quarta-feira, 21 de agosto de 2013

MÉDICO CAPELINHENSE MORRE EM ACIDENTE COM CAMINHONEIRO TAMBÉM DE CAPELINHA

Médico e caminhoneiros são de Capelinha.
Um grave acidente ocorrido no fim da noite dessa terça-feira (20), no contorno rodoviário da BR-381 em Coronel Fabriciano, envolvendo um caminhão e um automóvel, deixou duas pessoas mortas. 


O médico capelinhense ortopedista  Geraldo Domingos da Transfiguração Coelho, 70 anos, dirigia o Corolla, placas HHU 9020, de Ipatinga, e tentava atravessar a rodovia com seu carro, por voltas das 23h30, quando foi atingido pelo caminhão Mercedes Bens, placas GSW 5400, de Capelinha-MG.  Uma mulher que estava no carro, no banco do carona também morreu.


Médico e caminhoneiros são de Capelinha

A mulher não portava documentos e a princípio os socorristas acreditaram se tratar da esposa do médico, mas algumas pessoas que passaram pelo local afirmaram que a vítima seria a empresária Rosângela Soares, proprietária de uma agência de turismo, localizada no bairro Horto em Ipatinga.

Segundo testemunhas que conversam com o PLOX, o médico usou uma via de acesso, apontada pela Polícia Rodoviária como clandestina, para sair de Coronel Fabriciano, na altura no Bairro Mangueiras e entraram na rodovia no momento em que o caminhão seguia no sentido Ipatinga – Belo Horizonte. O carro do médico foi atingindo na lateral (seu lado) e arrastado por cerca de 50 metros. O médico e a mulher tiveram morte instantânea.

O motorista do caminhão, Jardel Pereira, de 26 anos, conversou com o Plox e confirmou a versão de que o médico teria entrado em sua frente vindo do bairro de Fabriciano pelo acesso “clandestino”.

Segundo Jardel, ele tentou, mas não conseguiu evitar o choque com o automóvel do médico.

Médico do Futebol Regional

Geraldo Coelho  especializou-se em ortopedia e cirurgia de joelho. Após ter atuado no Hospital Márcio Cunha de Ipatinga por 37 anos, passou a se dedicar ao atendimento de jogadores de futebol em alguns times do Vale do Aço.

Geraldo Coelho foi o médico do Ipatinga Futebol Clube e atualmente atuava no recém-criado time de futebol Novo Esporte. Ele também foi colaborador no Social de Coronel Fabriciano.

O médico, casado por mais de 40 anos com Milene Albeny, da tradicional família Albeny de Coronel Fabriciano, deixa cinco filhos. Luiz Felipe Coelho, Paulo Henrique e Ana Beatriz, que resolveram seguir a carreira do pai e também Ana Carolina, advogada e Letícia Albeny Coelho, formada em turismo.

Médico e caminhoneiros são de Capelinha

Uma curiosidade chama a atenção neste fato. O caminhoneiro, Jardel Pereira, que conduzia o caminhão que se chocou contra o carro do médico Geraldo Coelho é de Capelinha, localizada no Vale do Jequitinhonha. O médico também é natural de Capelinha. O caminhão chegava daquela cidade para atender a Aperam em Timóteo.


Os corpos ficaram presos nas ferragens do automóvel que ficou completamente destruído. Os bombeiros fizeram uso de equipamentos pneumáticos para cortar a estrutura.

Os corpos foram levados para o IML de Ipatinga.

Fonte: Flox Ipatinga, via Capelinha.net

terça-feira, 20 de agosto de 2013

SEIS DÉCADAS DEPOIS, MAIS DE 100 KM DA BR-367 AINDA ESTÃO SEM ASFALTO

Veja a segunda reportagem da série 'BR-367: Um sonho de JK'. Na rodovia ainda há trechos de terra e várias pontes de madeira.

* Por Marina Pereira, do G1 Grande Minas

Durante nove dias, a equipe de reportagem do G1 percorreu todo o trecho da BR-367, que nasce em Diamantina (MG) e vai até Santa Cruz Cabrália (BA). A estrada é uma importante ligação ente Minas Gerais e o litoral baiano. Iniciada na década de 50, durante o governo de Juscelino Kubitschek, alguns trechos da rodovia se encontram em situação caótica. O asfalto, que começou a ser implantado em 1980, até hoje não foi concluído.

Erosão deixa trecho entre Minas Novas e Chapada do Norte quase inacessível (Foto: Marina Pereira/G1)

Onde o asfalto chegou, restaram apenas as lembranças das dificuldades enfrentadas em um passado não muito distante. Caminhoneiro há mais de 30 anos, Flávio Manoel da Cunha, 53, já passou muitas vezes pelo antigo trecho de terra. “Antes do asfalto sofríamos demais para chegar a Turmalina. Em épocas de estiagem a poeira incomodava bastante, e quando vinha a chuva deixava de trabalhar, porque a estrada ficava intransitável”, relembra.

A dificuldade enfrentada por esse caminhoneiro ainda faz parte da realidade de muitas pessoas que utilizam a BR-367 em outras regiões. Mais de 100 km de estrada continuam sem asfalto. 

O taxista Ilton Aparecido passa diariamente 

pela estrada de terra. 
(Foto: Marina Pereira/G1)
O primeiro trecho está localizado entre Minas Novas e Chapada do Norte. Em uma distância de 20 km o asfalto se alterna com a terra.  Além da poeira, verdadeiras crateras se formaram ao longo da rodovia, provocadas pela erosão.

Para levar as crianças às escolas da região, o motorista do ônibus escolar, Valdir Ferreira da Silva, passa pela BR-367 pelo menos seis vezes ao dia. “É um percurso curto, mas que se torna muito cansativo por causa da terra, e o trecho é de difícil acesso”, relata.

Muitas pessoas assim como seu Valdir são obrigadas a conviver com o sofrimento, pois precisam da estrada para se locomover ou até mesmo para ganhar a vida.

É caso do taxista Ilton Aparecido Fernandes, que leva passageiros de Chapada do Norte para Minas Novas todos os dias.

“A estrada é muito complicada, eu vivo levando o carro para o conserto porque a suspensão sempre quebra. Em época de chuva, o prejuízo é ainda maior, muitas vezes deixamos de trabalhar para não colocar nossa vida em risco”, afirma.

Há 17 anos na estrada, o taxista Geraldo de Fátima Barbosa também tem muita história para contar. Além de prestar socorro aos amigos que se acidentam no trecho, ele já passou por apuros. “Sofri dois acidentes na estrada de terra, uma vez eu bati de frente com um veículo, e em outra data caí dentro de um buraco. Não foi muito grave, pois estava bem devagar”, disse Geraldo ao G1.

Primeira ponte de madeira entre
Chapada do Norte e Berilo.
(Foto: Marina Pereira/G1)
Depois de Chapada do Norte, a próxima cidade é Berilo. São mais 20 Km de terra, uma estrada que parece ter parado no tempo.

Nesse trecho estão localizadas as primeiras pontes de madeira da rodovia. O estado delas é crítico. A mais perigosa fica logo depois de uma curva e não oferece nenhum tipo de segurança. Ela está sem proteção lateral e com várias tábuas soltas.

Medo e indignação. Esses são alguns dos sentimentos de quem se arrisca na BR-367. Nas pontes de madeira, caminhões e carros disputam espaço com pedestres e motociclistas.

O produtor rural Anastácio Dias Pereira precisa descer do cavalo para atravessar a ponte. “Eu venho puxando o animal, porque fico com medo. É muito perigoso, ele pode se assustar e escorregar em uma das tábuas”, declara.

“Essas pontes são um descaso, pois coloca em risco a vida de toda população. Passo por aqui com muito medo, mas não tenho outra alternativa”, relatou  o comerciante Álvaro de Souza Pereira, que dirigia um carro de passeio. 


O motorista Maurilio Lopes da Silva quebrou a caminhonete no trecho de terra [entre Chapada do Norte e Berilo], e teve que chamar o guincho para socorrê-lo. “É só sofrimento nessa estrada, nem carro forte como o meu aguenta. A suspensão quebrou e agora tenho um prejuízo de mais de mil reais”, diz.

Segundo o funcionário da empresa de reboque, o que não falta na estrada é serviço. “É raro a semana que não acontece isso. As vezes temos que vir até três vezes no mesmo dia”, afirma Aécio Pereira.

De Berilo à cidade de Virgem da Lapa o percusso é feito também em estrada de terra com muitos buracos e pontes, sem o mínimo de segurança. Um dos pontos mais críticos é o da região conhecida como Córrego do Barbosa. No local existia uma ponte de concreto, que segundo os moradores, foi levada pela enchente há 9 anos.

Ponte de concreto está desativada há 9 anos
(Foto: Marina Pereira/G1)
Enquanto uma nova estrutura não é construída, quem precisa ir a Virgem da Lapa passa por dentro do córrego, que em período chuvoso torna-se muito perigoso.

A moradora Ana Rodrigues é quem socorre as pessoas que enfrentam dificuldades para passar no local. “Quando chove, as vezes eu nem durmo a noite, socorrendo o povo. Já vi o desespero de muita gente, sendo levado pela água”, declara.

Movida pelo espírito solidário, Ana abre as portas de sua residência. “Todo mundo que não consegue atravessar eu acolho na minha casa. Já teve época de ficar com hospedes até 18 dias seguidos”.
Ponte entre Jacinto a Salto da Divisa 
(Foto: Marina Pereira/G1)
Depois de Virgem da Lapa, o próximo trecho de terra é entre Almenara e Salto da Divisa, passando pela cidade de Jacinto. Sendo que, até Jacinto, os 51 km de estrada também se alternam, entre asfalto e terra. Seguidos de mais 48 km de terra até Salto da Divisa, última cidade de Minas Gerais, cortada pela BR-367. Nos dois trechos existem mais de 10 pontes de madeira.  Porém, todas bem sinalizadas, diferentemente das encontradas nos outros locais.

Depois de Salto da Divisa, a BR-367 continua em território Baiano. A rodovia, que passa por mais quatro municípios, está asfaltada e em boas condições.

O que diz o DNIT

De acordo com o superintendente do DNIT em Minas Gerais, José Maria da Cunha, a licitação para a conclusão das obras já foi concluída, e, até julho de 2014, a empresa deve finalizar os projetos para início da pavimentação da BR-367.

Ainda segundo ele, o projeto implica em colocar a rodovia nos padrões do órgão, uma vez que ainda existe um longo trecho sem asfalto de revestimento primário. “Além da pavimentação da estrada de terra vamos substituir também as pontes de madeiras por concreto”, afirma.

FILHA DE MINASNOVENSES SERÁ PROTAGONISTA DE ESPETÁCULO DE DANÇA EM BH, DIA 24/08

Alice Pinheiro será protagonista do espetáculo de dança, um clássico francês denominado "La Fille Mal Gardée". La Fille Mal Gardée – que pode ser tra­du­zido como “a filha mal cri­ada” é o bal­let mais velho no reper­tó­rio atual dan­çado nos tea­tros. 

Foto: Divulgação
Originalmente ele foi con­ce­bido e coreografado por Jean Dauberval, um impor­tante coreó­grafo do século XVIII e teve a sua estréia em 1789 – estreia no Grand Theatre de Bordeaux, França.


A pri­meira apre­sen­ta­ção de La Fille Mal Gardée no Brasil acon­te­ceu no Teatro Municipal do Rio de Janeiro no dia 24 de Julho de 1928, com a Companhia de Dança de Anna Pavlova. Já essa montagem será encenada no Teatro Marista em Belo Horizonte em 24/08/13, às 19h30m, pelo Escola  Centro Artístico de Dança, do qual a Alice é aluna há 8 anos.


Alice Pinheiro, hoje com 14 anos realizou curso de especialização em clássico e jazz em Columbia, no Columbia Classical Ballet Company, Carolina do Sul, EUA.

SISTEMA DE MEIO AMBIENTE LANÇA CONCURSO PARA 392 VAGAS, COM SALÁRIOS DE R$2.983,37, COM VAGAS PARA DIAMANTINA-MG

Vagas são para cargos de nível superior, para gestor e analista ambiental.  O salário inicial é de R$ 2.983,37.


O Sistema Estadual de Meio Ambiente de Minas Gerais (Siema) lançou edital de concurso público para 392 vagas em cargos de nível superior de gestor e analista ambiental. O salário inicial para ambos os cargos é de R$ 2.983,37.
Sistema Estadual de Meio Ambiente de Minas Gerais (Sisema)
Inscrições
De 16 de setembro a 16 de outubro
Vagas
392
Salário
R$ 2.983,37
Taxa
R$ 82
Provas
10 de novembro
No site da organizadora, é possível ver o edital (acesse o edital).

As inscrições podem ser feitas do dia 16 de setembro a 16 de outubro, no site www.funcab.org. A taxa é de R$ 82. Os candidatos também podem se inscrever presencialmente em vários endereços. A lista pode ser encontrada no edital.

As vagas são para Belo horizonte, Governador Valadares, Divinópolis, Montes Claros, Diamantina, Ubá, Unaí, Uberlândia e Varginha.

Estão disponíveis cargos de gestor em ciência em tecnologia para as seguintes áreas de conhecimento: administração de empresas, administração pública, arquitetura, arquivologia, ciências biológicas, ciências contábeis, ciências contábeis/administração/ciências econômicas/gestão pública, ciência da computação, ciência da computação/engenharia de software, ciência econômicas, ciências sociais/sociologia, comunicação social (publicidade), direito, ecologia, engenharia de alimentos, engenharia de agrimensura, engenharia ambiental, engenharia agronômica/agronomia, engenharia civil, engenharia de energia, engenharia elétrica, engenharia florestal, engenharia geológica/geologia/engenharia de minas, engenharia hídrica, engenharia mecânica, engenharia metalúrgica, engenharia de pesca, engenharia quimíca/química, estatística, geografia, geologia, gestão ambiental, gestão logística, gestão pública/gestão de RH, matemática, medicina veterinária, meteorologia, pedagogia, psicologia, química, sistemas de informação, tecnologia em eventos, tecnologia em geoprocessamento, tecnologia em rede/análise de sistemas e zootecnia.

As provas estão previstas para o dia 10 de novembro.

O concurso terá 2 anos de validade a partir da homologação e poderá ser prorrogado pelo mesmo período.


Do G1 MG

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

SÉRIE 'BR-367: UM SONHO DE JK'. PARTE I

*Por Marina Pereira, do G1 Grande Minas

Diamantina guarda registros do início da construção da BR-367. Veja primeira reportagem da série 'BR-367: Um sonho de JK'. Estrada liga o Vale do Jequitinhonha ao litoral da Bahia.

Jornal O Nordeste noticia andamento das obras (Foto: Marina Pereira/G1)
Abrir estradas sempre fez parte das metas de Juscelino Kubitschek enquanto político. O menino, que cresceu em Diamantina (MG) e se tornou um grande homem público, nunca se esqueceu de sua cidade natal em seus planos de desenvolvimento.

Geraldo Ribeiro acompanhou a trajetória política de
Juscelino Kubistchek em Diamantina (MG)
(Foto: Marina Pereira/G1)
Construir uma rodovia que ligasse Diamantina à divisa com a Bahia não era um desejo apenas do empreendedor e visionário JK, os mineiros também sonhavam com uma estrada, que em breve seria o caminho mais próximo para o mar.

Na cidade que respira história, livros, documentos e jornais da década de 1950  relatam como foi a construção da BR-367, quando JK ocupava o cargo de governador.

As lembranças do progresso que Juscelino buscava para a região ficam evidentes no livro “Palestras”, que reúne os discursos feitos por ele dirigidos ao povo mineiro e transmitidos pela Rádio Inconfidência, de Belo Horizonte.

Clique Aqui para ver o vídeo da reportagem
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Em várias páginas, o político faz referência à abertura da estrada. “Pela nova rodovia desbravadora, no bojo dos caminhões e viaturas, que transportarão o fruto do trabalho de nossa gente, vão também o livro, remédio, bem-estar e a cultura”, disse Juscelino Kubtisckek  em 1950.

Sidrach Carvalho Neto guarda a carta escrita pelo
avô que foi prefeito de Santa Cruz Cabrália (BA)
(Foto: Marina Pereira/G1)
O anúncio da construção da BR, que alavancaria o desenvolvimento da região, foi feito na praça que recebe hoje o nome do ex-presidente.

O morador Geraldo Ribeiro lembra bem dessa época. “A praça estava cheia de gente quando Juscelino garantiu que faria as obras, para a felicidade do povo, já que toda a região sonhava em ver essa estrada concluída”, relata.

Na rua hoje conhecida como Travessa Salto da Divisa, as primeiras máquinas chegaram. “Os trabalhos foram intensos, eram vários homens, maquinários e dinamites, utilizadas para explodir as pedras”, relembra Ribeiro.

Atualmente, a BR-367 termina no litoral baiano. Santa Cruz Cabrália é a última cidade do estado cortada pela rodovia, que possui 762,5 km. Nos relatos históricos não é possível identificar se o trecho da Bahia foi construído durante o governo de Juscelino.

Grupo de Seresta Arte Miúda relembra, através da 
música, a história de JK  (Foto: Marina Pereira/G1)

No arquivo histórico de Cabrália (BA) há uma carta escrita pelo então prefeito da cidade, Sidrach Carvalho, endereçada a Juscelino. O documento de 1957 pedia que a rodovia fosse até a Bahia.

Em um dos trechos, o prefeito dizia: “a abertura dessa estrada trará maior progresso para toda a região do norte e oeste mineiro, além do sul e oeste baiano”. A resposta da carta não foi localizada.

O menino que deixou saudade

"Hoje acordei com saudades daquele menino que ao nascer em Diamantina chamou Juscelino. Homem de pulso tão firme e de fala tão mansa. Um presidente candango de um povo esperança”, a letra e a música do compositor Moacir Franco ganham vida nas vozes do grupo Arte Miúda em Diamantina. Assim, as antigas e novas gerações demonstram o carinho e a saudade do mineiro que superou limitações e tornou-se presidente do Brasil.

Rua São Francisco, nº 241. Este é o endereço é da casa onde Juscelino morou com a família na infância, em Diamantina. No local, a reportagem do G1 encontrou, além de fotos antigas e objetos pessoais que pertenceram a JK, um grande amigo do ex-presidente Serafim Jardim, que é responsável pela conservação da casa.

Serafim Jardim observa memória do ex-presidente
(Foto: Marina Pereira/G1)
“Minha relação com ele começou através do meu pai, eles sempre foram muito amigos. Eu estive ao lado dele nos momentos mais difíceis e hoje, mesmo não estando mais presente entre nós, continuo tendo a mesma consideração e amizade”, enfatiza Serafim.

No escritório, Serafim guarda um quadro que contém a réplica da capa do livro "Por que Construí Brasilia?", com a dedicatória feita por Juscelino a ele. No texto de poucas linhas, JK demonstra a consideração que tinha com amigo, das horas boas e ruins. “Esse presente é muito especial para mim, poucas pessoas receberam essa dedicatória”, diz Jardim.

Pelas ruas de Diamantina, as lembranças do Juscelino político, do homem amigo e extrovertido ainda emocionam e continuam fazendo parte da história de vida de muitas pessoas.

Para Leandro Costa, o tempo pode ter levado a juventude, a companhia e as brincadeiras, mas as lembranças do amigo JK permanecem. Entre uma história e outra, as lágrimas ganham espaço no semblante do homem de aparência firme.

“É difícil não se emocionar. Para mim, Juscelino, além de um político de visão, era um homem de uma simplicidade incontestável, sabia conversar e tratar bem todas as pessoas”, diz Leandro Costa.

Casal hospedava JK quando ele visitava
Diamantina (Foto: Marina Pereira/G1)
Era na casa dele, na área central da cidade, que Juscelino se hospedava quando ia a Diamantina para passear. A esposa de Leandro, Ligia Dayrel, diz que a visita do político não causava nenhuma preocupação.

“Era fácil recebê-lo, porque Juscelino era uma pessoa muito simples, gostava da comida mineira, e um frango com quiabo sempre o agradava. A notícia da morte dele doeu demais e dói até hoje”, enfatiza. 

MUNICÍPIOS DO JEQUITINHONHA SE UNEM PARA FORMAR CONSÓRCIO DE RESÍDUOS SÓLIDOS

Protocolo de Intenções entre nove municípios da região, foi assinado em Diamantina.

A reunião foi realizada na AMAJE em Diamantina

Prefeitos de  cidades do Alto Vale do Jequitinhonha se  reuniram na tarde de segunda-feira (12)/na sede da AMAJE – Associação dos Municípios do Alto Jequitinhonha,  em  Diamantina/MG com a finalidade de discutir a implantação de Consórcios Públicos Intermunicipais de Resíduos Sólidos.

A reunião foi organizada pela AMAJE e contou com a participação da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Regional e Política Urbana – SEDRU.

Paulo Mendes do setor de Assistência Técnica e de Fomento aos Consórcios esclareceu dúvidas e orientou os prefeitos sobre as diretrizes para contemplação dos projetos.

Dentre os municípios existem grupos com consórcios bem definidos e estruturados e outros ainda em fase inicial de formação.

As dificuldades financeiras e a fragilidade da gestão de grande parte dos municípios brasileiros para a solução dos problemas relacionados aos resíduos sólidos abrem espaço para que as cidades se organizem coletivamente visando a construção de planos intermunicipais de gestão integrada.

O que é

A Política Nacional de Resíduos Sólidos incentiva a formação de associações intermunicipais que possibilitem o compartilhamento das tarefas de planejamento, regulação, fiscalização e prestação de serviços de acordo com tecnologias adequadas à realidade regional.

O Governo Federal tem priorizado a aplicação de recursos  no setor, por meio de consórcios públicos, constituídos com base na Lei nº 11.107/2005. 

Nove municípios já estão avançados na formação dos consórcios e outros ainda estão na fase inicial

Nove municípios do Alto Jequitinhonha, já estão em fase bastante adiantada na formação dos consórcios, entre eles,  Angelândia, Aricanduva, Capelinha, José Gonçalves de Minas, Leme do Prado, Minas Novas, Chapada do Norte,  Turmalina e Veredinha.

Os prefeitos desses municípios assinaram um Protocolo de Intenções para receberem apoio técnico da SEDRU na fomentação do Consórcio.

No dia 27 de agosto eles  estarão reunidos na cidade de Aricanduva para eleger a Diretoria do Consórcio.

Fonte: Portal Aranãs

EM LELIVÉLDIA, VIZINHOS DA HIDRELÉTRICA DE IRAPÉ CLAMAM POR ÁGUA

Apesar de estarem próximos da barragem, moradores convivem com o drama da seca.

Agricultores exigem da prefeitura e Copanor o atendimento do direito à água. Foto: Gazeta de Araçuai
Eles estão a pouco mais de 7 km da Hidrelétrica de Irapé, que retém em seu reservatório de 208 metros de altura, bilhões de metros cúbicos de água.

A fartura da vizinha famosa, considerada a segunda barragem mais alta do mundo, construída pela CEMIG, em nada contribui para amenizar o sofrimento das famílias de pequenos agricultores da Comunidade do Bonito, a 2 km do distrito de Lelivéldia, no município de Berilo (MG), no Vale do Jequitinhonha.

“Por aqui, a água já jorrou em abundância. Hoje é só tristeza e sequidão”, lembra o aposentado Geraldo Francisco da Costa, 82 anos.

“A cada ano que passa fica pior”, diz Laureano Alves Cardoso, 70 anos. Os dois fazem parte do grupo de pequenos agricultores que clamam por água.

A região é cercada pela maior floresta de eucalipto do planeta, erguida por grandes empresas de reflorestamento em terras devolutas do Estado. “ Acreditamos que o plantio de eucalipto foi responsável por secar as nossas nascentes”, dizem.
  
“Tivemos de vender o pouco do gado que existia para não ver as criações morrendo de sede e de fome. A seca acabou com tudo”, lamentam os moradores do lugar.

Dispostos a lutar pelo direito à água,  cerca de 12 famílias da Comunidade estão apelando para a prefeitura municipal e para a Copanor para resolver o problema. “ Estamos em estado de calamidade. A água que temos mal dá para o uso pessoal”, contam.

“Aqui não chega caminhão-pipa e se continuar como está, dentro de alguns dias, não teremos água nem para beber”, alertam os moradores que na semana passada realizaram uma reunião com o presidente da Câmara do município, Zezinho de Jamil, que recebeu um documento assinado por todos, pedindo uma solução urgente. O documento foi encaminhado ao prefeito de Berilo, Higor Maciel Coelho (PSDB).

Solução
  
A Comunidade do Bonito está há pouco mais de 2 quilômetros da Estação de Tratamento de Água da Copanor. Às margens da estrada que conduz ao lugar, o verde não mais existe e o pouco gado que sobreviveu, está magro e enfraquecido.

Na região do Vale do Jequitinhonha, dezenas de municípios já decretaram Estado de Emergência, por conta da pior seca dos últimos 40 anos que já devastou lavouras , secou córregos, barragens e riachos.
  
“O que queremos é que a prefeitura forneça os canos e a Copanor instale os hidrômetros para garantir água para todos”, pedem as famílias.
  
Localizado pela reportagem, o prefeito de Berilo disse por telefone que vai fornecer os canos necessários para a extensão da rede da Copanor até às casas das famílias. "Precisamos que elas ofereçam a mão de obra para abrir as valetas", disse o prefeito.

"Isso não é problema. Juntamos todo mundo e abrimos as valas", disseram os moradores.

Também por telefone, a direção da Copanor garantiu que vai acionar um técnico do escritório da cidade de Salinas para realizar o levantamento e elaborar um projeto para garantir o fornecimento da água na localidade.

“Esperamos que não seja mais uma promessa. Sabemos que existem recursos para atender o Vale do Jequitinhonha e vamos lutar por nossos direitos”, afirmam os pequenos agricultores.

Fonte: Gazeta de Araçuaí

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

SÉRIE DO G1 MOSTRA A HISTÓRIA DA BR-367, CONSTRUÍDA EM 1950

'BR-367: Um sonho de JK' percorreu 17 cidades em Minas e na Bahia. Mais de 100 km da BR não tem asfalto e algumas pontes são de madeira.


Primeira ponte de madeira da BR-367, entre Chapada do Norte e Berilo
(Foto: Marina Pereira/G1)

A partir da segunda-feira, os internautas poderão conferir no G1 Grande Minas (e também aqui no Blog do Jequi a série "BR-367: Um sonho de JK". Durante nove dias, a nossa equipe percorreu todo o trecho da BR que nasce em Diamantina (MG) e vai até Santa Cruz Cabrália (BA), passando por 17 cidades.

Apesar de ter sido aberta em 1950, pelo então Governador de Minas Juscelino Kubitschek, mais de 100 km da rodovia não tem asfalto. Em alguns locais, a estrada parece ter parado no tempo. Além da terra, muita gente se arrisca nas pontes de madeira, que ainda existem.

"As reportagens são marcadas por relatos de pessoas que conviveram com JK e relembraram como foi a construção dessa rodovia, depoimentos de quem ainda enfrenta muitas dificuldades na estrada de terra e do povo que vive às margens do Jequitinhonha.

Um outro ponto interessante da série são as histórias de superação das pessoas que se envolveram em acidentes na BR-367. ”, diz a Repórter do G1, Marina Pereira.


Do G1 Grande Minas

ARAÇUAÍ-MG: JOVEM É MORTO A TIROS NO CENTRO DA CIDADE

O crime ocorreu durante a madrugada nas proximidades da antiga cadeia pública de Araçuaí.

De acordo com a polícia militar, 
jovem era usuário de drogas

Um rapaz de 20 anos foi morto a tiros em Araçuaí (MG), no Vale do Jequitinhonha, na madrugada de quinta-feira (15.08). O crime ocorreu na região conhecida por Baixada, nas proximidades da antiga cadeia pública.
  
De acordo com o Boletim de Ocorrência da Polícia Militar, o jovem era usuário de drogas (crack )  e já possuía passagens por furtos. A  polícia suspeita que o assassinato foi cometido por um Instrutor de Trânsito de 26 anos e um menor.

Uma guarnição militar chegou ao local após o telefonema de uma pessoa anônima que contou ter ouvido tiros próximos à antiga cadeia pública. Chegando ao local por volta de uma e  meia da madrugada, os militares encontraram o corpo de Cristiano Borges Luiz dos Santos,  conhecido por Kiu.

Foi constatado traumatismo craniano,  além de um tiro no ouvido esquerdo. Próximo ao corpo foi encontrada uma faca. O corpo foi encaminhado para o IML de Itaobim a 72 km de Araçuai.

Suspeitos
  
Além do instrutor de trânsito, a polícia acredita que um adolescente participou do crime. Os policiais estiveram em sua residência e seu pai informou que ele havia chegado em casa meia hora antes do crime. No entanto, o adolescente contou que havia tido um problema com a vítima a respeito de uma bicicleta furtada por ele e que após a conversa entre ambos, ele ficou de repassar R$ 50 reais como pagamento.

O adolescente e o Instrutor de Trânsito negaram participação no crime, mas ambos foram conduzidos até à delegacia para esclarecimentos. Até o momento ninguém foi preso.

Fonte: Gazeta de Araçuaí


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