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terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

PESQUISADOR DANIEL RENAUD REVELA PESQUISAS EM COMUNIDADES DO VALE DO JEQUITINHONHA

O pesquisador Daniel Renaud Camargo do Grupo de Estudos em Educação Ambiental Desde El Sur (GEASur) da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) desenvolveu um estudo ao longo dos últimos 6 anos que revelou detalhes sobre as relações entre o meio ambiente, a cultura e a história das comunidades de Cachoeira do Norte, Santa Rita do Araçuaí e São Sebastião da Boa Vista.

Trabalho do pesquisador Daniel Renaud Camargo.

A investigação que se iniciou no ano de 2012 durante sua graduação se aprofundou ao longo dos últimos anos resultando na pesquisa de mestrado intitulada "Lendas, Rezas e Garrafadas: Educação Ambiental de Base Comunitária e os Saberes Locais no Vale do Jequitinhonha" no qual desenvolveu uma proposta de Educação Ambiental contextualizada à realidade das comunidades a partir dos saberes e das memórias dos moradores da região.

O pesquisador esteve nas comunidades ministrando palestras sobre os resultados de suas pesquisas e destacou a urgência de projetos de recuperação ambiental para a região, apontando a técnica de agricultura sintropica e sistemas agroflorestais como uma alternativa viável para produzir alimentos, recuperar nascentes e promover uma melhoria nas condições da biodiversidade local.

Além disso, paralelamente às pesquisas de graduação e mestrado o pesquisador desenvolveu uma série de projetos centrados na cultura local, incluindo os projetos: Músicas e Cantigas do Vale (que documenta a musicalidade popular da região); bênçãos, rezas e orações (focado na cultura de benzedeiras e rezadores de Chapada do Norte); Contos, Lendas e Histórias do Jequitinhonha; Oficinas de Folclore e Cultura popular; além de exposições de arte produzidas pelo próprio pesquisador que retratam elementos da cultura, história e natureza das comunidades.

PROJETO CONTOS, LENDAS E HISTÓRIAS DO JEQUITINHONHA

Projeto que produz registros sobre Contos, Lendas e Histórias do Vale do Jequitinhonha


PROJETO BÊNÇÃOS, REZAS E ORAÇÕES


Projeto que documenta a cultura de benzedeiras e rezadores do Vale do Jequitinhonha.


​PROJETO MÚSICAS E CANTIGAS DO VALE

Projeto dedicado a auxiliar no processo de documentação e divulgação da musicalidade popular de comunidades do Vale do Jequitinhonha.



Quem é Daniel Renaud


Daniel Renaud Camargo é Bacharel em Ciências Ambientais e Mestre em Educação pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO).



​Desenvolve pesquisas sobre cultura popular, educação ambiental, educação popular e história de Comunidades do Vale do Jequitinhonha.

Atua com Educação Ambiental de Base Comunitária em uma perspectiva de proteção dos Saberes Locais.
Recentemente começou a produzir desenhos e ilustrações em Nanquim, Aquarela, Arte digital e Grafite.

Informações:
https://danielrenaudbr.weebly.com
https://facebook.com/bencaosrezaseoracoes
https://facebook.com/musicasecantigasdovale
https://www.facebook.com/contoslendasehistorias/
https://www.youtube.com/channel/UCceIClppNo4w_voy9vlNCNw

Texto base do Blog do Tim

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Audiência Pública discute situação de comunidades quilombolas da região de Minas Novas-MG

Com o objetivo de dar visibilidade e buscar a garantia dos direitos fundamentais de comunidades quilombolas de municípios próximos a Minas Novas, na região do Jequitinhonha, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Promotoria de Justiça de Montes Claros, realiza, em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF), Audiência Pública no dia 13 de maio, às 9h30, no Ginásio Poliesportivo Deni Alves de Macedo. A expectativa é de que mais de 40 comunidades tradicionais que vivem na região participem da audiência.

Segundo informações colhidas pelo MPMG, esses grupos enfrentam diversos problemas como fechamento de escolas quilombolas, falta de acesso adequado às comunidades, falta de acesso à água, expansão do cultivo de eucalipto sobre áreas tradicionalmente utilizadas pelas comunidades.

Para participar da Audiência Pública, serão convidados representantes das prefeituras municipais de Minas Novas, Berilo, Chapada do Norte, Francisco Badaró e Jenipapo de Minas, além de diversos entes federais e estaduais que possam contribuir para a garantia dos direitos dessa população, caso do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), da Fundação Cultural Palmares e das Secretarias Estaduais de Educação e de Meio Ambiente.

Serviço

Data de início: 13 de Maio de 2016 às 09:30 horas.
Data de fim: 13 de Maio de 2016 às 13:00 horas.
Data: 13 de maio
Horário: 9h30
Local: Ginásio Poliesportivo Deni Alves de Macedo
Endereço: av. Israel Pinheiro, 518, Bairro Saudade, Minas Novas
Informações: (31) 3270-3206 e (31) 3270-3251    

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Projeto "Plantando Educação, colhendo cidadania" percorre o Vale do Jequitinhonha

Acreditando que os professores são atores transformadores da realidade local, o projeto “Plantando Educação, colhendo cidadania” visa enriquecer a qualificação de educadores para uma abordagem efetiva com seus alunos a respeito da importância da conservação dos remanescentes de vegetação nativa e dos recursos hídricos.


Público Alvo
Professores de 4º e 5º anos do ensino fundamental de 58 municípios situados nas Bacias dos Rios Jequitinhonha e Mucuri, nordeste de Minas Gerais.

Iniciativa e realização
O projeto é uma iniciativa da Coordenadoria Regional das Promotorias de Justiça de Meio Ambiente das Bacias dos Rios Jequitinhonha e Mucuri (MPMG) e será realizado pelo Instituto Biotrópicos (Organização Não Governamental) através do seu Centro de Educação Ambiental Conserva Mundi.


Nove cidades polo sediarão os encontros presenciais para a troca de experiências entre a equipe do Conserva Mundie os professores a partir de 15 de abril, conforme agenda divulgada em anexo.Os participantes também receberão material educativo especialmente elaborado para o foco do projeto no formato de Caderno do Professor, com sugestões de conteúdo e atividades didáticas de apoio às aulas.

Cerca de 850 professores de 500 escolas da rede pública municipal participarão do projeto. A expectativa é atingir mais de 11 mil alunos anualmente a partir daí contribuindo para a formação de multiplicadores de boas práticas ambientais.

Todos os passos do projeto podem ser acompanhados na página facebook/conservamundi


Contatos:
Instituto Biotrópicos, Pça JK, 25, Centro, Diamantina, MG Fone: 38.3531-2197
conservamundi@biotropicos.org.br

AGENDA DOS ENCONTROS COM OS PROFESSORES

15 de ABRIL – DIAMANTINA
Diamantina, Datas, Gouveia, Monjolos, Serro, Presidente Kubitscheck, Sto. Antônio do Itambé.

18 de ABRIL – São Gonçalo do Rio Preto
São Gonçalo do Rio Preto, Couto de Magalhães de Minas, Felício dos Santos, Senador Modestino Gonçalves eItamarandiba

26 de ABRIL – MINAS NOVAS
Minas Novas, Berilo, Chapada do Norte, Turmalina, José Gonçalves de Minas
eLeme do Prado

28 de ABRIL – ARAÇUAÍ
Araçuaí, Coronel Murta, Francisco Badaró, Itinga,Jenipapo de Minas e Ponto dos Volantes

29 de ABRIL – JEQUITINHONHA
Jequitinhonha, Felisburgo, Itaobim e Monte Formoso.

02 de MAIO – ALMENARA
Almenara, Águas Vermelhas, Bandeira,Cachoeira Pajeú, Mata Verde,Rubim, Salto da Divisa e Santo Antonio do Jacinto

03 de MAIO – ÁGUAS FORMOSAS
Águas Formosas, Bertópolis, Crisólita, Machacalis, Pavão e Santa Helena de Minas

04 de MAIO – TEÓFICO OTONI
Teófilo Otoni, Caraí, Itambacuri, Ladainha, Nova Módica, Novo Cruzeiro, Ouro Verde de Minas, Padre Paraíso, Pescador e São José do Divino,

06 de MAIO – CAPELINHA

Capelinha, Agua Boa, Angelândia, Aricanduva, Setubinha e Veredinha

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Com status de estrada federal, BR-367 lembra trilha com buracos, valas e poeira

Suas más condições fazem de Chapada do Norte, Jacinto e Salto da Divisa três dos únicos cinco municípios mineiros sem ligação asfáltica.

Berilo, Chapada do Norte e Minas Novas – O Fiat Uno de lataria maltratada, tanque de combustível, peito de aço e cárter com várias soldas e remendos é um guerreiro das estradas. Nele, o motorista João Soares de Mendonça, de 56 anos, faz o que muitos no Vale do Jequitinhonha temem: leva gestantes, doentes, idosos, estudantes e trabalhadores de Chapada do Norte para Minas Novas (20 quilômetros de distância) ou para Berilo (21 quilômetros). Com experiência e disposição, mergulha na poeira da BR-367, desviando-se de buracos, controlando a trepidação sobre pedras, as quedas em valas, os atoleiros e os lamaçais escorregadios. Mas, às vezes, nem mesmo o Uno batalhador de João Soares consegue vencer a degradação dessa rodovia federal, que é considerada uma das piores do estado – sobretudo quando chove por mais de dois dias ou quando o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) deixa de dar manutenção nos trechos de terra que fazem de Chapada do Norte um dos cinco municípios mineiros ainda isolados por falta de asfalto.
BR-367 é uma das piores do Brasil: confira o vídeo
Apesar de não ter um título – como a BR-381, conhecida como a “Rodovia da Morte” pelo grande volume de vítimas de suas curvas fechadas – nem concentrar um número acentuado de acidentes, como as BRs 040 e 116, a BR-367 figura no grupo de vias que não precisam de problemas pontuais em pontes e barreiras para se tornar intransitável. A reportagem do Estado de Minas acompanhou os dramas e as dificuldades de quem precisa trafegar por rodovias que são consideradas as mais precárias de Minas Gerais para mostrar que o abandono e a falta de melhorias para caminhos que são importantes ligações regionais paralisam atividades econômicas e impedem o desenvolvimento social em vários municípios, que só podem recorrer a essas estradas.

O maior aperto que o motorista João Soares já passou foi quando uma mulher teve de dar à luz dentro do Uno. “Fiquei preso no barro de um morro quando levava a moça para o hospital, em Chapada. A sorte é que passou uma caminhonete traçada (com tração nas quatro rodas) da Polícia Militar e o guarda fez o parto dentro do meu carro. Não fosse isso, corria o risco de a mulher e de o bebê morrerem, porque não tinha ninguém para fazer nascer a criança”, lembra. “Desde que tinha 8 anos escuto falarem que o asfalto vai sair, mas não sai nada. E a gente fica aqui, se arrebentando nesse mundo véio (sic) de pedras e barro dessa rodovia”, desabafa.

No meio da estrada, surge uma placa que indica início do asfalto a 300 metros. Parece um alento. Mas o que deveria ser um alívio engana quem desconhece a estrada. São apenas 700 metros de asfalto, que compreendem duas curvas, até uma nova placa alertar para o fim do pavimento a 300 metros. Joaquim Santana, de 47, motorista de escolar, lembra quando construíram aquela parte. “Aquilo (o pequeno trecho pavimentado) é um tapa na nossa cara. Vieram uns engravatados aqui, mediram, trouxeram máquinas, fizeram um quilômetro de asfalto e depois foram embora. Deixaram a gente aqui, destruindo os carros.

A suspensão quebra, os pneus cortam; temos pneus novos na garagem que já estão cortados por causa das pedras. E, pior, os alunos vivem chegando atrasados. Uma viagem que levaria menos de 40 minutos é feita sempre em mais de uma hora”, calcula. Por causa dessas condições, uma linha de ônibus que fazia o itinerário de Minas Novas a Chapada do Norte parou de circular desde janeiro. Segundo o especialista em transporte e trânsito Silvestre de Andrade Puty Filho, asfaltar um segmento tão pequeno no meio de uma estrada de terra não faz sentido do ponto de vista da engenharia.
Juarez Rodrigues/EM/DA Press
Asfalto, quando existe, é em trecho de 700 metros que só aumenta a indignação dos motoristas (foto: Juarez Rodrigues/EM/DA Press)

Uma das pontes de madeira do caminho para Berilo já cedeu duas vezes, com caminhões caindo no Rio Capivari. O limite de peso chegou a ser estabelecido em 12 toneladas, mas veículos de transporte de carga mais pesados do que isso continuam a passar pelo local, comprometendo ainda mais a segurança e a vida útil da estrutura já precária. Os mesmos problemas afligem outros municípios sem ligações asfálticas, como Jacinto e Salto da Divisa, também na BR-367, além de São João das Missões e Montalvânia, na BR-135, no Norte de Minas.

Via Estado de Minas

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

MINAS NOVAS-MG: BANDIDOS ASSALTAM COMÉRCIO À MÃO ARMADA. DOIS SÃO PRESOS

Bandidos levaram R$200,00 em dinheiro, R$70.000,00 em cheques, além de celulares de funcionários da loja.

Dois bandidos assaltaram a loja “LG Auto Peças”, em Minas Novas-MG, na manhã da última segunda-feira (18/01/2016), utilizando-se, cada um, revolver cal.22 e cal.38. Outros dois comparsas aguardavam os bandidos do lado de fora do estabelecimento, para auxiliar na fuga.

Os bandidos chegaram na loja procurando por pneu e, durante o atendimento, anunciaram o assalto. Como ainda não havia dinheiro em caixa, foi levado somente R$200,00 reais. Irritados, pediram para abrir o cofre da empresa. Um funcionário chegou a ser agredido com a arma no braço e chutes nas costelas, para que abrisse o cofre, de onde foi levado cerca de R$70.000,00 em cheques. Os bandidos levaram ainda três celulares dos funcionários da loja.

Polícia recuperou três celulares das vítimas, além de impressora roupas, máquina de
cartão de crédito e dois revólveres dos bandidos. Foto: Divulgação PM

Após o assalto, os quatros bandidos fugiram pela BR-367 em um Gol branco, placa OVH-2584, sentido Chapada do Norte, mas foram surpreendidos na saída de Minas Novas pela Polícia Militar. Na fuga, dois bandidos pularam do veículo Gol e fugiram sentido o rio Fanado, na saída da BR-367. Inicialmente, somente um dos bandidos, Kennedy Neves de Sousa, de 21 anos, morador de Ribeirão das Neves-MG, foi preso. Com ele, foi encontrado os dois revólveres, calibre .22 e .38, além de dois celulares.

Posteriormente, as Polícias Militar e Civil continuaram com o patrulhamento pela BR-367, localizando o veículo utilizado na fuga em acesso secundário a Chapada do Norte-MG. No veículo, foram encontrados um celular, máquina de cartão de crédito, roupas e uma impressora.

Nova Prisão

Após a fuga, na última terça-feira (19/01) mais um bandido foi localizado na cidade de Teófilo Otoni. O bandido, que não teve ainda o nome revelado, era o dono do Gol branco utilizado na fuga e, segundo informações apuradas pelo Blog do Jequi, teria dado queixa na Polícia em Teófilo Otoni de um furto do seu veículo, agindo como se nada tivesse ocorrido. A polícia suspeitou do bandido e, em contato com a Polícia em Minas Novas, confirmou o ocorrido e efetuou a prisão dele.


Até o momento, os cheques ainda não foram recuperados.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

COMPANHIA DE DANÇA QUIK SE APRESENTA EM CIDADES DO VALE DO JEQUITINHONHA

As cidades de Bocaiúva, Minas Novas, Capelinha, Itamarandiba e Diamantina, na região do Vale do Jequitinhonha, receberão, de 17 a 25 de novembro, programação gratuita da Quik Cia de Dança que inclui espetáculo, oficinas e exposição.





Diferentes cidades do Jequitinhonha, no interior de Minas, receberão, durante o mês de novembro, os trabalhos da Quik Cia de Dança. O público poderá conhecer um pouco mais da Cia, que excursiona pela primeira vez pela região, promovendo uma programação especial em cada cidade, que inclui apresentação de espetáculo, realização de oficinas e uma exposição fotográfica, todos gratuitos.  A Circulação pelo Vale do Jequitinhonha marca o início das comemorações de 15 anos da Quik Cia de Dança.

A primeira parada será em Bocaiúva (17/11). Na sequência, as ações seguem para Minas Novas (19/11), Capelinha (21/11), Itamarandiba (23/11) e Diamantina (25/11). A circulação ainda terá uma segunda etapa, no primeiro semestre de 2016, que contemplará as cidades de Almenara, Araçuaí, Salinas, Itinga e Chapada do Norte, no Vale do Jequitinhonha, além de Juiz de Fora, na Zona da Mata.  “A Quik vem fazendo uma importante parceria com a Secretaria de Cultura de Minas Gerais, cumprindo um dos seus objetivos principais que é difundir a Dança Contemporânea no Estado. Já nos apresentamos em mais de 40 cidades e agora chegamos ao Vale. A linguagem e metodologia que desenvolvemos tem, em sua essência, o diálogo com a cultura local. Percebemos a potência que vai ser de trocarmos com uma cultura tão rica desta região de Minas. Acrescido a isto, vamos também convidar escolas públicas para participarem deste projeto. Enxergamos na educação uma grande possibilidade de formar público, outro importante objetivo nosso”, explica a bailarina Letícia Carneiro.


O espetáculo que será apresentado é “Ressonâncias”.  A história se constrói em parceria com a plateia, que compõe a cena, envolvendo dança, música, espaço, arquitetura e público em uma formação única, resultando em uma construção inédita a cada apresentação. A transversalidade da arte neste espetáculo se propõe a refletir o cenário vivo de cada local de apresentação, permitindo a seus interlocutores olhares que dialogam e revelam seus imaginários. Cada apresentação possibilita ao público diferentes perspectivas e formas de recepção e assimilação da montagem, de acordo com o perfil e características de cada espaço e do público presente.  Por se tratar de um espetáculo que dialoga bastante com o público e também com local onde está sendo apresentado, a expectativa da Cia. de encená-lo no Vale do Jequitinhonha é bastante grande.

Teoria e prática

Duas oficinas marcarão a estadia da Cia pelas cidades. A primeira terá como foco o público escolar. Uma escola pública de cada município receberá o jogo de cartas de memória, desenvolvido pela equipe da Quik dentro do projeto “Corredor Cultural”, aprovado pelo Fundo Estadual de Cultura de Minas Gerais. O jogo fala da história da dança, despertando nos alunos o interesse pela arte, além de sensibilizá-los para a apresentação de “Ressonâncias”, que será realizada em praça pública.

Já na oficina “Permeabilidades - Estratégias para uma dança criativa”, ministrada por Rodrigo Quik e Letícia Carneiro, os bailarinos irão trabalhar com a improvisação como um meio de aproximação do público com o seu sensório e sua percepção, potencializando sua sensibilidade através da exploração deste corpo e suas relações com o espaço, com outros corpos e com a música. Neste sentido, esta oficina desenvolverá, através de técnicas de consciência corporal e de jogos de improvisação em dança, a possibilidade de sensibilização e da vivência do público com os processos de criação utilizados durante o espetáculo “Ressonâncias”. A atividade é aberta a todo o público.

Exposição “Outros Olhares” - A exposição reúne o olhar de vários fotógrafos sobre o espetáculo “Ressonâncias”, desde 2010, criando diferentes possibilidades de novas realidades, interlocuções e transversalidades. A proposta é refletir o cenário vivo e a presença do público de cada local de apresentação, permitindo a seus interlocutores olhares que dialogam e revelam seus imaginários.

A curadoria foi feita por Rodrigo Quik e Letícia Carneiro. Dentre os fotógrafos participantes estão Ilana Lansky, Foca, Nina Blauth, Ary Kerner, Guto Muniz e Tarcísio de Paula.  “Essa variedade de fotógrafos é algo que nos estimulou muito, pois são diversos olhares, em situações bem distintas e também com público e arquitetura completamente diferentes. Alguns fotógrafos foram encontrados espontaneamente, durante nossas apresentações, e outros foram contratados pelos eventos e nos passaram as imagens. O que nos motivou a criar esta exposição foi a possibilidade interdisciplinar, pois  estamos misturando um trabalho de artes visuais com artes cênicas e performance. Criamos assim, novos significados e símbolos para  nós, artistas envolvidos, e para o público”, conta Rodrigo Quik.

Ressonâncias é um marco no trabalho de improvisação desenvolvido pela Quik Companhia de Dança.  Desde 2006,  a Cia  tem focado suas  pesquisas a partir da improvisação. Para isso, tem investigado novos métodos de composição,  construindo  partituras de relações cênicas como um caminho possível.  “Ressonâncias”, que vem sendo realizado desde 2008, tem passado por várias fases, modificações e amadurecimentos. É uma obra artística com uma metodologia muito interessante e própria, que vem sendo construída e descoberta através do próprio fazer, em locais muito diferentes e na relação aberta e interativa com cada um dos públicos. É um espetáculo que tem tido uma aceitação grande em festivais no Brasil, não só de dança, mas também de teatro. Só neste ano, o espetáculo esteve  no “Festival Internacional de Rua de Porto Alegre”, em Porto Alegre; “Festival de Inverno de Garanhuns”, em Pernambuco; e “Festival Internacional Latino de Teatro”, em Salvador.

Ficha Técnica do espetáculo “Ressonâncias”

Concepção, Criação e Interpretação: Letícia Carneiro e Rodrigo Quik
Criação e execução da trilha sonora ao vivo: Rodrigo Salvador  e Antônio Moreira
Figurino: Silma Dornas e Rodrigo Quik
Cenografia: Letícia Carneiro  
Produção executiva: Merry Couto

Ficha Técnica da Exposição “Outros Olhares”:
Realização: Quik Cia de Dança
Curadoria: Letícia Carneiro e Rodrigo Quik
Fotógrafos: Ary Kerner, Guto Muniz,  Ilana Lansky, Foca, Nina Blauth,  Paula Ternoval  e Tarcísio  de Paula

Sobre a Quik Companhia de Dança - Fundada em 2000, no bairro Jardim Canadá – Município de Nova Lima(MG), pelos bailarinos Letícia Carneiro e Rodrigo Quik. Ambos com vasta experiência profissional em dança contemporânea no Brasil e no exterior, como integrantes do Grupo Corpo de 1984 a 1996. A Cia completou, em 2015, 15 anos de existência possuindo no seu repertório oito  espetáculos. Nesse processo, construiu uma metodologia de criação artística, na qual sempre valorizou os procedimentos de pesquisas sistematizadas em dança contemporânea e suas interfaces com outras linguagens artísticas. A Quik descobriu, nesta trajetória, que novos olhares para o mundo e diferentes possibilidades de dialogar  com outras linguagens artísticas, trazem potencialidade de criação para seus espetáculos. Há 13 anos, a Quik atua na comunidade do Jardim Canadá, em Nova Lima(MG), por meio de seus projetos sócio-artístico-cultural, contribuindo para o acesso da população aos bens culturais, através das atividades promovidas no "Quik Espaço Cultural" e pelas ações produzidas em seu projeto de educação pela arte, o "Quik Cidadania".

Patrocínio: Petrobras, Governo Federal Brasil Pátria Educadora. Incentivo: Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais.

Programação Quik Cia de Dança – Jequitinhonha

Espetáculo “Ressonâncias”, exposição “Outros Olhares” e oficinas
(Todas as atividades ocorrerão nas praças)

Bocaiúva
Data: 17/11

Espetáculo “Ressonâncias”
Horário: 17h
Local: Praça Wan-Dick Dumont

Oficina “Vivência Criativa”
Horário: das 18h às 18h45
Local: Praça Wan-Dick Dumont

Exposição fotográfica”Outros olhares”
Horário: das 16h às 19h
Local: Praça Wan-Dick Dumont

Minas Novas
Data: 19/11

Espetáculo “Ressonâncias”
Horário: 18h
Local: Praça Nossa Senhora da Gruta

Oficina “Vivência Criativa”
Horário: das 19h às 19h45
Local: Praça Nossa Senhora da Gruta

Exposição fotográfica”Outros olhares”
Horário: das 17h às 20h
Local: Praça Nossa Senhora da Gruta

Capelinha
Data: 21/11

Espetáculo “Ressonâncias”
Horário: 9.30h
Local: Praça do Povo

Oficina “Vivência Criativa”
Horário: das 10.30h às 11h15
Local: Praça do Povo

Exposição fotográfica”Outros olhares”
Horário: das 9h às 12h
Local: Praça do Povo

Itamarandiba
Data: 23/11

Espetáculo “Ressonâncias”
Horário: 16h
Local: Praça dos Agricultores

Oficina “Vivência Criativa”
Horário: das 17h às 17h45
Local: Praça dos Agricultores

Exposição fotográfica”Outros olhares”
Horário: das 15h às 18h
Local: Praça dos Agricultores

Diamantina
Data: 25/11

Espetáculo “Ressonâncias”
Horário: 17h
Local: Praça do Mercado Velho

Oficina “Vivência Criativa”
Horário: das 18h às 18h45
Local: Praça do Mercado Velho

Exposição fotográfica”Outros olhares”
Horário: das 16h às 19h
Local: Praça do Mercado Velho

Informações para a imprensa
Fábio Gomides – (31) 9693-2767
Cristiana Brandão – (31) 9791-5702

@aduplainforma

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

MORADORES DA CHAPADA DO NORTE ESTÃO SEM ÁGUA HÁ QUINZE DIAS

Falta de água é um problema antigo e que sempre se intensifica neste período de estiagem.

A cidade é atendida pela Copasa e já pode ter passado até vinte e cinco dias seguidos sem água nas torneiras. É o que conta o José Maria Rodrigues dos Santos, morador da região.



A Copanor informa que o longo período de estiagem, associado ao aumento do consumo de água devido ao forte calor, tem levado à redução drástica do nível dos mananciais e prejudicado o abastecimento de Chapada do Norte.

A empresa disse ainda que várias medidas estão sendo tomadas como a construção de uma nova estação de tratamento de água e de outros dois reservatórios, além da limpeza da barragem do Rio Capivari e contratação de caminhões-pipa.

Problema antigo

Em 2013 o Blog do Jequi já havia noticiado a falta de água em Chapada do Norte (ver aqui). Moradores sofrem com a falta de água e tem que se socorrer a caminhões pipas ou mesmo buscar água nas comunidades ou municípios vizinhos.

O professor Maurício Costa, de Chapada do Norte, há algum tempo vem alertando as autoridades e moradores da região sobre a crise hídrica. Em seu blog (http://mauricioapcosta.blogspot.com.br/) é possível ver várias publicações a respeito.

Rio Capivari, que abastece Chapada do Norte secou. Foto: Maurício Costa

O morador denunciou as condições em que se encontra o Rio Capivari, que abastece o município. Veja o vídeo: 




População reclama de obras

Moradores reclamam, além do período de seca que atinge a região, de obras realizadas na barragem sobre o rio Capivari. Um possível erro técnico quanto ao local onde foi feita a barragem sobre o rio Capivari é apontado como um dos problemas para a captação de água pela Copanor.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

POPULAÇÃO ATEIA FOGO EM PONTE DA BR-367, ENTRE ALMENARA E JACINTO. DNIT GARANTE SUBSTITUIÇÃO DE PONTE

DNIT garante substituição da ponte queimada por manifestantes na BR-367.

O incêndio proposital de uma velha ponte de madeira, que liga os municípios de Jacinto e Almenara, no Vale do Jequitinhonha, na manhã desta terça-feira, pode acabar apressando o projeto de uma nova travessia no local.
Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), já havia sido detectada a situação precária da ponte, que passa sobre o córrego Rubim, na BR-367. Um projeto para a construção de uma ligação substituta já havia sido contratado, tendo em vista a inviabilidade da recuperação da estrutura. Intervenção que agora, de acordo com o próprio órgão, se torna mais urgente. O Dnit informou que vai contratar, nos próximos dias, uma empresa que realizará a obra em caráter emergencial.
Até a conclusão da nova ponte, o Dnit pretende usar travessias metálicas do Exército Brasileiro, que são de montagem rápida, próprias para emergências. O órgão lembra que uma dessas pontes foi usada há alguns anos, quando a travessia sobre o Rio das Velhas, na BR-381, em Santa Luzia, foi inutilizada. Ainda de acordo com o Dnit, o Exército já foi acionado e a estrutura será implantada em um trecho ao lado da que foi destruída (local onde existia a diretriz original da rodovia) ou nos próprios encabeçamentos da antiga ponte de madeira.
O incêndio foi resultado de fúria de usuários, que atearam fogo à estrutura de madeira logo depois de a ponte ter sido interditada pelo Dnit, devido ao rompimento de uma longarina, que comprometeu a travessia de veículos.
De imediato, a solução para quem viaja entre os dois municípios é usar rotas alternativas:
- Opção de tráfego 1: Rodovia LMG 634 – Almenara a Avaí do Jacinto, com 37 quilômetros; e, em seguida, rodovia municipal que liga Avaí do Jacinto a Jacinto, com 24 quilômetros (travessia de balsa); prosseguimento pela BR-367. Total de 61 quilômetros.
- Opção de tráfego 2: Rodovia MG 406 – Almenara a Rubim, com 37 quilômetros; em seguida, rodovia municipal, que liga Rubim a Conceição, com 41 quilômetros; prosseguimento pela BR-367. Total de 78 quilômetros.
Há anos, a população do Jequitinhonha espera pela obra no trecho de 121 quilômetros de terra, que  liga Minas Novas/Chapada do Norte/Berilo/Virgem da Lapa e Almenara/Jacinto/Salto da Divisa. O trecho foi incluído na terceira fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), mas até hoje não saiu do papel. 
Populares colocaram fogo em estrutura de madeira – Foto: Lina Otoni / Facebook
Populares colocaram fogo em estrutura de madeira – Foto: Reprodução / Redes Sociais

Populares colocaram fogo em estrutura de madeira – Foto: Reprodução / Redes Sociais
Populares colocaram fogo em estrutura de madeira – Foto: Lina Otoni / Facebook

Populares colocaram fogo em estrutura de madeira – Foto: Lina Otoni / Facebook

Populares colocaram fogo em estrutura de madeira – Foto: Reprodução / Redes Sociais

Populares colocaram fogo em estrutura de madeira – Foto: Reprodução / Redes Sociais

Populares colocaram fogo em estrutura de madeira – Foto: Reprodução / Redes Sociais
Populares colocaram fogo em estrutura de madeira – Foto: Reprodução / Redes Sociais
Populares colocaram fogo em estrutura de madeira – Foto: Reprodução / Redes Sociais
(Fonte: Jornal Estado de Minas, via Aconteceu no Vale)


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