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segunda-feira, 30 de março de 2015

MINASNOVENSES FAZEM SUCESSO COM ACADEMIA AO AR LIVRE EM BH

Academia “Movimente”, dos educadores físicos e irmãos Mateus e Daniel Andrade e Vieira, faz sucesso nas praças da capital mineira.

A febre dos “exercícios funcionais” chamou a atenção dos irmãos minasnovenses, que iniciaram atividades ao ar livre nas praças de Belo Horizonte, e hoje faz sucesso, visto a quantidade de alunos matriculados na academia Movimente.

A ideia, inspirada nos exercícios realizados nas praias do litoral brasileiro, foi adaptada pelos professores minasnovenses, e caiu no gosto dos alunos.

Acompanhe a reportagem completa da Record sobre a academia:


Contatos Movimente:
(33) 9102-7337
(31) 9100-7046
(31) 9301-6882

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

MINAS NOVAS-MG: APÓS QUEDA DO MINÉRIO, EMPRESA ANUNCIA QUE DEIXARÁ PROJETO BILIONÁRIO

A australiana BC Iron está deixando uma joint venture no Brasil, cuja meta era expandir suas operações internacionais de mineração, devido ao declínio nos preços do minério de ferro, disse nesta segunda-feira a sua sócia, a Cleveland Mining.


Com a queda do preço do minério pela metade em relação a um ano atrás, a BC Iron e outras mineradoras conseguiram se manter rentáveis por conta do dólar australiano mais fraco, taxas de frete baratas e custos baixos associados à queda do preço do petróleo.

"À luz das condições do mercado, a BC Iron indicou sua intenção de se retirar da aliança igualitária entre as companhias para os projetos de exploração de minério Bahia e Minas Novas, no Brasil", disse a Cleveland, em comunicado.

A BC Iron não estava disponível imediatamente para comentar.

Para combater a queda dos preços do minério, a BC Iron cortou dezenas de postos de trabalho em dezembro em sua mina Nullagine, na Austrália, operada por uma joint venture com a Fortescue Metals.

A BC Iron vendeu 1,2 milhão de toneladas de minério a um preço médio de 60 dólares a tonelada no último trimestre. Ela está mirando custos totais entre 54 dólares australianos (42 dólares) e 61 dólares australianos (48 dólares) por tonelada para o ano fiscal 2014/2015.

O minério de ferro perdeu mais de 10 por cento de seu valor em janeiro, ampliando um declínio de 47 por cento em 2014.

Entenda o caso

O Blog do Jequi já havia anunciado em 2012 o estudo que indicava 750 milhões de toneladas de minério de ferro no município. No que respeita ao Projeto Minas Novas, as possíveis alternativas incluem a construção de um ramal ferroviário de 160 km para escoar a exploração até Montes Claros-MG ou mesmo um mineroduto de 300 km de extensão até o novo Porto de São Mateus-ES. Outra alternativa é a construção de mineroduto de 400 km até o novo Porto de Ilhéus-BA, segundo publicação da empresa responsável. A construção de uma ferrovia de aproximadamente 350 km de extensão até o novo Porto de São Mateus (ES) também é estudada.

Projeto prevê construção de ramal ferroviário de 160 km até Montes Claros.

Foi divulgado pela empresa Cleveland Mining, responsável pela exploração de minério de ferro em Minas Novas-MG, Vale do Jequitinhonha, em parceria com a BC Iron, a exploração de aproximadamente 1.070 Km² de minério de ferro, com teores entre 50% e 66% de ferro. O investimento inicial de Minas Novas não foi divulgado. Mas já se sabe que o investimento começará ainda em 2014. Todo o projeto, que inclui outras cidades no Brasil e na austrália terá investimento inicial de US$20 milhões de dólares.


Texto: Agência Reuters, com alterações do Blog do Jequi

domingo, 30 de novembro de 2014

INDEPENDENTE DE CAPELINHA É CAMPEÃO DA COPA ARANÃS 2014

Equipe capelinhense venceu o Atalanta de Malacacheta por 4 a 1 na noite deste sábado (29).

O Independente de Capelinha, que comemorou recentemente 30 anos de fundação, conquistou na noite deste sábado, 29 de novembro, o título mais importante da sua história. A equipe capelinhense levantou a taça da Copa Aranãs FM de Futebol 2014 após golear o Atalanta de Malacacheta por 4 a 1 no Estádio Municipal Newton Ribeiro.


No jogo de ida, no estádio Roseirão da Várzea, em Malacacheta, os donos da casa venceu por 2 a 1. Com o placar adverso, o Indé só seria campeão se vencesse por 2 ou mais gols de diferença.

No jogo de volta, neste sábado, o Atalanta saiu na frente aos 15 minutos, com gol de Lucas, e tudo parecia perdido para o Independente. Mas o time azul e branco não jogou a toalha, pelo contrário, partiu para cima dos visitantes e com muita raça, ainda no primeiro tempo Pedro empatou a partida. No segundo tempo, a equipe continuou mandando no jogo e balançou as redes outras três vezes, sendo aos 5 outra vez com Pedro, aos 15 com Sergei e aos 22 com Tomé.

Com o resultado de 4 a 1, o Independente sagrou-se campeão da Copa Aranãs 2014. Um título que reforça o trabalho e valorização dos atletas capelinhenses, já que todo o plantel de atletas da equipe é do município.

Premiação da Copa Aranãs

- Campeão: Independente de Capelinha
- Vice-campeão: Atalanta de Malacacheta
- Equipe mais disciplinada: Cometa de Capelinha
- Melhor Técnico: Agnaldo do Independente
- Melhor jogador da Copa: Tardelli do Atalanta de Malacacheta
- Jogador Revelação da Copa: Sergei do Independente
- Melhor Trio de Arbitragem: Camargo, Ademilson e Denílson de Minas Novas
- Melhor Goleiro da Copa: Jackson do Independente (levou 7 gols)
- Artilheiro da Copa: Mateus do Atalanta de Malacacheta (tomou 4 gols)

Via Aranãs FM

terça-feira, 14 de outubro de 2014

DIVULGADOS OS TRABALHOS APROVADOS PARA O 9º SEMINÁRIO VISÕES DO VALE

As apresentações acontecerão nos dias 4 e 5 de novembro.

Após a avaliação dos professores responsáveis pela seleção,  o Pólo Jequitinhonha da UFMG, divulga a lista de trabalhos aprovados para apresentação no IX Seminário Visões do Vale. As apresentações acontecerão nos dias 4 e 5 de novembro.
Aqueles que tiveram seus trabalhos aceitos devem enviar o
artigo completo até o dia 31 de novembro. Foto: Divulgação






DIA 04/11/2014
HORÁRIO
TÍTULO
AUTORES
16:00 H
A FORMAÇÃO DOS MONITORES DAS ESCOLAS FAMÍLIAS AGRÍCOLAS DO MÉDIO JEQUITINHONHA


GILMAR VIEIRA FREITAS

16:15 H

PELA CONVERGÊNCIA DE TECNOLOGIAS, CONSTRUIR SABERES E PREVENIR A ESQUISTOSSOMOSE



MARIA FLÁVIA GAZZINELLI; ANDRÉA GAZZINELLI;
FERNANDA BICALHO PEREIRA
16:30 H
A FORMAÇÃO PARA A CIDADANIA NO FÓRUM DA MULHER DO VALE DO JEQUITINHONHA


AMARALINA FERNANDES; DANIELA CHAIN;
FERNANDA ARAÚJO;
NATHALIA GUIMARÃES
16:45 H
MULHERES E ATIVISMO DIGITAL NO VALE DO JEQUITINHONHA: UMA EXPERIÊNCIA DE EXTENSÃO



BÁRBARA MARINA;
MATEUS MOURA;
MAÍSA MOURA;
MARCELA COELHO;
RAYZA SARMENTO
17:00 H
MUNICÍPIOS RECÉM-CRIADOS NO VALE DO JEQUITINHONHA E PROMOÇÃO DA CIDADANIA


MARCOS ANTÔNIO NUNES;
GABRIEL LUÍS N DE OLIVEIRA
  
DIA 05/11/2014
HORÁRIO
TÍTULO
AUTORES
16:00 H
EVASÃO ESCOLAR E MIGRAÇÃO NO VALE DO JEQUITINHONHA


MAURO SILVIO PEREIRA
 
16:15 H
JORNALISMO E CONSTRUÇÃO DA CIDADANIA NO VALE DO JEQUITINHONHA E NORTE DE MINAS


LUÍS CARLOS MENDES SANTIAGO
 
16:30 H
POLÍTICAS PÚBLICAS DE INCLUSÃO SOCIAL: OS PROJETOS DE INFRAESTRUTURA PRODUTIVA PARA A AGRICULTURA FAMILIAR DO VALE DO JEQUITINHONHA


MARIANA DE O SANTOS; EDUARDO MAGALHÃES RIBEIRO; CAMILA DA SILVA FREITAS
16:45 H
PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E METODOLOGIAS PARA A EDUCAÇÃO ESCOLAR QUILOMBOLA EM AMBIENTE RURAL NOS MUNICÍPIOS DE MINAS NOVAS E CHAPADA DO NORTE


MARINA G RIBEIRO;
LUSSANDRA M. GIANASI;
VALÉRIA DE O. R ASCENÇÃO;  MARIA APARECIDA S TUBALDINI
 
17:00 H
VIDA E MEMÓRIA: ESPAÇO E TERRITÓRIO


 
ANDRÉ VELLOSO
GLAUCO NASCIMENTO ALEXSANDRO OLIVEIRA
ANTÔNIO AUGUSTO
Aqueles que tiveram seus trabalhos aceitos devem enviar o artigo completo até o dia 31 de novembro, conforme as seguintes orientações:

Versão completa dos artigos:

- A versão completa dos artigos científicos aprovados deve ser enviada até 31 de outubro para o e-mail polojequitinhonhaufmg@gmail.com

- Os artigos deverão conter de 10 a 15 páginas.

Fonte: UFMG

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

VALE DO JEQUI: EM MEIO AO DESCONFORTO E SOLAVANCOS, REPÓRTER VIAJA 16 HORAS DE BH A SALTO DA DIVISA

Veja como foi a saga do longo caminho, o mais distante que se pode ir de ônibus em Minas Gerais.

A parte mais complicada da viagem: o calor acima dos 36 graus e a
poeira incomodam os viajantes
Salto da Divisa – As curvas de asfalto e terra que seguem o contorno do Rio Jequitinhonha, em direção à sua foz, na Bahia, formam um caminho sofrido e longo, o mais distante que se pode ir de ônibus em Minas Gerais, saindo do Terminal Rodoviário Governador Israel Pinheiro (Tergip), em Belo Horizonte. São 865 quilômetros cumpridos em praticamente 16 horas, entre BH e Salto da Divisa, no transporte de cada vez menos pessoas para os municípios da região do vale conhecido por sua pobreza e cultura tradicional. O Estado de Minas embarcou nesta viagem para mostrar o percurso e os passageiros dessa jornada desgastante. Gente que traz, além da bagagem, a saudade de parentes que há muito não veem e as memórias de tempos deixados para trás em busca de sorte melhor na capital. Sentimento que dá coragem para enfrentar o desconforto dos solavancos, a poeira que invade o ônibus, os enxames de pernilongos e a precariedade das paradas.

As estradas desse trajeto, as BRs 381, 116 e 367, foram estigmatizadas pela violência de acidentes. Mas, para muitos que evitam a BR-381, que foi apelidada de Rodovia da Morte por causa do alto índice de desastres viários, e que consideram ser incômodo rodar pela estreita e movimentada BR-116, ingressar na BR-367, que vai de Almenara para Salto da Divisa, pode ser uma experiência ainda pior e mais perigosa. São praticamente 40 quilômetros de pavimento deteriorado, com buracos profundos, animais na pista e 60 quilômetros de terra batida. Para se ter uma ideia da dificuldade desse deslocamento, até Almenara a velocidade média do ônibus é de cerca de 60km/h. No trecho final, de lá até Salto da Divisa, o ônibus não consegue desenvolver mais do que 33km/h, um rendimento 45% pior.



O descaso vem de muitos anos. “Lembro-me de quando Juscelino Kubistchek inaugurou a rodovia há 60 anos, montado num trator. De lá para cá houve várias promessas de asfaltamento que nunca se concretizaram”, afirma um dos mais idosos moradores de Salto da Divisa – cidade de 7 mil habitantes, o médico Bolivar Oliveira, de 82 anos.
E o que deixa irritados o médico e outros moradores de municípios que dessa via dependem, como Jequitinhonha, Jacinto e Santa Maria do Salto, é que em vez de pavimentação as máquinas do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) têm apenas espalhado cascalho e nivelado a estrada de terra, numa forma de paliativo. Segundo a assessoria do departamento, os projetos executivos de pavimentação da rodovia estão em fase de conclusão, sendo que o primeiro lote, entre Salto da Divisa e Almenara, deverá ficar pronto em outubro. “Portanto, no início de 2015 os projetos já estarão aptos a ter editais publicados para contratação das obras”, espera o órgão.

Por isso, cada vez menos gente encara o trecho que vai além de Almenara. “A maioria dos passageiros dessa linha só segue até Jequitinhonha e Almenara. Poucos seguem até Salto da Divisa”, afirma o cobrador Joilson Pereira de Oliveira, de 25 anos. “Muitos preferem ir a Porto Seguro (173 quilômetros) e de lá embarcar num avião para Belo Horizonte (1hora e 30 minutos de voo). É mais rápido, menos sofrido e a passagem pode custar apenas R$ 90 se for comprada com antecedência, enquanto a de ônibus custa R$ 216”, compara o motorista Rodiney Pinheiro de Oliveira, de 63. Apenas ele e o também motorista Louzinho Floriano, de 68, enfrentaram as 16 horas de BH a Salto da Divisa, na viagem acompanhada pela reportagem, no último domingo.


Por Mateus Parreiras, do Estado de Minas

quinta-feira, 24 de julho de 2014

A Descoberta do Minério em Minas Novas: “A Redenção do município ou a Decadência Definitiva”

Este é um guest post do leitor Douglas Ribeiro Soares

Tem sido recebido com euforia e boas expectativas a descoberta de aproximadamente 720 milhões de toneladas de minério de ferro, cujo investimento para abertura das minas deve começar ainda em 2014. No entanto, nem tudo são flores na área da mineração. É preciso ter muito cuidado para que a exploração desse bem precioso venha a deixar desenvolvimento e riquezas quando se acabar e não venha a destruir de vez a cidade, restando somente buracos e o pior passivo ambiental: a falta de água. 
 
Exploração do Minério de Ferro. Foto: Divulgação
Desde o tempo dos bandeirantes, o Vale do Jequitinhonha tem sido vítima da exploração predatória de seus recursos naturais, gerando somente miséria e falta de expectativa de futuro para sua população. Ao contrário das demais mesorregiões de Minas Gerais que souberam usar bem seus recursos, garantindo prosperidade para o futuro, o Vale se viu saqueado de seus diamantes e jazidas de ouro e não obteve nenhum benefício.

A exploração do minério de ferro em Minas Novas poderá, se usada com responsabilidade e bom senso, gerar um ciclo de desenvolvimento que poderá beneficiar todo Alto Jequitinhonha, e, caso não seja bem usufruída, causará o declínio definitivo dessa região tão carente de Minas.

O investimento

Minas Novas deve receber um aporte de 20 Milhões de reais, a serem divididos com outros projetos da Cleveland Mining, multinacional exploradora de minério, pelo país.  Ao criar a infraestrutura para exploração do minério, mão de obra, possivelmente local, deverá ser contratada, aumentando a oferta de empregos no município. Deverá crescer a demanda por moradias, serviços, e o comércio deverá ser um dos principais beneficiados, aumentando o faturamento dos pequenos comerciantes.

Ainda na esteira do desenvolvimento, a prefeitura municipal deve ver seus cofres incharem como a arrecadação da CFEM, Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais, além de ver aumentar a arrecadação de ISS, o imposto sobre serviços que aumentará com o crescimento da atividade comercial local.


Diversificação da Economia e Infraestrutura são os segredos para um Futuro próspero e Consolidado.

Seguindo exemplo de muitas cidades mineiras, Minas Novas deverá planejar o seu crescimento, aproveitando todas oportunidades de crescimento que aparecerão de agora em diante, visando o investimento em infraestrutura e a diversificação da economia, para que, quando o minério acabar, existam outras empresas e indústrias de outros segmentos que sustentem a cidade. Abaixo seguem algumas chances que a prefeitura não deve, sob hipótese alguma deixar que se não se concretizem.

Estruturação Básica do Município

As autoridades políticas devem procurar o quanto antes de começar a exploração do minério, a estruturação básica do município, com a criação de creches, escolas hospitais, pavimentação asfáltica das ruas entre outros, visando assim a preparação da cidade para o futuro crescimento demográfico proporcionado pela indústria extrativa. Muita mão de obra de outras cidades e até mesmo outros estados deverá chegar à cidade, demandando serviços e produtos. Cabe ao prefeito e aos vereadores pleitearem recursos financeiros junto aos Governos Estadual e Federal para estruturação básica da cidade. Um bom exemplo seria solicitar à caixa econômica obras de construção de casas e apartamentos dentro do programa “Minha Casa, Minha Vida” para que não haja déficit habitacional, e, consequentemente, formação de favelas e comunidades carentes. Tal estruturação poderá estar dentro de um programa estratégico, tático e operacional e, caso nossas lideranças políticas sejam hábeis e fortes,  tal projeto poderá contar com financiamento do Fundo de Incentivo ao Desenvolvimento, o Findes que tem como objetivo de dar suporte financeiro a programas de financiamento destinados ao desenvolvimento e à expansão do parque industrial mineiro e das atividades produtivas e de serviços nele integradas.  O Município ainda pode pleitear os benefícios do FDNE - Fundo de Desenvolvimento do Nordeste que financia projetos estratégicos de infraestrutura. 

Instalação de uma unidade do SENAI ou outra escola Técnica.

A vinda da indústria da mineração exigirá mão de obra especializada e uma unidade do SENAI para fomentar o ensino técnico que deverá atuar nas empresas. A carência de profissionais da área fez com que os salários elevassem. Segundo a Hays, multinacional especializada em recrutamento e seleção, o Brasil paga o oitavo maior salário do mundo na área de mineração.

Construção de uma linha ferroviária para escoar o minério e outros produtos

Estão em cogitação as formas como o minério a ser explorado deverá ser transportado. Estão em estudo a construção de minerodutos ou linha férrea. Uma linha férrea que ligue Minas Novas até Montes Claros ou até mesmo ao porto de São Mateus, no Espírito Santo transformará a realidade econômica da cidade, pois, dará ao empresariado interessado em investir no local uma opção para escoar a produção, seja agrícola ou de produtos industrializados. Transportar produtos através de ferrovias é uma das opções mais baratas de frete. A diferença de preço nesse tipo de transporte incide no produto final, deixando-o mais barato e mais competitivo, beneficiando o produtor. Uma ferrovia atrai muitos investimentos empresariais, o que beneficiaria a cidade, através recolhimento de impostos dessas empresas e a população que é empregada nesses segmentos.

Criação de Distritos Industriais

Distritos industriais são verdadeiras âncoras de prosperidade, pois as empresas e indústrias se instalam nesses ambientes  pagam impostos que sustentam a cidade, absorvem mão de obra local e o principal: Diversificam a economia, para que o município não dependa somente do fundo de participação do município ou dos futuros royalties da mineração. Quando o minério se for, as indústrias atraídas por um município estruturado ficarão, gerando tributos que contribuirão para um contínuo desenvolvimento.

Investimento na Agricultura Familiar, Agricultura Irrigada, Cooperativas de Agricultores e Industrialização de Alimentos.

Outro passo importante para diversificação econômica de Minas Novas,é o investimento na agricultura em todos os âmbitos: Agricultura Familiar, Agronegócio, Cooperativas de agricultores e investir na industrialização dos alimentos ali produzidos. Para que não se dependa exclusivamente das chuvas, é necessário a estruturação da agricultura irrigada. O projeto Jaíba no Norte de Minas é exemplo de como a agricultura irrigada pode transformar a realidade econômica de uma cidade. Caso a construção de uma linha férrea para transporte do minério se concretize, a produção poderia ser escoada para Montes Claros e, através do Aeroporto, exportada, gerando assim divisas para a prefeitura. 

Grandes produtores do agronegócio também podem ser atraídos caso haja uma oferta de infraestrutura e mão de obra qualificada. Cooperativas poderiam também atuar na industrialização de alimentos, visando o mercado interno brasileiro. Em Minas Gerais, 70% da produção dos alimentos consumidos no dia a dia vem da agricultura familiar. A demanda cada vez maior por alimentos em todo o mudo abre um leque de possibilidades e negócios. Vale lembrar que no Brasil, o PIB do Agronegócio em 2013 foi de 1 trilhão de Reais, respondendo á 23% no montante  de todos produtos e serviços produzidos pelo País naquele ano. Os interessados em investir no agronegócio Minasnovense poderão contar com um importante aliado para financiar projetos: O Fundo de Equalização do Estado de Minas Gerais, cujo objetivo é  objetivo de aumentar a competitividade do Estado para atrair e manter empresas que apresentem ou desenvolvam empreendimentos de importância estratégica para a expansão ou modernização das cadeias produtivas ou de suas aglomerações produtivas locais.

Um pacote de incentivos Fiscais

Minas Novas se inclui dentro da área mineira da SUDENE (Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste) e goza de incentivos federais para as indústrias que se instalarem aqui, gerando empregos para  a população e impostos e tributos para a prefeitura. Podemos citar como exemplo que o Governo Federal pode dar desconto de até mesmo 75% no IRPJ, Imposto de Renda de Pessoa Jurídica. A liderança política do município deve buscar alinhar esse importante incentivo fiscal à outros concedendo ao empresariado desconto nos impostos municipais e, buscar junto ao Governo do Estado, desconto no ICMS para quem investir no município. Empreendimentos criados em Minas Novas ainda podem contar com financiamento do Banco do Nordeste, com juros abaixo dos oferecidos pelo mercado, um dos benefícios oferecidos ao município da área da SUDENE e os inúmeros Benefícios do FDNE, Fundo de Desenvolvimento do Nordeste.

O Bom exemplo de Itabirito, Minas Gerais:

A cidade de Itabirito, com 48,600 mil habitantes na região central de Minas Gerais passou há alguns anos pela mesma situação que está passando Minas Novas, e, com muito bom senso soube aproveitar a receita advinda da mineração para estruturar o município a atrair outras indústrias para a cidade. Hoje, Itabirito está recebendo diversos investimentos privados, entre eles, um aporte de 285 milhões de reais da Coca Cola, que logo irá inaugurar uma planta industrial de 300 mil metros quadrados na cidade. Outras empresas viram em Itabirito uma cidade bem estruturada e seguiram o exemplo da fábrica de refrigerantes. A Ortocrin Colchões  está investindo 300 Milhões em uma planta às margens da BR 040 e a A indústria francesa de revestimentos para pisos e fachadas Rebeton também vai se instalar na cidade. A expectativa é a de que US$ 30 milhões sejam investidos pela companhia, que deve ocupar um terreno de 2 mil metros quadrados. A SUPLIMED que fabrica produtos da área oftalmológica deve investir 15 milhões de reais e a Cervejaria Krug Beer está negociando a instalação de uma unidade produtora no município. Todos esses investimentos gerando renda e empregos chegaram por que viram uma cidade estruturada, que usou o dinheiro da mineração para diversificar sua economia.  

O mau exemplo de Potossí, na Bolívia:

A Cidade de Potossí na Bolívia conheceu o progresso, a riqueza e o crescimento, graças a descoberta de diversos minérios na Montanha de Cerro Rico, em 2005. O comércio era intenso, mas todos dependiam exclusivamente do dinheiro da mineração.

A cidade não diversificou a economia, se acomodou na renda vinda do zinco, prata, chumbo e estanho. Bastou a crise de 2009 para que o preço das commodities caísse e a prosperidade fosse embora. Potossí virou uma cidade fantasma. Segundo a estatal Comibol (Corporação Mineira da Bolívia), dos 15 mil mineiros que trabalhavam nas cerca de 30 cooperativas até meados do ano, apenas 2.000 restam.  No ramo imobiliário, o preço dos terrenos caiu pela metade.

Outro setor duramente atingido foi o dos comerciantes de veículos, que financiaram a compra de caminhões para transporte de minério. Hoje, com a produção em queda livre, vários veículos ficaram ociosos, e muitos estão sendo revendidos a preços bastante baixos.

O novo código Mineral

Está parado dentro dos trâmites oficiais a votação do código mineral que ira reger a exploração mineral no Brasil, em substituição ao Marco Regulatório do Setor Mineral. O novo marco criará novas regras e ajustará outras para exploração de minérios no país. Tudo indica que sua votação ficará para o ano de 2015. O que mais interessa aos municípios produtores é no que se refere à Cfem, compensação pela exploração de minério de ferro. A alíquota poderá em certos casos, triplicar o que daria mais recursos para os municípios aumentarem suas receitas, pois o novo marco regulatório, prevê, entre outras mudanças o aumento na arrecadação de 2% do faturamento líquido para até 4% do faturamento bruto em certos casos. O empresariado porém reclama que tais ajustes irão afugentar possíveis investidores do País.  

A Devastação dos Minerodutos.


Um dos meios que se avaliam para a retirada e transporte do minério, é através de minerodutos. Infelizmente, os minerodutos deixam um rastro de destruição de devastação ambiental por onde passam. Como se não bastasse, o mineroduto se utiliza de água para o transporte do minério. Aí se encontra o maior problema. Minerodutos secam as fontes de onde passam, deixando apenas destruição e falta de água para transporte de minério. Segundo o Deputado Estadual Rogério Correa, a própria Ferrous, gigante da mineração mudou recentemente de opção, e, em um de seus projetos em Minas Gerais, Fará o transporte de Minério através de linha férrea. Em certos casos, as empresas responsáveis pela exploração mineral alegam que, caso não seja por mineroduto, a atividade torna inviável comercialmente. Sendo assim, cabe ao poder público em suas três esferas (Municipal, Estadual e Federal) propiciarem o meio de transporte adequado, de forma que seja comercialmente viável a exploração do minério para as empresas e após o término da atividade, fique uma estrada duplicada e asfaltada, ou, até mesmo, uma ferrovia como legado à população.

Caso Minas Novas não se prepare, irá perder uma oportunidade enorme de desenvolvimento, e mais uma vez, o Vale será relegado à exploração predatória e à miséria, restando somente os buracos e o passivo ambiental. Já falta água no Vale e o pouco que tem, não pode ser usado para transportar minério.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

EMPRESA ANUNCIA EXPLORAÇÃO BILIONÁRIA DE MINÉRIO DE FERRO EM MINAS NOVAS-MG. ÁREA EXPLORADA SERÁ DE 1.070 Km²


Projeto prevê construção de ramal ferroviário de 160 km até Montes Claros.

Foi divulgado pela empresa Cleveland Mining, responsável pela exploração de minério de ferro em Minas Novas-MG, Vale do Jequitinhonha, em parceria com a BC Iron, a exploração de aproximadamente 1.070 Km² de minério de ferro, com teores entre 50% e 66% de ferro. O investimento inicial de Minas Novas não foi divulgado. Mas já se sabe que o investimento começará ainda em 2014. Todo o projeto, que inclui outras cidades no Brasil e na austrália terá investimento inicial de US$20 milhões de dólares.

Projeto Minas Novas-MG. Foto: Divulgação Cleveland Minig
O Blog do Jequi já havia anunciado em 2012 o estudo que indicava 750 milhões de toneladas de minério de ferro no município. No que respeita ao Projeto Minas Novas, as possíveis alternativas incluem a construção de um ramal ferroviário de 160 km para escoar a exploração até Montes Claros-MG ou mesmo um mineroduto de 300 km de extensão até o novo Porto de São Mateus-ES. Outra alternativa é a construção de mineroduto de 400 km até o novo Porto de Ilhéus-BA, segundo publicação da empresa responsável. A construção de uma ferrovia de aproximadamente 350 km de extensão até o novo Porto de São Mateus (ES) também é estudada.

Projeto Minas Novas

· 1.070 km2 de área no Norte de Minas Gerais.
· Anomalias aeromagnéticos fortes aparecem devido faixas de rochas magnetita-hematita, aparentemente dentro de uma seqüência sedimentar clástica (arenitos / siltitos)
· Sem exploração anterior de Fe
· 6 anomalias adjacentes com potencial combinado de cerca de 3 bilhões de toneladas.
· Nova ferrovia acesso previsto a 50 km do projeto

A mineradora vai utilizar o montante com sondagens, licenças ambientais, atividades de exploração, estradas de acesso e custos de exploração no Brasil e na Austrália. A BC Iron e a Cleveland Mining formalizaram, em setembro do ano passado, o processo de aquisição em etapas (earn-in) dos três projetos que pertenciam à Bahia Mineral Exploration (Bahmex).

“O semestre foi ótimo para a BC Iron. Nós registramos recordes na exportação que, combinados com o contínuo fortalecimento do preço do minério de ferro e com o nosso enfoque no controle de custos, refletiram em receitas nunca antes registradas, em fluxo de caixa e em lucros”, disse Morgan Ball, diretor administrativo da mineradora.

O projeto Minas Novas, em Minas Gerais, cobre 1064 km² e apresenta teores entre 50% e 66% de ferro.

O Blog do Jequi entrou em contato com as empresas BC Iron e a Cleveland Mining para saber mais detalhes do projeto, mas ambas não responderam a nossa reportagem.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

DEGRADAÇÃO DO RIO JEQUITINHONHA SUFOCA COMUNIDADES E MATA COSTUMES

Modo de vida dos quilombolas está ameaçado e os cânticos das lavadeiras estão desaparecendo.

Cicatriz no Vale do Jequitinhonha: garimpo clandestino contamina com dejetos
humanos manancial que é a marca de toda uma região


Serro – Doenças, redução da oferta de água para consumo e queda da geração elétrica são o resultado de anos de degradação das bacias hidrográficas e de uma rede de nascentes desamparada. Mas, no município do Serro, no Vale do Jequitinhonha, despejos de esgoto doméstico, comercial e detritos de matadouros nos mananciais produzem uma devastação que extrapola o prejuízo ambiental: começa a degradar a cultura de povos tradicionais, na bacia em que convivem um dos maiores bolsões de pobreza do país e expressões culturais das mais ricas e genuínas. A devastação do Jequitinhonha, cenário que inspira música, artesanato e formas de cultivo, avança em direção à cabeceira, que começa a ser castigada pouco mais de um quilômetro depois de brotar nos chapadões do cerrado mineiro, onde o rio começa sua saga de mazelas ambientais e sociais até chegar à Bahia e desaguar no mar, na altura do município de Belmonte.


O isolamento manteve praticamente intocada a nascente do Rio Jequitinhonha, no Serro, a 320 quilômetros de Belo Horizonte. Mas o córrego de águas translúcidas, que é imagem presente na cultura local, desce sem a ação nociva do homem por apenas 1.300 metros. Já nessa altura, o igarapé precisa transpor a canalização do aterro da rodovia BR-259, onde recebe resíduos carreados da via, como combustível, óleo e cargas que vazam pelas canaletas de drenagem. Passados mais 10 quilômetros, a paisagem da nascente dá lugar ao fluxo intenso de esgoto do distrito de Pedro Lessa, que é carregado pelo Córrego Acabassaco e mancha o manancial com mais poluentes.

A derrubada das matas que levavam até a área da nascente do Rio Jequitinhonha e o lançamento de esgoto, lixo e animais mortos no Córrego Acabassaco afetaram o modo de vida de quilombolas da região, como os descendentes de escravos fugidos ou alforriados do povoado do Baú, a 35 quilômetros da sede do município do Serro. Homens e mulheres da comunidade atravessavam as trilhas no mato pela nascente do Jequitinhonha para caçar, coletar frutas e ir a outros povoados. Nas margens do Acabassaco, se reuniam para lavar roupas, utensílios domésticos e obter água para beber e cozinhar.

Nos últimos anos, o mau cheiro e a imundície têm descido as corredeiras do Córrego Acabassaco com cada vez mais volume, o que afastou os quilombolas de muitas de suas atividades. “A gente se juntava para lavar roupa no rio, cantando as canções que os antigos nos ensinaram. Mas agora, se a gente usa essa água fica com dor de barriga, adoece e pega mancha na pele”, reclama uma das líderes da comunidade do Baú, a lavradora e artesã Clemilde da Conceição Reis Vitor, de 56 anos. “A gente só cantava quando ia para a plantação e um ajudava o outro ou na beira do rio. E isso está acabando”, lamenta.

Moradora de remanescente de quilombo sobre o córrego que agora os habitantes evitam: vidas desviadas
Outro problema é o êxodo impulsionado por problemas como esses. “Nossos jovens estão indo embora. Não querem ficar onde não dá para plantar e onde a gente não tem tantas opções”, lamenta a artesã Vera Vicentina da Conceição Paulino, de 50. Só na casa dela seis filhos emigraram para São Paulo, atrás de mais oportunidades de vida, abandonando suas raízes. “Antigamente, a gente passava por uma estrada de terra para chegar à nascente do Rio Jequitinhonha. Hoje tem asfalto. As fazendas e a cidade estão derrubando as matas que a gente conhecia. Os pássaros que a gente via e depois bordava nas colchas e panos, os peixes que enfeitavam nossas rendas, tudo está acabando aos poucos. Como é que uma pessoa que nunca viu um pássaro vai bordar um?”, indaga Vera.

Quem pede aos quilombolas para ouvir um pouco de suas canções descobre que muitos não sabem mais as letras e os ritmos, apesar de alguns se mostrarem visivelmente tímidos, o que é típico daquele povo. Para essas ocasiões, mandam chamar o agricultor Luiz de Gonzaga Costa, de 59, um dos que ainda sabem os catopês, congados e canções tradicionais do Baú, porque os canta quando há festejos nas comunidades vizinhas ou reuniões no centro comunitário construído na comunidade.

Basta que Luiz entoe os primeiros versos, de frente para a pinguela que atravessa o Córrego Acabassaco, para atrair a atenção de quem está disperso: “Minha virgem do Rosário, hoje é o vosso dia/ que iremos festejar com prazer e alegria”. Outra canção, que mistura frases de origem africana a um manso sotaque caipira, faz alguns recordarem tempos passados, nas vozes de pais e avós: “No caminho do sertão/ Encontrei Mané João/ Com seu laço na garupa/ Tocando sua boiada/ Ê, kombiendi. A, kombiendá. Nangá-iangá, nocalungá/ Ê, kombiendi. A, kombiendá”. Se depender do agricultor, as canções continuarão a ser transmitidas, por serem muito importantes. “Esses catopês são nossos, aqui do povoado do Baú e do Ausente. Então, não podem acabar enquanto a gente estiver aqui”, disse, como quem teme que uma fonte muito importante seque de repente.

Veja a reportagem em vídeo


Por Mateus Parreiras (texto) e Leandro Couri (fotos), Estado de Minas

terça-feira, 23 de julho de 2013

ALMENARA-MG: FORMADOS, MAS SEM DIPLOMA

Alunos do curso de direito de uma unidade, em Almenara, se dizem prejudicados.

Na foto, imagem da sede da instituição, em Itaúna, na região metropolitana da capital

Mais de seis meses depois de se formarem no curso de direito que a Universidade de Itaúna (UIT) mantém na cidade de Almenara, no Vale do Jequitinhonha, 50 estudantes denunciam que ainda não receberam os diplomas ou outro documento que comprove a conclusão do curso. O atraso, como afirmam os alunos, está prejudicando a vida profissional de cerca de 20 deles, já aprovados no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e impedidos de solicitar a carteira da entidade pela falta de documentação.
Para completar o drama vivido pelos formandos, o presidente da Comissão de Educação Jurídica da OAB-MG, Mateus Simões, afirmou à reportagem que o campus Almenara da UIT, que só possui o curso de direito, não é reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC), condição para a validade dos diplomas emitidos.
“O curso foi autorizado em 2007, mas não consta o ato de reconhecimento. Não é possível que a OAB forneça a carteirinha para alguém que não vá receber o diploma”, disse Simões.
Os estudantes afirmam que não sabiam da falta do reconhecimento. “Isso nunca foi dito às claras. A coordenadora do curso dizia que o reitor iria resolver o assunto”, contou uma das formandas, que pediu para não ser identificada. Vários estudantes já ingressaram com ações judiciais contra a universidade.
Na tarde de ontem, antes de obter a informação sobre a falta do reconhecimento do MEC, a reportagem conversou com o reitor da UIT, Faiçal Chequer, que chegou a afirmar que o reconhecimento existia. Procurado no início da noite para comentar a afirmação da OAB, ele não atendeu as ligações. No site do ministério, também só existem informações referentes à autorização de 2007.
Descaso. A estudante da UIT ouvida por O TEMPO  conta que, desde dezembro de 2012, os alunos fazem requerimentos para receber os diplomas. “Eles dizem que o reitor é quem precisa resolver isso, mas nunca temos resposta ”, questionou.

Apesar de o MEC afirmar que não existe prazo máximo para que as instituições emitam o diploma, o ministério afirma que elas “devem observar o critério da razoabilidade”. Na entrevista, o reitor Chequer disse que o prazo médio para a emissão de diplomas é de 30 a 60 dias, podendo demorar mais em função de pendências dos alunos. “Deve ter uns 20 desses alunos devendo matéria. Em outras universidades, essa demora chega a dois anos”, disse o reitor, afirmando que uma declaração de conclusão de curso pode ser solicitada e será entregue em 24 horas.

Fonte: O Tempo


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