a música e a cultura mineira e foi o idealizador da Copa Aranãs FM de Futebol, evento que movimentou o esporte na região entre 2007 e 2013.

Em 2009, Tico Neves lançou o livro “No tempo das gabirobas”, um resgate da memória fotográfica e histórica de Capelinha. O livro enfoca o período de 1809, ano da fundação da cidade até 1975.

No início de 2013, assumiu a Secretaria de Comunicação de Capelinha e se afastou em meados de 2014. Em 2015 reassumiu a Secretaria, porém teve que retomar o tratamento.




Comoção

Um clima de luto e tristeza tomou Capelinha. Amigos, familiares e colegas de trabalho lamentam a perda. “Tico Neves, você foi um grande exemplo de amor a esta terra. No auge de seu entusiasmo, você gritava: “Valeu Capelinha!” Neste momento de sua partida para junto de Deus, todos nós capelinhenses lhe dizemos: Valeu, Tico Neves! Vá com Deus!”, historiador José Carlos Machado.

“Luto… Morre Tico Neves… Que Deus o receba de braços abertos e conforte o coração dos familiares e amigos… Há dois anos lutava contra um câncer. O momento é de muita tristeza… Descanse em paz meu amigo! Obrigado por tudo que me ensinou…”, locutor Rogério Chaves.

“Descanse em paz Tico Neves. Obrigado pelos ensinamentos e pela serenidade nos transmitida. Vá com Deus.”, vereador e radialista Jaílson Pereira.

“Tico Neves foi marco no radio e na vida publica. No Radio foi um grande professor de todos nós da Equipe Aranãs FM. Estamos aqui, todos perdidos, sem norte, ainda pegos pela triste notícia. Estamos silenciosos… Silêncio de quem partiu emudecido por uma doença, mas jamais calado por uma fé inabalável, de quem via no ‘mestre Jesus’ o amparo necessário. Vá em paz, amigo. Pois continuaremos nossa missão de narrar seus feitos, e assim, eternizar a tua maravilhosa e importante missão aqui na terra.”, vereador e locutor Cleuber

Via Aconteceu no Vale

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

"ARRANHA-CÉU HISTÓRICO EM RISCO AMEAÇA DESABAR NO VALE DO JEQUITINHONHA

O primeiro “arranha-céu” do Brasil corre o risco de cair por terra e levar junto parte da história mineira. A Justiça determinou a interdição do prédio conhecido como Sobradão da Vila do Fanado ou simplesmente Sobradão, em Minas Novas, na Região do Vale do Jequitinhonha, a 520 quilômetros de Belo Horizonte. Na ação proposta pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), foi pedida a recuperação, pela prefeitura local, do imóvel de quatro pavimentos datado do início do século 19, que abrigava setores administrativos, escola de música, museu e loja de artesanato até pouco tempo. “A situação é deplorável. Trata-se de uma edificação histórica, do período colonial, sofrendo com a falta de cuidados” disse o promotor de Justiça da comarca de Minas Novas, Daniel Lessa Costa.
Construído em 1821, com quatro pavimentos, o Sobradão ameaça ruir (foto: Emmanuel Pinheiro/EM/D.A Press - 15/10/2004)
Com tombamento municipal e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o Sobradão “poderá ruir” se não forem tomadas medidas urgentes. “Nesse imóvel, de propriedade da prefeitura, funcionava uma escola de música para crianças, daí aumentar nossa preocupação. Além de vidas humanas – que devem ser prioritariamente acauteladas – o patrimônio cultural nacional corre iminente risco de perda irreparável e não podemos nos calar”, acrescentou o autor da ação civil pública. Nesse trabalho, atuou também o titular da Coordenadoria das Promotorias de Justiça de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico de Minas Gerais (CPPC), Marcos Paulo de Souza Miranda.

No documento, os promotores explicam que, “apesar da extraordinária relevância para todos os entes da Federação, o imóvel está completamente abandonado e corre o risco iminente de ruir. O proprietário, município de Minas Novas, tem se omitido no dever de realização de medidas rotineiras de conservação e o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha), enquanto guardião do patrimônio cultural mineiro, apesar de ter realizado intervenções no prédio na década de 1980 e ter prometido, recentemente, investimentos em prol da edificação, nada fez além do exercício retórico”. O promotor explica que a prefeitura recebe recursos do ICMS Cultural (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e poderia aplicar no imóvel para preservá-lo.

PROVIDÊNCIAS O secretário municipal de Cultura, Turismo e Comunicação de Minas Novas, Adão Domingos Ramalho Coelho, informa que todas as providências foram tomadas, pela prefeitura, para resolver a situação. “Estamos em entendimentos com o Iphan e fomos informados de que a reforma da estrutura e obras emergenciais serão feitas”, disse o secretário. No prédio agora vazio, funcionavam a Secretaria de Cultura, o Museu Regional do Artesanato do Vale do Jequitinhonha, loja de artesanato e o Grêmio Lítero-musical Euterpe Conceição. A superintendente do Iphan em Minas, Célia Corsino, diz que os serviços emergenciais deverão ser feitos com dispensa de licitação, para evitar demora.

A direção do Iepha reconhece a importância histórica do imóvel e esclarece que ele não tem proteção por tombamento na esfera estadual. “A responsabilidade de manutenção e conservação é do proprietário, de forma compartilhada com o Iphan, órgão federal que fez o tombamento. O Iepha prioriza a preservação de bens culturais que não têm nenhuma forma de proteção. Entretanto, o Iepha está à disposição para prestar apoio técnico e orientações para busca de recursos para a recuperação do imóvel”, dizem os técnicos da instituição.

Saiba mais - Referência arquitetônica

Surgida no início do século 18, Minas Novas, antigo Arraial do Fanado, é uma das mais importantes cidades do período colonial mineiro, ainda guardando templos, ruas, além de edificações residenciais, comerciais e oficiais que contam parte da história do estado, conforme pesquisa do MPMG. A principal referência arquitetônica da cidade é o Sobradão, que conta com quatro pavimentos e é considerado o primeiro arranha-céu de Minas e do Brasil Colônia. Construído em 1821, tem estrutura de madeira e taipa, com dimensões incomuns para a época. A fachada considerada como principal apresenta quatro portas de loja no térreo, em vergas alteadas e vedação tipo calha. Nas laterais, há 30 janelas, três portas de loja e a porta principal. O prédio serviu como sede da Câmara e do Fórum de Minas Novas e, em 1856, quando o deputado Gabriel de Paula Fonseca apresentou à Assembleia Geral do Império projeto de lei propondo a criação da Província de Minas Novas – englobando o Sul da Bahia e o Norte – Nordeste de Minas Gerais, o Sobradão foi indicado para ser aproveitado como o Palácio do Governo.

Via Estado de Minas

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

MINASNOVENSE JOSÚ BARROSO TEM CARICATURA PUBLICADA EM LIVRO QUE HOMENAGEIA SÍLVIO SANTOS

Caricaturas do minasnovense já foram expostas em apresentação coletivas pelo Brasil e até no exterior.

O minasnovense Josú Barroso teve sua caricatura publicada no livro “85 Vezes Silvio Santos - As Melhores Caricaturas do Rei Dos Domingos”. O livro, que celebra os 85 anos de Silvio Santos, recebe uma homenagem inédita: os maiores caricaturistas do Brasil explicam, em traços e em palavras, por que o Homem do Baú continua sendo o maior ídolo da TV brasileira.
Caricatura de Sílvio Santos do artista Josú Barroso
Sob a curadoria do cartunista JAL, nomes consagrados como Mauricio de Sousa, Aroeira, Dalcio, Carcamo e Gepp participam desta brincadeira que acaba se transformando em aula de humor. Imperdível para quem é fã de Silvio Santos - e para quem ama a arte do desenho.
Quem é Josú Barroso
Nascido e criado em Minas Novas, trabalhou na adolescência como Guarda-Mirim na Secretaria de Cultura e Biblioteca municipal, que antes funcionavam no Sobradão.

Na escola, divertia a classe fazendo caricaturas dos professores e colegas. Atualmente, participa de exposições coletivas e realiza caricatura ao vivo em eventos principalmente em Ribeirão Preto-SP, onde reside atualmente.

Trabalha também com caricaturas de pessoas por encomenda, que você pode requerer clicando aqui.


Mais sobre Josú Barroso: clique aqui

Serviço:


sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

BLOCO MAGALHÃES: TRADIÇÃO DO INTERIOR AGITA O PRÉ-CARNAVAL DE BH

O Bloco Magalhães traz para BH toda a musicalidade e animação do tradicional “Carnaval Bom Demais” de Minas Novas.

Ao som de frevos e marchinhas o Bloco promete reunir a comunidade do Vale do Jequitinhonha que reside na cidade. “Oportunidade também para apresentar a nossa cultura aos foliões da capital”, ressalta Dalton Magalhães, cantor e compositor, integrante da banda do bloco.

O repertório tem forte influência dos “Novos Baianos” e “Frevo Pernambucano”, além de apresentar composições próprias e músicas que marcaram época como “O Bom Baiano”, “Atrás do Trio Elétrico”, “Eu Quero é Botar Meu Bloco na Rua”, dentre outras.


O Bloco Magalhães fará seu desfile no dia 30 de janeiro (sábado) com concentração em frente a Serraria Souza Pinto (debaixo do Viaduto Santa Tereza), às 16:00 horas, com trajeto até a Rua Sapucaí no Bairro Floresta.

O desfile na cidade de origem, Minas Novas, no Vale do Jequitinhonha, acontece no sábado de carnaval onde o bloco irá comemorar os dez anos de sua formação. Com o tema “Dentro de mim corre um rio” o bloco chama o folião para uma reflexão sobre a atualíssima questão da água e da sua responsabilidade sobre a seca e a morte dos rios.

Serviço:
Contato: 99355-7118 / 99138-5795

Carnaval em Minas Novas

A cidade de Minas Novas tem hoje o maior carnaval de rua do Vale do Jequitinhonha e um dos maiores de Minas. Tradição que remonta ao início da década de 80.

Minas Novas sofreu forte influência das manifestações populares do Carnaval de Salvador, que misturou o frevo pernambucano, ritmos afro-brasileiros, reggae, merengue, forró, maracatu e outros ritmos afro-latinos, criando o chamado axé music da Bahia, que culminou também com a popularização dos trios elétricos.

Nesta época, Minas Novas foi precursora do carnaval de rua em Minas Gerais, criando trios elétricos artesanais e formando músicos neste período de grande efervescência cultural.

Para saber mais sobre o Carnaval em Minas Novas 2016 clique aqui.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

CARNAVAL EM MINAS NOVAS-MG 2016: DIVULGADA PROGRAMAÇÃO OFICIAL

Prefeitura Municipal divulga cartaz oficial do tradicional Carnaval Bom Demais, em Minas Novas, Vale do Jequitinhonha, MG.

De 05 a 09 de Fevereiro de 2016, Minas Novas-MG terá o tradicional carnaval Bom Demais. A Prefeitura Municipal promete 16 horas de folia por dia, com Trio Elétrico, Mercado do Samba, Barragem das Almas, Matinês, Som Automotivo, Encontro de Blocos Caricatos e Carnaval da Melhor Idade.

Cartaz. Divulgação Oficial. CLIQUE PARA AMPLIAR
No sábado (06/02/16), a diversão é por conta de Reinaldinho da Bahia, ex-terra samba. No domingo (07/02) Gasparzinho comanda a festa. Segunda (08/02) Gil Melândia comanda o trio elétrico. Na terça-feira (09/02), a atração principal será Fernanda Garcya.


O carnaval contará ainda com as Bandas Alma Santa, Roger Castro, Túlio Macedo, Mulekes do Samba, Banda Kosmus e Samba da Preta.

MINAS NOVAS-MG: BANDIDOS ASSALTAM COMÉRCIO À MÃO ARMADA. DOIS SÃO PRESOS

Bandidos levaram R$200,00 em dinheiro, R$70.000,00 em cheques, além de celulares de funcionários da loja.

Dois bandidos assaltaram a loja “LG Auto Peças”, em Minas Novas-MG, na manhã da última segunda-feira (18/01/2016), utilizando-se, cada um, revolver cal.22 e cal.38. Outros dois comparsas aguardavam os bandidos do lado de fora do estabelecimento, para auxiliar na fuga.

Os bandidos chegaram na loja procurando por pneu e, durante o atendimento, anunciaram o assalto. Como ainda não havia dinheiro em caixa, foi levado somente R$200,00 reais. Irritados, pediram para abrir o cofre da empresa. Um funcionário chegou a ser agredido com a arma no braço e chutes nas costelas, para que abrisse o cofre, de onde foi levado cerca de R$70.000,00 em cheques. Os bandidos levaram ainda três celulares dos funcionários da loja.

Polícia recuperou três celulares das vítimas, além de impressora roupas, máquina de
cartão de crédito e dois revólveres dos bandidos. Foto: Divulgação PM

Após o assalto, os quatros bandidos fugiram pela BR-367 em um Gol branco, placa OVH-2584, sentido Chapada do Norte, mas foram surpreendidos na saída de Minas Novas pela Polícia Militar. Na fuga, dois bandidos pularam do veículo Gol e fugiram sentido o rio Fanado, na saída da BR-367. Inicialmente, somente um dos bandidos, Kennedy Neves de Sousa, de 21 anos, morador de Ribeirão das Neves-MG, foi preso. Com ele, foi encontrado os dois revólveres, calibre .22 e .38, além de dois celulares.

Posteriormente, as Polícias Militar e Civil continuaram com o patrulhamento pela BR-367, localizando o veículo utilizado na fuga em acesso secundário a Chapada do Norte-MG. No veículo, foram encontrados um celular, máquina de cartão de crédito, roupas e uma impressora.

Nova Prisão

Após a fuga, na última terça-feira (19/01) mais um bandido foi localizado na cidade de Teófilo Otoni. O bandido, que não teve ainda o nome revelado, era o dono do Gol branco utilizado na fuga e, segundo informações apuradas pelo Blog do Jequi, teria dado queixa na Polícia em Teófilo Otoni de um furto do seu veículo, agindo como se nada tivesse ocorrido. A polícia suspeitou do bandido e, em contato com a Polícia em Minas Novas, confirmou o ocorrido e efetuou a prisão dele.


Até o momento, os cheques ainda não foram recuperados.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

CARNAVAL MINAS NOVAS-MG 2016: DIVULGADAS AS ATRAÇÕES PRINCIPAIS

Foram divulgadas as principais atrações para o carnaval 2016 de Minas Novas, Vale do Jequitinhonha, MG. O carnaval, que é considerado um dos melhores do Vale do Jequitinhonha/Norte de Minas, acontecerá de 05 a 09 de fevereiro de 2016.

Principais Atrações Confirmadas:


06/02/2016 - Sábado - Reinaldinho da Bahia (ex-Terra Samba)
08/02/2016 - Segunda-feira - Gilmelândia
09/02/2016 - Terça-feira – Fernanda Garcia


Segundo a página do Facebook da Prefeitura de Minas Novas, ainda falta a divulgação da banda principal de Domingo (07/02/2016), além das demais atrações locais e regionais.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

EXPOSIÇÃO “DO PÓ DA TERRA” MOSTRA ARTE PRODUZIDA NO VALE DO JEQUITINHONHA

Arte produzida no Vale do Jequitinhonha, uma das regiões mais pobres do país, é tema de exposição de fotografias de Mauricio Nahas no Museu Afro Brasil
Documentário conta com a participação do artesão minasnovense Amauri Ferreira, considerado um dos melhores artesãos do Brasil. Foto: Maurício Nahas

Com curadoria de Diógenes Moura, mostra integra projeto Do Pó da Terra, que terá livro, documentário e obras dos artistas do Vale Jequitinhonha.


O Museu Afro Brasil, instituição da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, recebe a partir do dia 12 de novembro (quinta-feira), às 19h, a exposição “Do Pó da Terra”, com 50 imagens em preto e branco feitas pelo fotógrafo Mauricio Nahas no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais. A mostra, que tem curadoria de Diógenes Moura, faz parte de um projeto que envolve o lançamento de um livro de fotografias e de um longa documentário, todos produzidos com um mesmo objetivo: revelar quem são e como vivem os artistas da região, em sua maioria mulheres.

O projeto Do Pó́ da Terra, idealizado pelo produtor e agente fotográfico Fernando Machado, tem como objetivo lançar um novo olhar – mais verdadeiro e sensível – sobre a produção artística em cerâmica e argila dos moradores da região conhecida por sua realidade miserável. Desemprego, seca, altas taxas de mortalidade, alcoolismo, violência e o solo condenado pela monocultura do eucalipto fizeram com que o Vale do Jequitinhonha recebesse o apelido de Vale da Miséria.

Clique na imagem para assistir ao trailer do filme
No ano que o Museu Afro Brasil comemora 11 anos de história, seu Diretor Curador, Emanoel Araujo comenta: “Por certo a sensibilidade de Mauricio Nahas foi tocada pelas paisagens do magnífico rio Jequitinhonha e por sua gente – rostos, mãos de barro batido, sofrimento, muito sol e nuvens cortando a dureza desse mesmo sol que anuncia um céu estrelado para amenizar a noite desse lugar sagrado e profético, o palco da criação desses magníficos artistas” e complementa: “São homens e mulheres, doces criaturas do sertão, livres nas suas imaginações como o pó da terra. Vive toda essa gente a criar outras gentes, outras formas, outras cenas que muitas vezes se tornam realidade, que transcendem a realidade da própria vida, uma espécie de sonho que se realiza das mãos cheias de barro fazendo nascer as fantasias idealizadas.”
  
Em 2013, Fernando Machado e Mauricio Nahas decidiram percorrer o Vale para documentar em um filme a vida em comum entre a figura humana e a natureza das coisas. “O Vale é como uma joia rara, valiosa, que precisava ser vista, preservada e entendida como tal”, conta Fernando Machado. Foram 3.300 quilômetros rodados em sete cidades: Santana do Araçuaí́, Caraí, Minas Novas, Itinga, Coqueiro do Campo, Itaobim e Ladainha. Lá encontraram mulheres fortes, chefes de família, que convivem com alcoolismo, pobreza, falta de perspectiva e abandono dos companheiros que muitas vezes migram por conta do desemprego. Mulheres que através do trabalho artesanal encontraram a chance de sustento para a família. É o caso de dona Zezinha (Maria José Gomes da Silva), uma das artesãs mais prestigiadas da região, que já́ teve seus trabalhos expostos na sede da ONU, em Nova York, em 2013. Outra personagem marcante – e uma das pioneiras entre as artistas do Vale – é dona Izabel (Izabel Mendes da Cunha), criadora das famosas noivas de cerâmica que hoje caracterizam a arte local. Ela começou o trabalho com a argila quando criança, incentivada pelo desejo de ter uma boneca e por ver sua mãe e sua avó fazerem panelas e potes.

“Os artesãos do Vale do Jequitinhonha (também naïfs) se apropriam de um instante para em seguida imortalizá-lo em suas obras: o barro, a química da água, a percepção de tudo o que está entre as mãos, a vida/corpo como um filtro. Uma espécie de espelho íntimo onde estão representados os desejos e as esperanças de ir do ontem e do hoje ao muito além. Trata-se de um ato de perpetuação. Da construção de um mundo que surge do interior profundo” explica o curador, Diógenes Moura.

As imagens do documentário, que será́ lançado no primeiro semestre de 2016 e que tem produção da Notorious Films e direção de Mauricio Nahas, foram captadas em 2013. Já as fotografias que estão no livro e na exposição foram produzidas no começo de 2015 em uma segunda viagem ao Vale, com o objetivo de fotografar as paisagens e personagens mais marcantes. O livro Do Pó da Terra (Edições Notorious Films/208 páginas) tem imagens de Mauricio Nahas e textos de Diógenes Moura, Emanoel Araújo e Fernando Machado, e será́ lançado no mesmo dia da abertura da mostra. 


SERVIÇO:

Exposição "Do Pó da Terra”
Abertura: 12 de novembro de 2015 – 19h
Encerramento: 03 de janeiro de 2016 

Museu Afro Brasil
Av. Pedro Álvares Cabral, s/n 
Parque Ibirapuera - Portão 10 (acesso pelo portão 3)
São Paulo / SP - 04094 050
Fone: 55 11 3320-8900
www.museuafrobrasil.org.br
Horário de funcionamento: de terça-feira a domingo, das 10h às 17h, com permanência até as 18hs. 
Ingressos: R$ 6 - Entrada gratuita aos sábados 

App Museu Afro Brasil disponível para IOS e Android, com download gratuito na Google Play e App Store.

Informações para a imprensa – Museu Afro Brasil
Gabriel Cruz: (11)3320-8940 – gabriel.cruz@museuafrobrasil.org.br
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