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MMC - Movimento Muda Capelinha
Já que o assunto das eleições está em voga, o MMC
apresenta sua visão a respeito do processo eleitoral de 2012
Desde que iniciou suas atividades o Movimento Muda
Capelinha insiste na importância da participação da população no processo
político. Entendemos que política não acontece apenas em época eleitoral. As
pessoas devem participar das discussões e decisões sobre a situação da
comunidade em todos os momentos e situações. No entanto, consideramos que as
eleições também ocupam um papel importante nesse processo. Esse assunto já foi
tratado diversas vezes pelo MMC e para lembrar como acontecem nossas eleições
municipais leia o texto Contagem regressiva para o coreto sacudir.
Como as eleições estão cada vez mais próximas e grande
parte da população deseja que o processo eleitoral sofra modificações, o
Movimento Muda Capelinha elaborou sete propostas que devem ser respeitadas
pelas pessoas que se envolverão no próximo processo eleitoral.
1. Uma eleição limpa. Chega de emporcalhar a cidade
com cartazes, panfletos e todas aquelas peças “publicitárias” que são vistas em
época de eleições. Os candidatos devem se preocupar em elaborar propostas
convincentes e não sujar a cidade.
2. Ética na eleição. É triste observar que durante as
eleições tantos cidadãos trabalhadores e honestos deixam seus princípios de
lado para se engalfinharem em situações antiéticas. Acima de tudo, deve
prevalecer o respeito entre os grupos políticos! Cartas anônimas, boatos
infundados e destruição de reputações não fazem ou não deveriam fazer parte do
processo eleitoral. Vidas pessoais não podem ser confundidas com atividades
políticas. A ética deve prevalecer entre candidatos e eleitores. Afinal, o que
será decidido não é uma partida de futebol, mas o futuro da comunidade.
3. Compra de votos é crime! Isso mesmo, quem compra,
negocia, troca ou vende seu voto está cometendo um crime e pode ir para a
cadeia. A legislação sobre esse tema está cada vez mais rígida e
punições estão cada vez mais comuns. Para se informar mais sobre o assunto,
consultar a Lei nº 9.840.
4. Os grupos políticos devem apresentar Planos de Governo. Em
eleições passadas ouvimos candidatos prometerem mundos e fundos. Não adianta
dizer que irá construir um elevador ligando o Centro ao Bairro Planalto. Ou
prometer que todas as pessoas terão carteira de motorista de graça... Para
evitar situações absurdas como essas é que existe o Plano de Governo. É um
documento que cada grupo político elabora no qual ficam claras as propostas, os
objetivos da gestão, as estratégias para viabilizar a concretização das
propostas, de onde devem sair os recursos, etc. Cada esfera do município
(educação, cultura, esporte, agricultura, meio-ambiente, transparência, etc.)
deve ser levada em
consideração. Detalhe : o Plano de Governo deve ter ampla
divulgação e a campanha eleitoral deve girar em torno dele. Pra facilitar a
vida de nossos candidatos aqui está um modelo. Não vale copiar Planos de Governo
apresentados em outras cidades!
5. Uso eleitoreiro de conquistas coletivas. Não vale,
não pode e é antiético! Esse ponto poderá, eventualmente, surgir no momento em
que algum grupo político reivindicar para si a “paternidade” da articulação que
aconteceu em torno da UFVJM. Todos sabem que foi uma luta que começou com a
sociedade civil, em sua maioria formada por pessoas sem cargos políticos
eletivos. Envolveu quase todos os setores da população regional e, portanto,
não foi obra de apenas um único grupo político, mas de várias pessoas,
instituições e esferas representativas. O que os grupos políticos podem fazer
em relação ao assunto é apresentar uma proposta no Plano de Governo descrevendo
ações que serão tomadas, em parceria com o movimento “A UFVJM é nossa”, para
viabilizar a criação do campus universitário em Capelinha.
6. Conhecimento da legislação municipal. Quem aspira
ocupar um cargo eletivo deve conhecer minimamente a legislação que regula o
funcionamento do município. O domínio do conteúdo da Lei Orgânica Municipal, do Regimento Interno da
Câmara e do Plano Diretor (ainda não aprovado pelo legislativo)
possibilita que os representantes entendam quais são suas atribuições e o que
deve ser feito para melhorar a cidade.
7. Compromisso dos candidatos. Para dar lisura ao
processo é interessante que todos os candidatos a prefeito e vereador assinem e
registrem em cartório um Compromisso Público, documento no qual se
comprometerão com a ética e a transparência na condução do município, caso
sejam eleitos. O conteúdo desse compromisso deverá será amplamente divulgado e
discutido com a sociedade. Além disso, é importante que leiam a cartilha O Combate a Corrupção nas Prefeituras do Brasil.
Entendemos que ao colocar em prática as sete propostas
apresentadas acima, os candidatos a vereador e prefeito estarão exercendo
princípios democráticos durante as eleições. Estaremos de olho!
Compromisso Público de candidato a Prefeito (clique aqui para baixar)
Compromisso Público de Candidato a Vereador (clique aqui para baixar)


11:32
Bernardo Vieira

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