Minas Gerais receberia 88 profissionais, agora são 86 no 'Mais Médicos'. Dos médicos confirmados, 71 são brasileiros e 15 são estrangeiros.
Por Michelly Oda, do G1 Grande Minas
Dois profissionais do Programa Mais Médicos não ocuparam seus postos nas
cidades de Ibiaí, no Norte de Minas Gerais, e Virgem da Lapa, no Vale do Jequitinhonha.

Em Ibiaí, a médica que desistiu era uma
brasileira e em Virgem da Lapa era um espanhol. Mas o motivo das desistências
não foi divulgado. Número atualizados mostram que, dos profissionais
selecionados para a atuar em Minas Gerais, 71 são brasileiros e 15 são
estrangeiros.
A pescadora Belvina de Castro tem
uma filha de dois anos e gostaria que a cidade oferecesse uma estrutura mais
completa de tratamentos de saúde. Ao saber da desistência da profissional do
"Mais Médicos", ficou espantada. "É sempre bom ter o reforço de
mais um médico, se fosse um pediatra ou um ginecologista seria ainda melhor. Já
tive que sair com minha filha as pressas para outras cidades. Quando havia
pediatra fazia um acompanhamento mensal, mas agora só a levo quando
adoece", diz.
Apesar da população questionar a
necessidade da presença de médicos especialistas, o delegado do Conselho
Regional de Medicina de Montes Claros, Itagiba de Castro, ressalta
que os primeiros atendimentos devem ser feitos no município de origem e que os
casos de gravidade são encaminhados para centros de saúde maiores. Para isso é
preciso equipar adequadamente nas unidades dos municípios menores. Ele também
avalia os motivos que levam os médicos a optarem por atuar na capital.
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