sexta-feira, 30 de novembro de 2012

ESCOLA ESTADUAL DE MINAS NOVAS ESTÁ ENTRE AS 10 PIORES DO ENEM EM MG


Escola Estadual Francisco Soares Silva, situada na comunidade de Cansanção, em Minas Novas-MG, é a 10º pior escola, segundo avaliação do ENEM.


Defasagem no aprendizado é uma das justificativas para resultado ruim.

O Ministério da Educação divulgou na última quinta-feira (22), as notas por escola do Exame Nacional do Ensino Médio realizado no ano passado (Enem 2011). Três instituições de Januária, no Norte de Minas, estão entre as 10 piores notas do estado. A Escola Estadual Simão Vianna da Cunha Pereira, situada na área urbana da cidade, foi a segunda colocada no ranking. Ela ocupa também a 26ª pior nota do país.

Em entrevista ao G1, a diretora da instituição informou que o resultado ruim já era esperado. “Nós prevíamos isso, porque a maioria dos alunos, que tentaram a prova, são oriundos de programas de aceleração de aprendizagem e apresentam dificuldade para aprender”, disse Maria de Fátima Vanderlei Guedes. Ainda de acordo com ela, 40% dos 898 estudantes matriculados, estão defasados no aprendizado. “Muitos chegam aos anos finais sem saber ler, interpretar ou realizar cálculos corretamente”, ressalta.

Aluna Pamela Tavares (Foto: Marina Pereira / G1)
Dentro de sala de aula, os professores tentam mudar essa realidade. “A carga de analfabetismo é muito grande. Fazemos de tudo para ensinar e nivelar o conhecimento entre os alunos”, destacou a professora de biologia, Elza Prates de Oliveira. O número de desistência também é significativo. Dos 52 alunos matriculados no 3º ano do ensino médio em 2012, 13 já abandonaram os estudos.

Genivaldo Torres Farias, de 19 anos, está no último ano do ensino médio. Nesse ano, ele tentou o Enem pela primeira vez. Para o estudante, as dificuldades na resolução das questões foram muitas. “Os textos eram grandes e exigem uma boa interpretação. Achei muito difícil a prova”.

Saber interpretar pode ser um dos fatores decisivos no resultado final da avaliação. Pamela Tavares, de 18 anos, também fez a prova. Diferentemente da maioria dos alunos, ela disse que não sentiu muita dificuldade. “Eu leio muito por isso tive mais facilidade na hora de interpretar”, explica a estudante.

Intervenção pedagógica

Para mudar a realidade das escolas foi implantada desde 2004 uma intervenção pedagógica, que tem acompanhado de perto o desenvolvimento dos alunos, através de aulas direcionadas.

Segundo a diretora Educacional da Superintendência Regional de Ensino de Januária, Denise Aparecida Franco, o resultado desse plano só vai aparecer ao longo dos anos. “Esperamos obter frutos positivos nas próximas avaliações”.

Ela disse ainda, que o baixo índice no Enem está ligado a uma série de fatores. “Muitas são escolas pequenas, localizadas em áreas rurais com dificuldade de acessibilidade. Os nossos alunos são bem diversificados, alguns vieram da rede municipal e apresentam dificuldade no aprendizado”, explica.
Dezenove municípios fazem parte da Superintendência Regional de Ensino de Januária, o que corresponde a um número de 54.689 alunos em 136 escolas.

Conheça as 10 escolas de Minas Gerais com menores médias:

1º - Escola Estadual Dr. Alfredo Castelo (Além Paraíba) – Média: 396,97
2º - Escola Estadual Simão Viana da Cunha Pereira (Januária) – Média: 403,57
3º - Escola Estadual Felipe Dias Correa (Januária) – Média: 404,109
4º - Escola Estadual Anísio Esaú dos Santos (Baependi) – Média: 404,96
5º - Escola Estadual de Cruz dos Araújos (Cônego Marinho) – Média: 409,96
6º - Escola Estadual Maria Rosa Nunes (Januária) – Média: 410,57
7º Escola Estadual de Candeal (Cônego Marinho) – Média: 410,61
8º- Escola Estadual São Sebastião de Poções (Montalvania) – Média: 412,90
9º Escola Estadual Professora Leonor Esteves Lima (Setubinha) – Média: 414,47
10º - Escola Estadual Francisco Soares Silva (Minas Novas) – Media: 419,14

Fonte: G1 Minas

Sobre o Autor: Bernardo Vieira
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    Bernardo Vieira

    Sou mais um apaixonado pelo Vale do Jequitinhonha e suas riquezas. Venho, através deste blog, tentar expandir a cultura do vale, bem como trazer novidades e coisas úteis em geral. Formado em Administração pela UFLA - Universidade Federal de Lavras e Funcionário Público Estadual (TJMG). contato pelo email: nabeminasnovas@yahoo.com.br ou bernardominasnovas@hotmail.com.

    3 comentários:

    Cleuson da Informática disse...

    Nesta escola falta muro, a iluminação é péssima ao redor da escola, pra se ter uma idéia pra chegar na escola você deve andar 500 metros com lanterna. Acredito que o problema começa por aí. Se escolas oferececem melhores estruturas com certeza as notas seriam melhores.

    Frei Natalino disse...

    Sr. Cleuson, eu fiz do 1° ao 3° ano primário numa escola de terra abatida e o primeiro caderno de aspiral que ganhei foi uma festa e, a professora, tinha apenas o terceiro ano primário.
    A estrutura física tem peso relativo, o "x" é: O que eu não quero como cidadão é ser enganado pela edução no Estado dizendo que a educação vai bem.
    Sou contra cota!

    Nair Ramos Moreira disse...

    Eu acho que além das estruturas físicas das referidas escolas, uma série de fatores negativos acarretam a qualidade do ensino em geral nas escolas públicas do país a começar pela desvalorização dos docentes que é uma lástima no Brasil e também concordo com tudo o que disse a diretora da Superentendência Regional de Ensino de Januária, para melhorar a qualidade do nosso ensino, tem que mudar muita coisa nesse país.

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