sábado, 25 de outubro de 2014

JUSTIÇA NEGA LIBERDADE A MÉDICO PRESO. POPULAÇÃO DE TURMALINA-MG FAZ PROTESTO

Protesto foi realizado na tarde de sexta-feira (24), no centro de Turmalina, no Alto Jequitinhonha. Pelo menos cinco mulheres denunciaram o médico.
 
Paciente e ex-pacientes do médico ginecologista organizaram o protesto. Foto: Duarth Fernandes
Dezenas de mulheres, pacientes e ex-pacientes do ginecologista, se reuniram na tarde de sexta-feira, 24 de outubro, para protestarem contra a prisão preventiva do profissional, investigado por crimes sexuais em Turmalina e Capelinha, no Vale do Jequitinhonha.

O médico foi preso na última sexta-feira (17), no posto de saúde do bairro Pau D’Óleo e continua na cadeia pública da cidade, após ter o pedido de relaxamento de prisão negado pela Juíza da Comarca de Turmalina.

Com cartazes em punho, as manifestantes clamaram pela liberdade do médico, que de acordo com vários relatos é um profissional exemplar e muito querido por todos no município.

Várias publicações em redes sociais acusam as denunciantes de mentirosas e que o médico seria incapaz de cometer tais atos.

Investigações

A prisão do médico foi solicitada pelo Delegado,  Felipe Pontual Meira Rosa, após cerca de dois meses de investigações, que começaram depois que quatro vítimas procuraram a Polícia Civil para denunciar o profissional.

De acordo com o delegado, o ginecologista usava de fraude para praticar os atos libidinosos, dizendo que a forma como examinava as pacientes fazia parte de um protocolo de atendimento na área de ginecologia.

Conforme a investigação, o médico negava a entrada de enfermeiras ou acompanhantes para o atendimento às pacientes e, muitas vezes, não fazia uso de luvas.

Paciente e ex-pacientes do médico ginecologista organizaram o protesto. Foto: Duarth Fernandes
Ele também tentava masturbar as mulheres que, ao perceberem, interrompiam o ato. Ainda segundo a polícia, enquanto atendia em outra cidade, ele expôs o órgão sexual sem que a vítima percebesse e tentou penetrá-la.

Ainda de acordo com Felipe Pontual, o crime do qual o médico é suspeito está previsto no artigo 215 do Código Penal Brasileiro como “violação sexual mediante fraude”, que é quando o criminoso engana a vítima para praticar o abuso sexual. A pena para este crime varia de dois a seis anos de prisão.

O que diz a defesa

O advogado de defesa do médico, que não quis ter o nome divulgado, informou que algumas notícias veiculadas causaram estranheza, uma vez que o inquérito ainda está em tramitação, mas que o médico sequer figura como indiciado, apenas investigado, e que confia plenamente na inocência do suspeito, haja vista a manifestação e a comoção da população a favor dele.

Juíza de Turmalina nega liberdade a médico suspeito de abusar de pacientes

Ele está preso desde sexta-feira (17).

Muitas pacientes do médico preso em Turmalina foram ao posto de saúde onde ele trabalhava para manifestar apoio ao profissional.

A juíza Carolina Rodrigues, da Comarca de Turmalina, no Vale do Jequitinhonha,  rejeitou na tarde desta quarta-feira, 22, o pedido de relaxamento da prisão do médico ginecologista que está preso na cadeia da cidade desde a sexta-feira, 17.
  
Com isso, a defesa do médico decidiu  entrar com um pedido de habeas corpus junto ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais, em Belo Horizonte.

O médico foi preso após cinco pacientes  denunciar que nas consultas com  com ele, serem submetidas a toques e estímulos constrangedores.

As vítimas têm entre 18 e 23 anos.

A prisão provocou grande repercussão em Turmalina e região. Dezenas de outras pacientes do ginecologista saíram em   defesa dele , inclusive com manifestações em frente ao fórum e ao posto de saúde onde ele atendia.

Um abaixo-assinado,  foi entregue à juíza, reivindicando a soltura do médico, que tem fama de profissional competente e de boa conduta.

A maior revolta das pacientes que afirmam a inocência do médico,  é com o que elas chamam de “condenação sumária” do profissional, principalmente pela pressa na sua prisão e pela ampla repercussão que o caso teve após ser divulgado pela rede de blogs, sites e jornais da região e da capital.

As investigações sobre o caso foram iniciadas pelo delegado de Turmalina,  Felipe Pontual Meira Rosa há cerca de dois meses e encontram-se ainda em curso.

Mesmo correndo sob segredo de Justiça, tanto o nome como a fotografia do médico foram postadas por blogs e portais da região.

Até mesmo um vídeo gravado na delegacia, enquanto o médico tentava acionar seu advogado, foi ao ar pela TV Alterosa, na noite de terça-feira, por meio de imagens cedidas pela Polícia Civil.

Na reportagem, o médico pergunta ao delegado Felipe Pontual se ele poderia chamar as pacientes que o acusam para uma acareação, pois assim o caso já seria esclarecido ali mesmo, sem a necessidade de prisão.

O delegado nega e o orienta a passar a sugestão para o advogado do médico. A reportagem cita o nome do ginecologista, mostra a imagem e uma foto dele.

Em comunicado,  a Chefia Polícia Civil do Estado de Minas Gerais informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que está acompanhando o caso referente ao cumprimento da prisão preventiva do médico ginecologista e que “o texto contendo informações sobre o caso foi divulgado pelo delegado sem o conhecimento prévio da Assessoria de Comunicação da Polícia Civil”.

O delegado Felipe Pontual comunicou  que não falará mais à imprensa sobre o assunto. “Infelizmente, alguns jornalistas estão questionando meu trabalho, pelo fato de eu ter passado informações à imprensa. Não vou mais falar sobre esse assunto com a mídia”, declarou o delegado.


Fonte: Aconteceu no Vale/Portal Capelinha

Sobre o Autor: Bernardo Vieira
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    Bernardo Vieira

    Sou mais um apaixonado pelo Vale do Jequitinhonha e suas riquezas. Venho, através deste blog, tentar expandir a cultura do vale, bem como trazer novidades e coisas úteis em geral. Formado em Administração pela UFLA - Universidade Federal de Lavras e Funcionário Público Estadual (TJMG). contato pelo email: nabeminasnovas@yahoo.com.br ou bernardominasnovas@hotmail.com.

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