sexta-feira, 21 de setembro de 2012

GABARITOS DE PROVAS COM INDÍCIOS DE FRAUDE SÃO CONFISCADOS PELA JUSTIÇA


Empresa já realizou concursos públicos em várias cidades do Vale do Jequitinhonha. Só em 2012, Leme do Prado e Berilo contrataram os serviços da empresa.

Polícia apreende gabaritos após denúncia de que apadrinhados do prefeito seriam aprovados
Indícios de fraude no concurso público promovido pela Prefeitura de Cabeceira Grande, cidadezinha do Noroeste de Minas com menos de 6.500 habitantes, a 651 Km de Belo Horizonte, levaram à Justiça da comarca local determinar a apreensão dos gabaritos das provas pela polícia.

A suspeita, de acordo com a ação do Ministério Público Estadual (MPE), é a de que houve um acerto prévio entre o prefeito da cidade, Antônio Nazaré Santana Melo (PSDB), e a empresa Magnus Auditores e Consultores S/C, contratada para realizar o concurso, com o intuito de favorecer apadrinhados políticos e aparentados do chefe do Executivo.

Com sede em Belo Horizonte, a Magnus Auditores já é processada pelo MPE, também por suspeita de fraudes em concursos públicos, nos municípios de Berilo, no Jequitinhonha e Mucuri, União de Minas, no Triângulo, e em Espera Feliz, na Zona da Mata.

Nas duas primeiras cidades, segundo o MPE, a Justiça suspendeu os concursos. Na terceira, o pedido de anulação ainda está sendo apreciado pela Justiça.

Em Cabeceira Grande, os gabaritos foram confiscados logo depois da realização das provas. Eles foram copiados e depois devolvidos.

O MPE tem indícios de que a fraude é feita por meio da substituição dos cartões de resposta por outros. Dessa forma, os gabaritos seriam adulterados pela empresa para garantir a aprovação. “Foi uma ação preventiva para evitar qualquer tipo de manipulação no resultado das provas”, explicou a promotora de Justiça Andrea Beatriz Barcelos, responsável pela investigação.

O tucano Nazaré cumpre o segundo mandato consecutivo. Desde o primeiro, o MPE pressiona o prefeito a fazer concurso público para substituir os funcionários nomeados pela canetada do Executivo.

Em 2007, depois de firmar um Termo de Ajuste de Conduta (TAC), o concurso foi realizado, tendo sido prorrogado o prazo de validade até 2011. Mesmo com o fim do prazo, o prefeito, em vez de fazer o concurso, optou por contratações temporárias. Por causa disso, foi processado pelo MPE por improbidade administrativa.

Só agora, no apagar das luzes do segundo mandato, o concurso saiu do papel. Em entrevista gravada pelo telefone, o prefeito Antônio Nazaré atribuiu a ação do MPE a um “desespero da oposição”.

“Foi tudo fiscalizado e nada de errado foi encontrado. Concurso é mesmo uma questão polêmica. Está tudo na legalidade”, sustentou. O Hoje em Dia tentou fazer contato com a Magnus Auditores, via telefone e e-mail, mas não obteve sucesso.

Fonte: Hoje em Dia

Sobre o Autor: Bernardo Vieira
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    Bernardo Vieira

    Sou mais um apaixonado pelo Vale do Jequitinhonha e suas riquezas. Venho, através deste blog, tentar expandir a cultura do vale, bem como trazer novidades e coisas úteis em geral. Formado em Administração pela UFLA - Universidade Federal de Lavras e Funcionário Público Estadual (TJMG). contato pelo email: nabeminasnovas@yahoo.com.br ou bernardominasnovas@hotmail.com.

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