quarta-feira, 27 de julho de 2011

Anastasia lança projeto voltado às mulheres desempregadas com mais de 40 anos.

Itinga, Presidente Kubitschek e Santo Antônio do Jacinto, serão as primeiras beneficiadas no Vale do Jequitinhonha.

Wellington Pedro/Imprensa MG
Antonio Anastasia durante o lançamento do projeto na Cidade Administrativa
Antonio Anastasia durante o lançamento do projeto na Cidade Administrativa
O governador Antonio Anastasia lançou, nesta quinta-feira (14), o projeto “Com licença, vou à luta”, de apoio às mulheres com mais de 40 anos que estejam desempregadas. Por meio de qualificação profissional e incentivos à melhoria do nível de escolaridade, o projeto busca dar mais autonomia a essas mulheres, facilitando o ingresso ou o retorno ao mercado de trabalho.
As 100 primeiras mulheres a serem atendidas participaram do lançamento do programa, que aconteceu no Palácio Tiradentes, na Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves. Elas vivem nos municípios de Capim Branco, Confins e Mateus Leme, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).
“O nome do programa é uma homenagem à luta de tantas e tantas mulheres. Tenho certeza que a fibra e o valor da mulher mineira, tão conhecidos na história, nas artes, na cultura, no dia a dia, na política e na administração, se revelam vitoriosos dentro da casa de cada um”, destacou Anastasia.
As participantes do projeto foram identificadas a partir de questionários aplicados por agentes do Porta a Porta, programa do Governo de Minas que está combatendo a pobreza e devolvendo a dignidade a milhares de pessoas. Inicialmente, o “Com licença, vou à luta” será instalado em nove municípios mineiros.
Emoção
Durante a solenidade, Mercedes Belmira do Nascimento fez um depoimento emocionado, contando a sua dificuldade de encontrar emprego por causa de sua baixa escolaridade.
“Eu fui entregar o meu currículo e na hora da entrevista a dona me perguntou: ‘que série você tem?’ Eu falei: eu tenho só até o primeiro ano. Por causa disso, eu não conseguia trabalho. Eu não pensava mais que ia estudar e estou estudando, gente. E eu falo para vocês, vamos à luta!”, disse Mercedes, que recebeu aplausos emocionados das participantes do projeto e também do governador e secretários de Estado que estavam no evento.
O “Com licença, vou à luta” vai ajudar pessoas como dona Mercedes, que precisam do emprego, mas que não encontram espaço por causa da escolaridade ou da baixa qualificação profissional.
“É por isso mesmo que estamos lançando, para milhares de outras donas Mercedes de Minas Gerais, esse programa. Iniciamos o projeto no âmbito do Programa Travessia, que é um grande programa que o Estado tem na área social, que dialoga inclusive com o Brasil sem Miséria do governo federal, com o objetivo sempre de resgatar tantas e tantas pessoas que precisam da inclusão no sentido pleno da palavra, educação, saúde, qualidade de vida, renda, saneamento, habitação. E nós sabemos que é um processo”, afirmou o governador.
As ações estarão focadas no aumento da escolaridade por meio da participação das mulheres em Comitês de Trabalho Solidário que promoverão cursos de qualificação profissional. Além disso, também serão trabalhados temas referentes aos direitos das mulheres, noções de cidadania e ética no trabalho.
Essas ações serão desenvolvidas com recursos do Estado, com o apoio de uma rede de oportunidades formada por entidades, empresas, serviços públicos e privados nos municípios parceiros. Depois de três meses participando do Comitê de Trabalho Solidário, as mulheres receberão um certificado de qualificação profissional. Os cursos vão levar em conta as demandas e vocações de cada município.
Oficina de Travessia
O “Com licença, vou à luta” faz parte do Oficina de Travessia, um grande projeto do Governo de Minas que contempla nove programas para melhorar a vida dos mineiros mais carentes e dar oportunidade de crescimento profissional e aumento de renda e qualidade de vida às pessoas.
“O programa Travessia é algo fundamental em nosso governo porque ele pretende modificar a realidade. Muitas vezes eu fico lamentando porque nós não temos condições financeiras de fazermos esses programas todos no Estado inteiro ao mesmo tempo, isso em razão da estrutura tributária brasileira que não permite aos estados fazerem isso. Mas nós mostramos através de diversos programas que nós temos o diagnóstico da realidade, nós temos a condição exata de fazer o receituário. Mostramos ao Brasil que funciona e funciona bem”, afirmou o governador.
O objetivo do Travessia é justamente dar à população atendida a oportunidade de realizar a travessia de uma condição de privação social para uma melhor situação de vida. Até o fim deste ano, o Governo de Minas investirá R$ 8,2 milhões nas ações do Oficina de Travessias.
Inicialmente, o programa está sendo implantado em nove cidades: Capim Branco, Confins e Mateus Leme (RMBH), Matutina (Alto Paranaíba), Santo Antônio do Jacinto, Itinga e Presidente Kubitschek (Vale do Jequitinhonha), Ninheira (Norte) e Arinos (Noroeste). Os municípios foram selecionados dentro de critérios técnicos, com base nos indicadores de vulnerabilidade social. Nesses nove municípios, agentes do programa Porta a Porta identificaram 7.789 mulheres desempregadas que serão atendidas com ações do “Com licença, vou à luta”.

Sobre o Autor: Bernardo Vieira
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    Bernardo Vieira

    Sou mais um apaixonado pelo Vale do Jequitinhonha e suas riquezas. Venho, através deste blog, tentar expandir a cultura do vale, bem como trazer novidades e coisas úteis em geral. Formado em Administração pela UFLA - Universidade Federal de Lavras e Funcionário Público Estadual (TJMG). contato pelo email: nabeminasnovas@yahoo.com.br ou bernardominasnovas@hotmail.com.

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