quinta-feira, 16 de junho de 2011

MÉDICO TERÁ ABATIMENTO DE DÍVIDA DO FIES SE TRABALHAR EM REGIÃO POBRE

Região do Vale do Jequitinhonha deve ser fonte de procura por profissionais.


O Ministério da Saúde publicou uma portaria no Diário Oficial que regulamenta o abatimento da dívida do Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) a médicos que trabalharem em regiões pobres e carentes de profissionais.
A redução será de 1% na dívida a cada mês trabalhado após o primeiro ano. Segundo o MEC (Ministério da Educação), o saldo devedor total poderá ser quitado em cem meses depois deste primeiro ano.
A portaria saiu na última terça-feira (14). O governo federal ainda vai definir quais regiões serão consideradas prioritárias. A listagem deve sair até o dia 15 de julho.  Além disso, o médico precisará ter feito residência em áreas também consideradas de prioridade para o SUS (Sistema Único de Saúde), que também serão definidas no mesmo prazo.

Inscrição e adesão

No dia 7,  uma portaria do MEC alterou e incluiu novas regras no processo de inscrição e adesão ao Fies. Agora, apenas os estudantes que concluíram o ensino médio a partir de 2010 precisam, obrigatoriamente, ter participado do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Anteriormente, a regra dizia que para ingressar no Fies todo estudante deveria ter feito o Enem como condição para obter o financiamento.
Ainda de acordo com a portaria, “o estudante que por ocasião da inscrição ao Fies informar data de conclusão do ensino médio anterior ao ano de 2010, deverão comprovar essa condição perante à CPSA (Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento)".


Vale lembrar que as novas regras não valem para os estudantes que já possuem contrato com o Fies.


A prova do Enem acontecerá nos dias 22 e 23 de outubro. O edital deste ano prevê que a prova do Enem tenha um alerta expresso para que o aluno cheque se a sua avaliação não tem defeitos de impressão.

Notícia indicada pelo amigo Cristiano Miranda Barroso.

Sobre o Autor: Bernardo Vieira
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    Bernardo Vieira

    Sou mais um apaixonado pelo Vale do Jequitinhonha e suas riquezas. Venho, através deste blog, tentar expandir a cultura do vale, bem como trazer novidades e coisas úteis em geral. Formado em Administração pela UFLA - Universidade Federal de Lavras e Funcionário Público Estadual (TJMG). contato pelo email: nabeminasnovas@yahoo.com.br ou bernardominasnovas@hotmail.com.

    3 comentários:

    Bernardo Vieira disse...

    O engraçado é que esse benefício seja dado somente para os médicos, que já são privilegiados pelos salários altos. Porquê não estender estas vantagens para os demais cursos??? Fica parecendo um jogo de interesses.

    Advan Saturnino disse...

    A questão abrange muitas vertentes, sendo plural em sua essência como um todo, afinal de contas, são várias as frentes envolvidas; indo desde a realidade dos milhares de municípios desprovidos economica e politicamente (sendo esta, talvez, a principal carência) de ferramentas que potencializem a promoção de saúde e as inúmeras falhas de um sistemas de saúde pública que a cada dia revela-se ainda mais incoerente. A má distribuição de profissionais médicos só faz parte de um ciclo vicioso bem característico da cultura brasiliana, onde a osmose finaceira prediz todas as outras. Sem dúvida alguma essa é só mais uma ferramenta da qual o sistema, responsável pela promoção de saúde (tida como um direito por nossa constituição e reafirmada pela diretrizes do Sistema único de saúde), lança mão visando nada mais que (que me disculpem os leitores) "tirar o seu da reta". No entanto, outra vertente que incide diretamente sobre essa questão é o âmbito da classe médica; o exercício da medicina tem se tornado totalmente controverso ao que o nobre e tão afamado juramento de Hipócrates e, principalmente, ao que o código de ética médica (fruto dos valores éticos e legais discutidos e levantados pela própria classe médica) prediz, onde a medicina tem, acima de tudo, como base uma missão humana. O ego médico tem colocado a "carreira" acima e a frente de qualquer outra pendência, onde, na prática, o exercício de uma medicina preventiva, humana, solidária, ética e condizente com as realidades do país tem sido deixada as margens dentro da formação do caráter médico a nível acadêmico e até mesmo nos órgãos de deliberação e fiscalização da prática médica. A maior concentração de profissionais médicos em grandes centros reflete desde as questões de condições adequadas para o exercício da profissão (oque chama muito a atenção, afinal de contas são milhares o número de municípios que se quer detém um hospital de baixa complexidade) a questões socioculturias e, até mesmo, na dita qualidade de vida que em muito tem sido colocada em cheque pelos médicos quando a questão é migrar para regiões interioranas do país...Mas, no que tange a questão do FIES, como bem dito pelo amigo Bernardo, se faz bem característico de um jogo de interesse, porém, sob um olhar social, é um lançar mão de um medida que colocará em foco as inúmeras regiões órfãs de uma política de saúde pública sensível e coerente com as demandas populacionais, assim como fará com que profissionais médicos resolvam exercer aquilo que na verdade é um dever da classe.
    Sem dúvida essa questão é feito o próprio sertão, segundo o olhar do bom Guimarães rosa

    "Sertão é isto: o senhor empurra para trás, mas de repente ele volta a rodear o senhor dos lados... o senhor querendo procurar, nunca não encontra. De repente, pôr si, quando a gente não espera, o sertão vem. O sertão não chama ninguém às claras, mais, porém, se esconde e acena..."



    Parabéns pelo Blog meu amigo, sem dúvida é uma ferramenta, ou melhor, uma grande janela às riquezas, particularidades e peculiaridades do nosso bom jequitinhonha. Força nessa empreitada!

    Abraços, sucesso.


    Advan Lemes Saturnino, Estudante do quarto ano de medicina da Universidade de Ribeirão Preto

    Bernardo Vieira disse...

    Concordo contigo amigo. Infelizmente o "ego" de certa parte da classe médico atrapalha nesse sentido. E os que mais sofrem com isso é os profissionais sérios e os futuros médicos competentes, incluindo aí, você. Sei disso por ter estudado contigo desde o primário até o ensino médio. Abraços e sucesso para ti.

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